sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Dia da Consciência Negra



Patrono : Ariano Suassuna.
Acadêmica : Emilia Guerra.
Cadeira : 04

CONSCIÊNCIA NEGRA (Emília Guerra)


Na vida de diferenças
acolhemos cada ser
na própria forma peculiar.

Temos uma coisa guardada
dentro do nosso ser e alma
nosso coração que nos fala...

Nosso coração é definido
com o som bem batido
de uma única cor: O amor!

E, na Consciência Negra
meu coração toma partido
no grito de alerta que desperta.

Na busca da justiça de um povo
de origem africana no meu sangue
da cor do meu e seu coração.

Um legado acolhido e por muitos
mal entendido no asco do preconceito
na casa dos que não entendem nada direito.

Não enxergam o sol, as estrelas e o luar
o lugar de todos, para viver, sorrir e sonhar
no entorno de cada crença, raça e diferença.

Meu pedido de perdão pela discriminação
e falta de consciência pela feia atitude
esperando que tudo mude.

Meu respeito e apreço, ao legado
que carrego comigo e dou abrigo
na minha Consciência Negra.

Dia da Consciência Negra



Patrono : Carlos Drummond de Andrade.
Acadêmica : Sonia Gonçalves.
Cadeira : 14

20 de novembro Dia da Consciência Negra.


Com ciência?Livre!

N'alma há uma íris colorida
Cem cruzeiros, cem luzeiros
Vejo assim é o espelho da vida
Um clarão em todos os sentidos

Há ciência explico meu free lances
Com ciência tudo esclarece até dor...
Mas a consciência varia os nuances
Com docência saber amar é dá cor

Perfeccionismo é ter olhar d’ lince
Apreciar o detalhar do sol surgir
Enxergar todos os tons em relance
Dar chance p’ra o bem emergir...

Reflorir as consciências sem cor
Nem brancas negras ou pardas
Saber que toda semente d’amor
É maior que lembranças tardas...

Construir o seguir sem pré conceitos
Seguimento credo raça ou classe social
Saber aprender com os próprios defeitos
Somos parte d’toda consciência essencial...

Sejamos então consciências puras...
Todos os dias livres em existência
Duras eras jazem pálidas descoloridas...
Bela é a cor dá vida ao colorir dá consciência.

Son Dos Poemas

Dia da Consciência Negra



Patrono : Mario Quitana.
Acadêmico : Paulo Monteiro.
Cadeira : 09

20 de novembro dia da Consciência Negra.


Aviso aos navegantes

Em minhas veias correm os sangues de vários povos. Sangues que conheço e sangues que desconheço. Essa Consciência de Mestiço faz de mim um Humanista. Optar por esta ou aquela "raça" ou "etnia" me transformaria num racista contra mim mesmo. Seria auto discriminação.

Dia da Consciência Negra





Membro Honorário : Geilda Carvalho.

20 de novembro dia da Consciência Negra .

Consciência Negra
A pele negra, discriminada num planeta desigual...
Onde sua presença se torna fatal!
Incomoda a tantos, e a muitos...
O planeta continua sua trajetória...
E perfeita harmonia astral...
E o homem não muda e nem se transforma...
Corpos e almas iguais em sua totalidade...
Sem mudar a tonalidade!
Consciência Negra... Infeliz realidade...
Na sociedade pequena e imatura...
O planeta continua girando e o homem não muda sua história...
Deixando pegadas e rastros de amargura.
Negro, branco, índio, mestiço, mulato... Misturas de raças...
Ter consciência negra... Sem discriminação!
Com igualdade, sem racismo idiota...
O homem destrói tudo ao seu redor e acha que é OSCAR mundial!
Consciência Negra... Povo em desigualdade social...
Paz na terra de igualdade Social!
Viemos do pó e ao pó retornaremos!


Geilda Souza de Carvalho
20 de novembro de 015
Sexta- Feira

Dia da Consciência Negra



Patrono : Ferreira Gullar.
Acadêmica : Mª Ivoneide J de Melo.

20 de novembro dia da Consciência Negra.


Não podemos enquanto poetas e escritores deixar uma bela oportunidade de externar nossa opinião sobre o dia da Consciência Negra , sim é todo dia, hoje é especial para alertar em mensagens, na mídia falada e escrita que somos um país discriminador...não oportuniza a seu cidadão , seja q etnia for... a ter seu espaço na sociedade... sociedade discriminatória com os idosos , pobres, nação desigual e desumana para com seu filhos, mãe nada gentil ... seio dolorido por uma nação desigual !

