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sexta-feira, 6 de novembro de 2015



Evento: Meu Patrono Visto Por Mim
Patrono: Luís Vaz de Camões
Acadêmica: Helena Fragoso
Cadeira : 17

Quem foi Luís Vaz de Camões? Aqui coloco uma Biografia onde se tenta dar uma noção geral mas perfeita deste Grande Poeta e Escritor Português.

"Viajante, letrado, humanista, trovador à maneira tradicional, fidalgo esfomeado, numa mão a pena e noutra a espada, salvando a nado num naufrágio, manuscrita, a grande obra da sua vida, Camões assumiu e meditou a experiência de toda uma civilização cujas contradições viveu na sua carne e procurou superar pela criação artística". Este comentário foi feito por dois grandes historiadores da literatura portuguesa, Antônio José Saraiva e Oscar Lopes, apontando a grandeza de um dos maiores poetas de todos os tempos, Luís de Camões.

Luís de Camões (1524-1580) foi um poeta português. Autor do poema "Os Lusíadas", uma das obras mais importantes da literatura portuguesa, que celebra os feitos marítimos e guerreiros de Portugal. É o maior representante do Classicismo português.

Luís de Camões (1524-1580) nasceu em Coimbra ou Lisboa, não se sabe o local exato nem o ano de seu nascimento, supõe-se por volta de 1524. Filho de Simão Vaz de Camões e Ana de Sá e Macedo, ingressou no Exército da Coroa de Portugal e em 1547, embarcou como soldado para a África, onde participou da guerra contra os Celtas, no Marrocos, e em combate perde o olho direito.

Em 1552, de volta à Lisboa frequentou tanto os serões da nobreza como as noitadas populares. Numa briga, feriu um funcionário real e foi preso.

Embarcou para a Índia em 1553, onde participou de várias expedições militares. Em 1556, foi para a China, também em várias expedições. Em 1570, voltou para Lisboa, já com os manuscritos do poema "Os Lusíadas", que foi publicado em 1572, com a ajuda do rei D. Sebastião.

O poema "Os Lusíadas", funde elementos épicos e líricos e sintetiza as principais marcas do Renascimento português: o humanismo e as expedições ultramarinas. Inspirado em A Eneida de Virgílio, narra fatos heroicos da história de Portugal, em particular a descoberta do caminho marítimo para as Índias por Vasco da Gama. No poema, Camões mescla fatos da História Portuguesa à intrigas dos deuses gregos, que procuram ajudar ou atrapalhar o navegador.

Um aspecto que diferencia Os Lusíadas das antigas epopeias clássicas é a presença de episódios líricos, sem nenhuma relação com o tema central que é a viagem de Vasco da Gama. Entre os episódios, destaca-se o assassinato de Inês de Castro, em 1355, pelos ministros do rei D. Afonso IV de Borgonha, pai de D. Pedro, seu amante.

Luís de Camões é o poeta erudito do Renascimento, se inspira em canções ou trovas populares e escreve poesias que lembram as cantigas medievais. Revela em seus poemas uma sensibilidade para os dramas humanos, amorosos ou existenciais.

A maior parte da obra lírica de Camões é composta de sonetos e redondilhas, de uma perfeição geométrica, sem abuso de artifícios, tudo parece estar no lugar correto.

No século XVI, em todos os reinos católicos, os livros deveriam ter a aprovação da Inquisição para serem publicados. Isso ocorreu com "Os Lusíadas", conforme texto de Frei Bartolomeu, onde comenta as características da obra e ressalva que a presença de deuses pagãos não devem preocupar porque não passa de recurso poético do autor.

Uma das amadas de Camões foi a jovem chinesa Dinamene, que morreu afogada em um naufrágio. Diz a lenda que Camões conseguiu salvar o manuscrito de Os Lusíadas, segurando com uma das mãos e nadando com a outra.

Camões escreve vários sonetos lamentando a morte da amada. O mais famoso é "A Saudade do Ser Amado".

Camões deixou, entre outras obras, além de "Os Lusíadas", um conjunto de poesias líricas, entre elas, "Os Efeitos Contraditórios do Amor" e "O Desconcerto do Mundo", e as comédias "El-Rei Seleuco", "Filodemo" e "Anfitriões".

Luís Vaz de Camões morreu em Lisboa, Portugal, no dia 10 de junho 1580, em absoluta pobreza. ( Hoje Feriado Nacional denominado DIA DE PORTUGAL , DE CAMÕES E DAS COMUNIDADES).

Seu enterro foi pago por uma instituição de caridade, a Companhia dos Cortesãos.

Pensa-se que a sua campa original, era na Igreja de Santa Ana, mais tarde destruída pelo terramoto de 1775.

O túmulo, onde se guardam até hoje as cinzas do Poeta, encontra-se no Mosteiro dos Jerónimos (em Belém), Lisboa, Portugal.

Gonçalo Coutinho, mandou esculpir na sua pedra o seguinte: "Aqui Jaz Luís de Camões Príncipe dos poetas de seu tempo. Viveu pobre e miseravelmente e assim morreu".

Na minha opinião , Camões, é de facto o Poeta que nos deu o melhor exemplo de como a língua portuguesa é rica, e de uma beleza única.

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