Homenagens e Cartões

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sábado, 5 de dezembro de 2015

PROJETO MEU BERÇO MEU ORULHO *PAULO MONTEIRO*



Evento: Meu Berço, Meu Orgulho
Patrono: Mário Quintana
Acadêmico :Paulo Monteiro
Cadeira : 09


MINHA TERRA INSPIRADORA

Paulo Monteiro

Nasci em Passo Fundo, uma das cidades mais importantes do Rio Grande do Sul. Destaca-se pelos elevados níveis nas áreas da Educação e da Saúdo. Aqui meus ancestrais escolheram para viver e eu, também, optei por viver aqui. Tive oportunidade de mudar-me para centros maiores, mas optei por não sair de minha terra natal, hoje, por força de Lei Federal, Capital Nacional da Literatura.

Um dos meus primeiros poemas, aos 13 anos, foi escrito e publicado em Passo Fundo,

Eis sua história.

O mundo fervia naquele ao de 1968. A fervura era tanta que não consegui me inscrever para fazer o Exame de Admissão ao Ginásio. Restou a alternativa de cursar a 6ª Série no Colégio Joaquim Fagundes dos Reis e, no ano seguinte, continuar o Curso Ginasial no Colégio Estadual Nicolau de Araújo Vergueiro.

Era Deus escrevendo por linhas tortas.

Ali, uma professora de Português publicava um jornalzinho composto em mimeógrafo a tinta, reunindo trabalhos de alunos, professores e de outras pessoas da comunidade. Seu nome: Zilka Neff Rosa. Certo dia passou na sala de aula solicitando colaboração dos alunos.

Eu, que vivia imitando canções ouvidas no rádio, resolvi escrever um poema, como contribuição para o "Fagundes em Foco". Modéstia à parte, ao sair o jornal, um halo de fama começou a se formar ao meu redor.

Vieram outros poemas. E, no mês de agosto, ao escrever um poema sobre Passo Fundo, uma surpresa, Dona Zilka (era assim que a chamávamos) deu-me uma série de explicações sobre a história de Passo Fundo. E orientou-me a alterar a primeira quadra, que era a seguinte:

Passo Fundo, foste matas
e onde estão as tuas ruas,
nos tempos de antigamente, 
cruzavam índios Charruas.

Falou-me sobre licença poética e ensinou-me que os charruas não viviam em Passo Fundo. Disse-me que aqui era território de Guaranis e Tapes. Mudei a estrofe para:

Passo Fundo, foste matas
onde viviam leões
e onde dominavam os Tapes,
senhores destes sertões.

Perguntei-lhe onde aprenderia sobre licença poética e história de Passo Fundo. Recomendou-me a leitura de dois livros existentes na biblioteca da escola: O Tratado de Versificação, de Olavo Bilac e Guimarães Passos, e Passo Fundo das Missões, de Jorge Cafruni.

Li os dois e aqui estou, quase meio século depois, escrevendo estas linhas e apaixonado pela Poesia e a História, continuando aquela aula particular que recebi de Dona Zilka.

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