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domingo, 21 de fevereiro de 2016










Irmã gémea da preguiça,
Mais asquerosa que o lixo.Patrono: Manuel Maria Barbosa du Bocage

Académica: Maria João Brito de Sousa
Cadeira: 06

PORQUE O POVO DIZ VERDADES


Porque o povo diz verdades,
Tremem de medo os tiranos,
Pressentindo a derrocada
Da grande prisão sem grades
Onde há já milhares de anos
A razão vive enjaulada.

Vem perto o fim do capricho
Dessa nobreza postiça,

Já o escravo se convence
A lutar por sua prol
Já sabe que lhe pertence
No mundo um lugar ao sol.

Do céu não se quer lembrar,
Já não se deixa roubar,
Por medo ao tal satanás,
Já não adora bonecos
Que, se os fazem em canecos,
Nem dão estrume capaz.

Mostra-lhe o saber moderno
Que levou a vida inteira
Preso àquela ratoeira
Que há entre o céu e o inferno.

António Aleixo, in "Este Livro que Vos Deixo..."

GLOSAS


"Porque o povo diz verdades"
Que, devendo ser escutadas, 
Muito poucos vão ouvindo,
Dir-vos-ei que há entidades
Que andam sempre atordoadas
E bem pouco o vão servindo...

"Vem perto o fim do capricho"
De uns tantos que tudo querem.
Mas que, quanto mais tiverem,
Mais o tratam como a bicho...

"Já o escravo se convence"
Que à conquista de um direito,
Nada a reconquista ou vence,
Nem por força, nem com jeito!

"Do céu não se quer lembrar"
Pois de tanto se esforçar
Pouco recebendo em troca,
Percebeu que há muita gente
Que julga conveniente
Que lhe falte o pão pr`á boca...

"Mostra-lhe o saber moderno"
Que esta luta é mesmo a sério
Pois qualquer espécie de "império"
Tem poder... mas nunca eterno!

Maria João Brito de Sousa - 1502.2016 - 23.54h

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