A Nação desigual que não acolhe com honradez seu filho seja qual a cor ... é imatura, é inocente ... oportunidade para todos seja quem for, brasileiros somos... precisamos de respeito !
Claro hoje é dia de festa ... data que Zumbi guerreiro , líder de uma nação, faleceu deixando seu legado de força e vigor !
Pelo visto as conquistas foram poucas... mas valeu !
Deixou o legado que o negro tem seu lugar e orgulho, seus costumes e não precisa se rebaixar ... ainda mais que o povo brasileiro é negro ...
No meu sangue corre o negro, índio e o branco fato que me orgulha é esse o DNA brasileiro pois ... se amaram e misturam-se nos idos ... não tão recente ... pode ser 100 ... ou mais .. contando que o índio e o negro .. junto com o branco cantaram a nação uníssono !
Brasil, Brasil dos brasileiros, do negro do branco, índio mulato e sertanejo ! Todos numa só voz canta e encanta em contos que se encontram nos cantos do País !
Maria Ivoneide Juvino de Melo.
20/11/2015

dia da Consciência Negra




ONDE ESTA A CONSCIÊNCIA NEGRA...
Acróstico
Autor: José adão Ribeiro


Os destinos são incertos
Nosso caminho há barreiras
De o valor sem brincadeira para
Encontrar a liberdade verdadeira

Encontraremos por união
Sentiremos nossa dignidade
Transmitindo a felicidade
A igualdade é pra toda nacionalidade

A discriminação esta geral

Conquista é com a razão
O caminho é uma opção
Não podemos aceitar a discriminação
Somos iguais perante a lei por sermos
Cidadãos...
Insistir por liberdade
Encontraremos de verdade
Não deixando a lealdade
Cidadanias têm direito, sem.
Iludir buscando respeito 
Agora é realidade

Negros há mais que sofrem
Escondidos como nós
Ganhamos entre aspa a liberdade
Realize este sonho de verdade
O orgulho é ter união

Autor: José adão Ribeiro

Dia da Consciência Negra





CABEÇA COROADA
Cabelos ligados aos céus
Lábios carnudos apetitosos
Umbigo gerado da terra
Dentes afiados na labuta
Seios fartos de refeições
Cabeça coroada por orixás
E o corpo cansado se renova
Ao ouvir o atabaque
Como rosa de Jericó
Após séculos de espera
Umbigo gerado na terra
Sempre disposto a germinar
Ao ouvir o atabaque
Convocando os Orixás.
(Hudson Ribeiro)


Valeu Zumbi! Bom dia!!!




Dia da Consciência Negra



PATRONO:JORGE AMADO.
ACADEMICA MARIA APARECIDA.
CADEIRA :28
A alma não tem cor
todas são providas de amor
branco negro não importa
ofendidos sentem a mesma dor...
Brancos e negros tem as mesmas oportunidades
mas os negros são mais atingidos pelas mazelas da sociedade...
A luta pela liberdade
contra o preconceito racial
continua nos dias de hoje
e corre pelas redes sociais
as pessoas esquecem
que somos todos iguais.
tão iguais no pensar
nos direitos a liberdade
de estar livres da opressão
de viver em sociedade.
acabou-se a escravidão
lei assinada por uma princesa
e desde então todos tem direito 
de se assentar na mesma mesa.
mesmo em meio a tanta modernidade
ainda aflige a população
e uma sociedade dividida
tragada pela escravidão.
De mentes fechadas
pessoas desalmadas
e preciso gritar ao mundo
que já foi dada a liberdade..
''''''''''''''''by: Cidinha Almeida''''''''
20/11/2015..........09:20

Dia da consciência Negra



A alma não tem cor
ACRÓSTICO.
Autor: José adão Ribeiro.


Assim muitos falam que
A alma não tem cor
Levamo-la sempre em nós
Mesmo assim não é percebida e
A cor é descriminada

Na vida sentimos a dor
A alma não é vista
O que vê é a cor, de.

