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sábado, 15 de outubro de 2016

APOGEU POÉTICO TEMA - SOLIDÃO – SOLIDÃO*– MARIA JOÃO BRITO DE SOUSA

Nenhum rei será mais rico,
nem nenhum "senhor do mundo"
foi mais alto, ou foi mais fundo
do que eu vou, quando em mim fico
se, com sorte, gratifico
um leitor que, eu sei, confundo,
nas rimas com que o inundo,
nos excessos que critico,
ou se, em excesso, frutifico
nalgum verso mais fecundo...

Está na minha natureza,
tanta e tão estranha Paixão
e é na mesma condição
- porquanto a ela estou presa... -,
que, sozinha, como à mesa
e procedo à digestão
do que Mente e Coração
vão sorvendo, sem surpresa;
polpa e sumo, na riqueza
desta infinda (Re)feição

Que mata a "fome de cão"
que cresce e que rói por dentro...
Porém, dela é que eu sustento
Verdade e Contradição,
por ser, minha Solidão,
meu maior contentamento,
meu sempiterno Alimento,
fornalha onde eu cozo o Pão
e onde a luz da Criação
beija a Mão com que a exp`rimento...

Maria João Brito de Sousa - 04.09.2016 - 15.21h



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