Homenagens e Cartões

Total de visualizações de página

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Moacir Luís Araudi



















Meu Patrono Visto Por Mim.

Patrono: Gonçalves Dias
Acadêmico: Moacir Luís Araldi
Cadeira: 01

Meu patrono visto por mim.

O poeta Antônio Gonçalves Dias além do caráter indianista pertenceu à primeira fase do romantismo brasileiro e marcou com seus ideais nacionalistas. 
Alguns de seus versos, inclusive, estão no Hino Nacional Brasileiro: “Nossos bosques têm mais vida,/Nossa vida mais amores” pertencem à “Canção do Exílio”. O primeiro verso aparece na íntegra e o segundo, com adaptação: “nossa vida” no teu seio “mais amores”.
Fato que serve para comprovar o quanto foi receptiva e popular a sua obra.
Vale lembrar que a letra do Hino Nacional (1909) foi escrita muito depois que Gonçalves Dias criou seu poema (1843). 
A musa de seus escritos românticos era Ana Amélia Ferreira Vale. O escritor, inclusive, tentou se casar com ela. Por preconceito, no entanto, a família da moça recusou o pedido. 
A poesia "Ainda uma vez - adeus, -" bem como as poesias “Palinódia e Retratação” - foram inspiradas por ela.

Sobre a vocação poética, ele mesmo, no prólogo da primeira edição de seus Primeiros cantos em 1846, quando tinha apenas 23 anos, faz uma revelação um tanto surpreendente:

“Com a vida isolada que vivo, gosto de afastar os olhos de sobre a nossa arena política, para ler em minha alma, reduzindo a linguagem harmoniosa e candente o pensamento que me vem de improviso e as ideias que em mim desperta a vista de uma paisagem ou do oceano, o aspecto, enfim, da natureza. Casar assim o pensamento com o sentimento, o coração com o entendimento, a ideia com a paixão, colorir tudo com a imaginação, fundir tudo isto com a vida e com a natureza, purificar tudo com o sentimento da religião e da divindade, eis a Poesia, a Poesia grande e santa, a Poesia como eu a compreendo sem a poder definir, como eu a sinto sem a poder traduzir.”

Formou-se em Direito em Coimbra, com 17 anos, em 1840. Exerceu atividades de magistério, como professor de latim e de história do Brasil no colégio Pedro II.

É enviado às províncias do Norte do Brasil, com o encargo de estudar a situação da instrução primária, secundária e profissional. Em 1854, foi à Europa para avaliar precisamente os métodos de instrução pública. A incumbência o levou a visitar Portugal, França, Inglaterra, Alemanha e Espanha. Aproveita esta viagem para publicar em Leipzig um dicionário da língua tupi, 1857.

De volta ao Rio, em 1858, é enviado mais uma vez ao Norte, como membro da Comissão Científica de Exploração da Riqueza Amazônica, só regressando em 1861, já debilitado pela doença. Em busca de tratamento, viaja no ano seguinte, outra vez à Europa, pouco depois, doente, sem trabalho e sem dinheiro, comprou passagem no navio Ville de Boulogne, que vinha para o Brasil. O navio, porém, naufragou no dia 3 de novembro de 1864, e seu corpo nunca foi encontrado. (foi o único a morrer no naufrágio) Dizem que trazia outros trechos de seu mais longo poema épico, Os Timbiras.

Recentemente, em 2011 o Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão aprovou projeto em homenagem a Gonçalves Dias, dentro do ciclo de Estudos e debates sobre a Formação do Maranhão e Fundação de São Luís, nasceu, assim, a antologia Mil poemas para Gonçalves Dias (em três volumes), na comemoração dos 190 anos do seu nascimento e com ampla participação nacional.
Pela sua importância na literatura nacional, Gonçalves Dias é patrono da cadeira nº 15 da ABL, fundada por Olavo Bilac. 
Como se vê, não por acaso, versos do seu principal poema, estão eternizados também, no Hino Nacional do país que ele dignamente caracterizou em seus poemas
.
Fontes
Academia Brasileira de Letras 
Wikipédia
Enciclopédia Encarta 

Federação das academias de letras do Maranhão, Instituto Histórico e Geográfico de Caxias.













Um comentário: