Homenagens e Cartões

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terça-feira, 14 de março de 2017






Dia festivo dia de celebrar a poesia dia de homenagem AVL, hoje a poetisa Cler Ruvver e seu patrono o poeta Joaquim Moncks serão revisitados nas suas escritas!




A ÁGUIA E O MAR
Cler Ruvver
Visivelmente, coração pulsa, junto à onda, qual sonho ateu. 

Como viajam os passarinhos, Iluminando sonhos de Deus. 

Em cada veia existem ondas, correndo livres, a navegar. 

Que faz a vida, qual oceano, levar os sonhos, ao alto mar. 

Assim viajam os pensamentos, livres e isentos de guardião.

Sem deixar marcas, tocam à areia para isentar a recordação.

Talvez por isso no marinheiro, gosto de mar, sempre irá ficar.

Para das ondas fazer segredo, em novo enredo para abraçar.

Pulsam os sonhos como meninos, batendo à porta do coração. 

E a saudade, sem ter idade, chora, sem nem dar explicação. 

Quem sabe em cada onda atrevida, com piruetas, soltas no ar. 

Esteja um sonho navegador, que foi embora e não quer voltar. 

Como alguém, que inventa abrigo, como se fosse famosa atriz. 

Ou uma águia, que já pescou, jaz na montanha, em final feliz!



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AVL e os dezesseis mil cento e cinco apaixonados pela bela arte da escrita que emociona e toca o coração hoje revistam os poemas de sua mui amada filha Cler Ruvver e do seu patrono Joaquim Moncks!
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O HOMEM É O QUE ELE ACREDITA SER

O homem é o que ele está pensando, portanto: filosofia em ação no plano da realidade. É a cuca que nos faz andar no mundo. Até chegarmos à ação, vai uma boa nesga de tempo definida entre as veredas do Absoluto. Quem estiver mais dentro Dele, terá a oportunidade de intuir por primeiro. Mas nem sempre saberá se estará certo na cabeça do Outro. Porque tudo no mundo merece contradição. Acredito que Hegel, o filósofo, estava peremptoriamente correto. Ou não?
– Do livro O PAVIO DA PALAVRA, 2015/17.
Joaquim Moncks

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Vislumbremos quão belos poemas dos poetas Joaquim Moncks patrono da poetisa Cler Ruvver o qual é representado com garbo e beleza poética às sextas feiras na AVL!

A LANTERNA MÁGICA
(para Ferreira Gullar, companheiro de jornada noutro plano)


Mais uma estrela no firmamento alumbra nossos humanos e mareados olhos. Se o poema dentro da noite veloz foi sujo um dia, a Poética adensa o exercício da liberdade de ser e viver. Poesia é o pensamento em movimento. De capa e espada para louvar o sonho. A farsa e a fantasia apenas escondem a timidez do estar vivo, entre a palavra e o gesto. Alguns resistem ao olhar de dentro. Mesmo com a lanterna mágica na testa, a cada dia estamos mais sós. Entre a fome e a esperança.

– Do livro O PAVIO DA PALAVRA, 2015/16.
Joaquim Moncks




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Apreciemos com olhos do coração os escritos dos poetas Cler Ruvver membro AVL e do seu patrono Joaquim Moncks!

SINTONIA FINA
O chumbo dos anos ensinou-me
a ser menor em ações
e expectativas.
Que estejamos bem e em paz
para o amor aos nossos afetos.
A palavra nos obriga
ao silêncio.
Assim, carecemos menos.


– Do livro O PAVIO DA PALAVRA, 2015/17.
Joaquim Moncks


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DADOS DE VIDA E OBRA

Oficial PM, na reserva. Advogado. Professor de
Criminologia, Ciência e Direito Penitenciário, Direito
Processual Penal Militar e Segurança Empresarial.
Ativista Cultural. Agente Literário. Poeta. Declamador.
Conferencista. Ensaísta. Analista literário. Jurado em
certames literários, em festivais nativistas e eventos de
poesia e música popular.

Nascido em Pelotas, em 29 de setembro de 1946. Tem a
cidade de Canguçu, um lindo município agro-pastoril de
gente inteligente e bonita, como sua segunda terra,
porque lá iniciou sua carreira como oficial de polícia
militar, aos 23 anos, em 1969.

Deputado constituinte à Assembléia Legislativa do Estado,
em 1989, presidiu a Comissão Temática de Educação,
Desporto, Ciência, Tecnologia e Turismo, ajudando a
forjar a carta constitucional do Rio Grande do Sul,
pioneira em muitos aspectos, principalmente nas áreas da
Educação e da Cultura.

Como deputado, foi autor de três importantes projetos,
todos transformados em lei: o das PILCHAS GAÚCHAS, que
oficializou a indumentária tradicional do homem e da
mulher gaúcha, em respeito à ancestralidade e à tradição
agro-pastoril do RS, como traje preferencial e de honra
no território do Estado (1989); o que institui o 20 de
novembro, dia da morte de Zumbi, o líder negro dos
Palmares, como o DIA ESTADUAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA, em
homenagem à negritude rio-grandense (pela primeira vez um
líder político, no Brasil, lograva pedir desculpas pela
escravidão imposta aos negros). Por fim, aquele que
institui o dia 04 de Dezembro como o DIA DO ARTISTA
REGIONALISTA E DO POETA REPENTISTA GAÚCHO (1989).

De 1973 até 2005, entregou ao público sete livros
individuais, no gênero Poesia: ENSAIO LIVRE (plaqueta),
1973; FORÇA CENTRÍFUGA,1979; ITINERÁRIO (?), 1983; O EU
APRISIONADO, 1986; O SÓTÃO DO MISTÉRIO, 1992; O POÇO DAS
ALMAS, 2000, e OVO DE COLOMBO, 2005.

Tudo o que publicou em prosa estava disperso em mais de
uma centena de antologias e coletâneas, editadas no país
e no estrangeiro. Em novembro de 2008, durante a 54ª
Feira do Livro de Porto Alegre e 36ª Feira do Livro de
Pelotas, publicou CONFESSIONÁRIO – Diálogos entre Prosa e
Poesia.

A existência do "Recanto das Letras - Sítio para
Escritores" o tem estimulado a publicar crônicas, contos,
prosa poética, artigos, ensaios e mensagens onde
perpassam o fogo poético e a tentativa estética da
contemporaneidade formal.

Trabalha, desde novembro de 2004, nos textos inéditos de
BULA DE REMÉDIO, poesia universalista. Previsão de
publicação para 2009.

Também está recolhendo material para o livro de poemas
regionalistas DE QUANDO O CORAÇÃO ABRE A CORDEONA,
iniciado em 1978, quando tinha intensa participação nos
movimentos tradicionalista e nativista do RS. Nessa
época, 1982/87, integrou o Conselho de Cultura do
Movimento Tradicionalista Gaúcho - MTG, órgão informal de
política cultural com forte atuação durante os três
mandatos do presidente Zeno Dias Chaves, que, nas novas
administrações do MTG, perdeu força e desapareceu.

Em 1995, iniciara a coleta de textos para o livro OS
MENESTRÉIS ESTÃO VIVOS,em que também predomina a prosa
poética.

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