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quarta-feira, 27 de julho de 2016

Patrono: Affonso Romano Santanna Académico: Sanjo Muchanga Cadeira: 08 Evento : MEU PATRONO VISTO POR MIM


Encontro Inesperado

Um encontro inesperado entre o escritor Brasileiro Affonso Romano Santana e o poeta Moçambicano Sanjo Muchanga. Quando os encontrei era dois desconhecidos num Bar da Avenida, entre copos e conversas a sagrarem o saber poético de dois continentes diferentes. Ninguém imaginava que já se conhecia pela escrita e que um era patrono do outro ou o outro falava do outro, apenas falava da literatura e suas virtudes. Então decidi junta-los numa única conversa. Olá Affonso, tudo bem?
Bom dia Maria como vai a saúde - respondeu o Affonso. Esta óptima só o cansaço mesmo. Vejo que estas bem servido por aqui. Claro que sim, conheci o confrade que diz vir de terras distantes de Moçambique. Desculpa a minha distracção chamo Sanjo Muchanga- apresentou se o poeta Sanjo Muchanga? Perguntou a Maria. Sim! Respondeu o poeta. Mas que ironia do destino, enfatizou a Maria. Como foi orquestrado esse vosso encontro?
SM - Por acaso senti uma cede enorme e decidi aqui para mata-la. Ao entrar encontrei o magnifico Affonso a pingar a poesia alcoólica e literária, e me impressionei. Mirei os goles que desciam na garganta como as cortadas vocais da mulata do Rio de Janeiro quando samba, e disse isso eh uma poesia real.
Só que os seus ouvidos não são surdos ouviram a minha metáfora e dai a conversa nos uniu nesta conversa. Falamos de tudo menos nada. Apenas deixamos as apresentações para depois o que infelizmente não aconteceu porque chegaste Maria! Mas estou ainda impressionada com tudo isso, espero que reflictam as tendências literárias que vos unem como académico e patrono. Apelou a Maria. ARS. - Mas Sanjo, como começas a navegar o mundo literário, será que foi por influência ou por recomendação? Não me diga que também começaste com a mesma doença dos poetas da tua idade.
SM. - Todo doente não sabe ao certo como começa a doença, apenas sabe que esta doente, assim como eu não sei ao certo se foi por causa do amor de adolescência ou foi por ausência do carinho do meu pai. O que sei, eh que tive muitas influências da própria vida da chegar a este nível.Sanjo, te espero no Teatro Municipal para uma noite de poesia mais logo eh que o tempo já me deixou. Para ti Maria nos avistámos por ai cuida do nosso confrade. Despediu-se o Affonso.
Pode deixar amigo, sossegou a Maria. Não repara essa situação políticaSanjo porque mesmo eu que sou brasileira não entendo nada, vamos ao encontro dos outros académicos, convidou a Maria. Relaxa Maria no meu país há casos muito complexos que o do vosso país. Podemos deixar a politica para os políticos e vamos ao encontro dos nossos confrades? Desviou o Sanjo. Claro amigo. Respondeu a Maria…

Sanjo Muchanga



Um comentário:

  1. Fantástico dialogo poético... Ou eu estou de parabéns ou a Academia esta de parabéns mas ambos estamos de parabéns. Mas lógico que também merece os parabéns em o Meu Patrono Visto por Mim...

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