Tantos preconceitos que 
Encontramos mais respeito
Mostrando por direito que somos

Cidadão mesmo com dores no peito pelo
O racismo e preconceitos
Rejeita nosso direito

Autor: José adão Ribeiro

Dia da Consciência Negra



MULHER NEGRA.
Geledés Instituto da Mulher Negra
Acróstico 
Autor: José adão Ribeiro.
Grandes mulheres
Encontre sempre a 
Liberdade para mais conquistas
E assim mostrarão 
Dentro do possível que 
É a união que mostrará 
Seus valores não reconhecidos


Insistir sempre 
No que interessa
Sempre será fundamental
Tudo é pode acontecer
Investindo nos valores
Transmitindo a força da
União por ideais 
Tenham esperança e
Orgulho para seguir

Dedicando nos sonhos
A onde estiver

Mulheres negras
Unam-se de verdade
Linda é a liberdade que 
Honra os valores
Encontre os caminhos
Reconhecendo o que conquistou

Notáveis com fibra
Encantadas de valores
Generosas nos afazeres
Racionais nas atitudes
Ame a negritude
Sem olhar pra traz

Autor: José adão Ribeiro

Dia da Consciência Negra




Zumbi dos palmares
acróstico
Autor: José adão Ribeiro



Zelo temos que ter
Unidos por ideal
Mostrando a cultural
Buscando nossos direitos
Inspirado na liberdade

Devemos acreditar
Orgulharmos por esta raça negra mesmo
Sentindo na flor da pele a discriminação

Persistir com resistência de direito
A onde estiver, com a
Liberdade mostrará responsabilidade
Mesmo sabendo desta desigualdade
A raça negra deve sempre buscar a verdade
Reconhecendo a nossa realidade
Encontrando na atualidade
Superando as adversidades

Autor: José adão Ribeiro

20-11-2015

Dia da Consciência Negra


Homenagem a poetisa Maria João Brito De Sousa




Louvor ouro Para o "Apogeu Poético Clássico"



Parabéns poetisa Maria Maria João De Sousa!!!
AVL a saúda pelo excelente desempenho em todos os apogeus...
Receba nossas homenagens e respeitosos parabéns!Bjos

APOGEU POÉTICO CLÁSSICO 
Tema: Causas Sociais
Homenageando o Mestre António Aleixo
Patrono: Manuel Maria Barbosa du Bocage
Académica: Maria João Brito de Sousa.
Cadeira: 06
A Torpe Sociedade onde Nasci
I
Ao ver um garotito esfarrapado
Brincando numa rua da cidade,
Senti a nostalgia do passado,
Pensando que já fui daquela idade.
II
Que feliz eu era então e que alegria...
Que loucura a brincar, santo delírio!...
Embora fosse mártir, não sabia
Que o mundo me criava p'ra o martírio!
III
Já quando um homenzinho, é que senti
O dilema terrível que me impôs
A torpe sociedade onde nasci:
— De ser vítima humilde ou ser algoz...
IV
E agora é o acaso quem me guia.
Sem esperança, sem um fim, sem uma fé,
Sou tudo: mas não sou o que seria
Se o mundo fosse bom — como não é!
V
Tuberculoso!... Mas que triste sorte!
Podia suicidar-me, mas não quero
Que o mundo diga que me desespero
E que me mato por ter medo à morte...
António Aleixo, in "Este Livro que Vos Deixo..."
As minhas glosas ao poema do Mestre António Aleixo
I
Ao ver, duma criança que brincava,
Do gesto, a natural vivacidade,
Senti que desta vez me emocionava
"Pensando que já fui daquela idade."
II
E que alegrias tive... ou que loucura!
Fui poeta-menina, ardi, qual círio,
No verbo em chama, ao som da partitura
"Que o mundo me criava, pr`ó martírio."...
III
Depois, já crescidinha, é que entendi
A força que há num rio que alcança a foz
Tão farto como o meu, tal como o vi,
"De ser vítima humilde ou ser algoz..."
IV
Mas se, hoje, me norteia a poesia,
E, em quaisquer tribunais, me sinto ré,
Sei bem que culpa alguma sentiria
"Se o mundo fosse bom - como não é!"
V
E, sem hesitação, escolho o meu norte!
Eu quero lá saber de quem me diga
Que oponho corpo e alma a quem me obriga
"E que me mato por ter medo à morte..."!
Maria João Brito de Sousa - 10.11.2015 - 15.10h

Louvor Prata para o "Apogeu Poético Clássico"



Parabéns poetisa Helena Fragoso!!!
Mais uma vez se destacando no apogeu moderno...
Receba as felicitações de toda AVL!Bjos

EVENTO : APOGEU POÉTICO - CLÁSSICO 
Patrono: Luís Vaz de Camões
Acadêmica: Helena Fragoso 
Cadeira : 17


Tema: Causas Sociais

Não sei se sei: sou dos tais
A quem pouco saber cabe;
Mas sei que é saber demais,
A gente saber que sabe!
António Aleixo
Tem mente defeituosa
Sempre com ar de pedante
Sente-se tão importante
Achando que é poderosa

Há gente que é tão vaidosa…
Faço parte dos mortais
Sou comum como os demais
Sei que pouco ou nada sei
E… mesmo assim saberei?
Não sei se sei: sou dos tais.
Sou como sou, sou assim,
Não terei grande saber,
Apenas quero aprender
Do principio até ao fim

Terei isto cá pra mim
Gente que tão pouco sabe
Que me importa que se gabe
Pensando que é superior
Não darei qualquer valor
A quem pouco saber cabe.
São injustos, invejosos,
São banhados de arrogância
Só mostram ignorância
Chegam mesmo a ser maldosos
Um bando de mafiosos
São tão intelectuais
Sabem tudo os maiorais…
Muitos deles governantes
Julgam-se tão importantes…
Mas sei que é saber demais!

