Homenagens e Cartões

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terça-feira, 8 de setembro de 2015

Maurício Duarte







Meu Patrono Visto Por Mim
Patrono: Paulo Coelho
Acadêmico: Mauricio Duarte
Cadeira: 18

Nascido em 1947, na cidade do Rio de Janeiro, antes de dedicar-se inteiramente à literatura, trabalhou como diretor e ator de teatro, compositor e jornalista. Lançou em 1987 O Alquimista, livro brasileiro mais vendido de todos os tempos. Já vendeu um total de 218 milhões de livros em mais de 150 países. Em 25 de julho de 2002 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras na cadeira 21, cujo patrono é Joaquim Serra. Em setembro de 2007, a ONU nomeou o escritor “Mensageiro da Paz”. Os mensageiros da paz são nomeados pessoalmente pelo secretário-geral das Nações Unidas com base em seu trabalho em campos como literatura, artes plásticas e esporte e seu compromisso de colaborar com os objetivos da ONU. Já escreveu mais de 20 livros, dentre eles: Brida, As Valkírias, Na Margem do Rio Piedra Eu Sentei e Chorei, O Monte Cinco, Maktub, O Vencedor Está Só e Verônika Decide Morrer.
Mesmo aqueles da crítica que não gostam do que Paulo Coelho escreve, concordam que sua leitura pode servir para alçar as editoras, as livrarias e os outros livros, logo, todos que vivem nesse e desse mercado. Sua fama internacional é incontestável: em qualquer livraria do mundo os seus livros são apresentados em lugar de destaque. Que um escritor brasileiro seja tão conhecido e o seja sem explorar clichês exóticos dos trópicos e do subdesenvolvimento, sem dúvida, abre portas internacionais para outros escritores do nosso país. Mais do que isso, segundo o doutor em Literatura Comparada da UERJ, Gustavo Bernardo, “o escritor busca os seus temas nas narrativas folclóricas e religiosas de vários povos, mas principalmente do povo árabe, não por acaso, origem esquecida da civilização, da ciência e do pensamento ocidental.”
Os romances de Paulo Coelho tratam de assuntos que fazem parte do cotidiano da humanidade há milhares de anos: a eterna busca de um sentido para a vida, a conquista de uma existência construtiva, o valor da esperança para muitas pessoas. 
O Alquimista, por exemplo, é um livro com uma mensagem poderosa e faz alusão à simbolismos em todas as linhas, desde a viagem do personagem anônimo até o propósito dessa viagem e o que ele encontra pelo caminho. Nada é mais belo para ser observado do que a própria vida: Talvez seja essa uma grande mensagem, senão a maior dessa história.
A simplicidade é a chave para o entendimento desse monumental sucesso e, ao mesmo tempo, expõe a incorreta pretensão de certos críticos que insistem em dizer que sua estética é reacionária. Se todo escritor tivesse que seguir os caminhos de “vanguarda” ou ditos de pesquisa experimental para ser considerado escritor, contrariando, a sinceridade e a honestidade de viver a própria voz e a própria escrita, teríamos, aí sim, um sem número de fraudes literárias. Paulo Coelho é escritor de grande envergadura e sua estética é alta literatura dentro do que o autor se propõe, contar histórias que toquem o coração de leitores em todo mundo. Afinal, literatura é experiência pessoal. É fazer com que o leitor tenha suas entranhas remexidas ao ler um livro. Segundo o jornalista Rodolfo Viana: “Para mudar o mundo pela leitura, mais vale um Paulo Coelho que saiba comover uma multidão que um Marcel Proust que fale para três ou quatro leitores.”

Eis um trecho do livro O Alquimista de Paulo Coelho da Editora Rocco, Rio de Janeiro, 1995, páginas 69 e 70:

“A caravana começou a viajar dia e noite. A toda hora apareciam os mensageiros encapuçados, e o cameleiro – que havia se tornado amigo do rapaz – explicou que a guerra entre os clãs havia começado. Teriam muita sorte se conseguissem chegar ao oásis.
Os animais estavam exaustos, e os homens cada vez mais silenciosos. O silêncio era mais terrível na parte da noite, quando um simples relincho de camelo – que antes não passava de um relincho de camelo – agora assustava a todos e podia ser um sinal de invasão.
O cameleiro, porém, parecia não se impressionar muito com a ameaça de guerra.
- Estou vivo – disse ao rapaz, enquanto comia um prato de tâmaras na noite sem fogueiras e sem lua. – Enquanto estou comendo, não faço nada além de comer. Se estiver caminhando, apenas caminharei. Se tiver que lutar, será um dia tão bom para morrer como qualquer outro.
“Porque não vivo nem no meu passado, nem no meu futuro. Tenho apenas o presente, e ele é o que me interessa. Se você puder permanecer sempre no presente, então será um homem feliz. Vai perceber que no deserto exista vida, que o céu tem estrelas, e que os guerreiros lutam porque isto faz parte da raça humana. A vida será uma festa, um grande festival, porque ela é sempre e apenas o momento que estamos vivendo.”
Duas noites depois, quando se preparava para dormir, o rapaz olhou em direção ao astro que seguiam durante a noite. Achou que o horizonte estava um pouco mais baixo, porqueem cima do deserto havia centenas de estrelas.
- É o oásis – disse o cameleiro.
- E por que não chegamos lá imediatamente?
- Porque precisamos dormir.”

Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

Referências eletrônicas de pesquisa:

Mais vale um Paulo Coelho que um Marcel Proust . http://www.brasilpost.com.br/…/polarizacao-literaria_b_5982…
Narração e panacéia: o poder do mito : uma análise da obra de Paulo Coelho de Maria Ivoneti Busnardo Ramadan . https://books.google.com.br/…/Narra%C3%A7%C3%A3o_e_panac%C3…
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