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quarta-feira, 27 de julho de 2016

Patrono; Olavo Bilac Acadêmico; Paulo Miranda Barreto Cadeira; 17 MEU PATRONO VISTO POR MIM


É, sem qualquer sombra de dúvida para mim, uma subida honra ter como Patrono um tão ilustre poeta como foi (e continua sendo) Olavo Bilac.
Sinto-me, honestamente, incapaz de honrá-lo em toda sua grandeza e significado haja vista o fato inegável de que sou nada mais que um humilíssimo operário das palavras.
Ele, eleito ‘príncipe dos poetas brasileiros’, autor do Hino da Bandeira, um grande nacionalista, deixou-nos uma extensa e louvável obra poética e literária.
Sentir-me-ia um embusteiro se pretendesse falar qualquer coisa acerca de Olavo Bilac que já tenha sido falada por inúmeros outros. . . Seria de uma pretensão assombrosa tentar enumerar suas incontáveis qualidades enquanto poeta. . .
Ciente de minhas limitações , opto por manifestar minha imensa admiração por esse tão laureado bardo brasileiro ofertando aos caros confrades e confreiras não um poema meu em sua homenagem, mas um de seus mais memoráveis sonetos( e o meu predileto).

Via Láctea (trecho XIII)

“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto…

E conversamos toda a noite, enquanto
A Via Láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora! “Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?”

E eu vos direi: “Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas.”
( Olavo Bilac ).
(Publicado em Antologia Poética - Porto Alegre, RS: L&PM, 2012. p. 28)



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