Eu não me sinto letrada
E confesso pouco sei
Alguma coisa eu estudei
E fui sempre dedicada
O que sei é pouco ou nada
Que a vaidade então desabe
O saber que a muitos cabe
É mania de grandeza
Não será grande certeza
A gente saber que sabe
Helena Fragoso

Louvor Bronze pelo "Apogeu Poético Clássico"




PARABÉNS POETA João Urague Filho!
Receba os parabéns de todos os membros da AVL
pelo excelente desempenho em todos os apogeus se destacando sempre na modalidade moderna.Parabéns!

EVENTO: APOGEU POÉTICO - CLÁSSICO
Patrono: Fernando Pessoa
Acadêmico: João Urague Filho
Cadeira: 02
HOMENAGEM À ANTONIO ALEIXO
Meu bom Aleixo, obrigado,
Pelos versos que escreveste;
Em cada trova um achado,
Desse mundo que viveste.
Mas não mudou nada não,
Do mundo que aqui trovaste;
Modernos sempre serão,
Os versos que tu cantaste.
No palco do mundo a vida,
É história mal contada;
Desigualmente parida,
Uns tem demais, outros nada.
Uns se fartam nos banquetes,
Outros vivem de pobreza;
O céu na terra para estes,


Estoutros: nada na mesa!
Uns trabalham quanto podem,
E nada tem do que são;
Estoutros neles se escondem,
Com ares de bom patrão.

Pobre vive de esperança,
E depois de desenganos;
Quanto mais quer nunca alcança,
Vivesse quinhentos anos.
Por mais que tenha de resto,

Não sobra nada no fim;
Só prazer de burro honesto,
Na disputa do capim.
E prosperam desonestos,
Dão se bem nas eleições,

Enquanto o povo modesto,
Vai vivendo de ilusões.
Tem os que morrem de fome,
Não só fome de comida;

Fome não só do que come,
Do que não come morrida.
Fome de vida vivida,
Fome de amor e carinho;
De vida plena de vida,

Por esses ínvios caminhos.
De modo que, trovador,
Preste bastante atenção,
Nas trovas com que o senhor,
Cantava, te cantarão!

João Urague Filho

João Urague Filho

Fotos AVL




Louvor em OURO para o "Apogeu Poético"



Parabéns poetisa Joana Tiemann Gabe!!!
AVL toda hoje te aplaudindo!!!Parabéns pelo brilhante trabalho!!!Bjs

Apogeu poético moderno
Homenagem ao patrono da AVL- Poeta ANTÔNIO ALEIXO
Patrono: Pablo Neruda
Acadêmica: Joana Tiemann Gabe 
Cadeira: 12
MENINO DE RUA
Aonde você vai menino?
Por que esse olhar tão triste?
Ninguém te disse
que o mundo é injusto?
Cabelo sujo, pés descalços...
Diga-me, quem escolheu o teu destino, menino?
Anda pelas ruas,
quase nu
Bate nas portas,
Come restos...
Onde você mora
A qualquer hora
tua companhia é o relento.
Quais sentimentos você desperta?
Que lição traz no teu olhar?
Quais são teus planos?...
Será que foi um engano?
Não era para ser você, menino...
Joana Tiemann

Louvor em Prata pelo"Apogeu Poético"



Parabéns poeta Moacir...A AVL o saúda pelo excelente desempenho no apogeu poético!Bjos

Apogeu poético: Tema causas sociais
Patrono AVL Antônio Aleixo
Patrono: Gonçalves Dias
Acadêmico: Moacir Luís Araldi
Cadeira: 01


Imortal

Teu mundo nada cortes
Se parece com o meu agora,
Gritos sociais que você fez
Repetem-se a toda hora.
O Santo ainda pede esmola
A política envergonha,
Há fome e falta de escolas
Pobreza triste e enfadonha.
Nascemos em sociedades diferentes
Mas a ganância em todas é feroz, 
A fome assusta muita gente
Pois falta até feijão e arroz.
Ainda se vê nesta vida
Injustiças de cair o queijo,
Nada mudou desde sua partida
Imortal Poeta Patrono Antônio Aleixo.

(Moacir Luís Araldi)

Louvor em Bronze pelo "Apogeu Poético"



Parabéns poeta José Leite Guerra!
Receba os cumprimentos de todos os membros da AVL
Nós o saudamos e cumprimentamos respeitosamente, pelo excelente 
desempenho nos trabalhos apresentados!Parabéns!


APOGEU POÉTICO MODERNO
Tema: Causas Sociais
Homenageando o poeta ANTONIO ALEIXO, Patrono da AVL
Patrono: MANOEL DE BARROS
Acadêmico: José Leite Guerra
Cadeira: 05
pense
pense no arrulhar
do pássaro cativo
em seu esvoaçar retido
na limitação e ausente
paragem por onde voaria
se lhe dessem tempo
de sair da cela gaiola
pense no encardido
homem: alma cerzida 
remendos franzidos
vestido por fora
e nu por dentro
sem rumo, assento
vagante em si ausente
do próprio centro
a rumar sem tino
imitação de gente
perdido no destino
pense na solteira
mãe de filhos soltos
na monótona soleira
de fome e tortos
olhares e olheiras
nada no fogo ferve
para o almoço
posto que o bolso
vazio de notas
moedas é um poço
de miséria sobroço
onde a fome impera
pense na luz finita
do poste na rua triste
a lâmpada apaga
ainda mais a noite
ninguém acerta
caminhar na certa
direção fora de meta
ninguém se afaga
na réstea clara
vai vem ou fica
em tropeços naturais
de quem não enxerga
pense na mísera comida
fatiada entre a família
no pão mal dividido
e nas roupas em frangalhos
nos mocambos encharcados
palafitas, casas ruídas
pela enchente incontrolada
futuro em nuvem de chumbo
horizontes decepados
(seres humanos usados
pelos sistemas atrozes
em pedras preciosas atulhados)
naqueles que serão vítimas
nas masmorras do futuro.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

































APOGEU POÉTICO MODERNO * JOANA TIEMANN *




Apogeu poético moderno
Homenagem ao patrono da AVL- Poeta ANTÔNIO ALEIXO
Patrono: Pablo Neruda
Acadêmica: Joana Tiemann Gabe 
Cadeira: 12


MENINO DE RUA

Aonde você vai menino?
Por que esse olhar tão triste?
Ninguém te disse
que o mundo é injusto?

Cabelo sujo, pés descalços...
Diga-me, quem escolheu o teu destino, menino?

Anda pelas ruas,
quase nu
Bate nas portas,
Come restos...

Onde você mora
A qualquer hora
tua companhia é o relento.

Quais sentimentos você desperta?
Que lição traz no teu olhar?
Quais são teus planos?...
Será que foi um engano?
Não era para ser você, menino...

Joana Tiemann




APOGEU POÉTICO MODERNO* SÔNIA GONÇALVES *








APOGEU POÉTICO MODERNO
Patrono: Carlos Drummond de Andrade
Acadêmica: Sônia Gonçalves 
Cadeira: 14


MOTE (ANTÔNIO ALEIXO)
E o mundo só pode ser 
Menos mau, menos atroz, 
Se conseguirmos fazer 
Mais p'los outros que por nós.

Observação: Aleixo nascido em 1899 morreu em 1949 aos 50 anos
e hoje há 116 anos após sua morte, seus versos estão valendo para todos os momentos que vivemos no Brasil e no Mundo.

Que Mundo Esse? (Inspirado na quadra de Aleixo)

O mote foi lavrado há mais de cem...
Sem imaginar que nem cem mudaria
Saber tudo é igual e poderia ir além
O homem foi à lua e tudo mais ruiria
Deixaria escapulir os valores do bem

O bem seria borrão numa legenda
Vaidade e competição desmedida
A emenda do mote se amor seria lenda
E a morte de torcedor organizada torcida
A revolução deu-se ao reverso entenda...

Nos campos do estar e ser o retroagir
A evolução deu-se nos calibres das armas 
Desaprendeu o conforto do prazer ao dividir
O poder apoderou-se das tétricas almas
Sem perdão, sem razão o sangue fez cair...

Porém, ao homem a liberdade é altivez...
Paraíso por inteiro ao dispor se desejasse
Sem terrorismo e máscaras d’estupidez
Reinaria paz e amor na Terra se bem plantasse...
Seria um mundo sensato habitável Cortês...

Se uma vida valesse mais que mil 
As diferenças não fossem divisórias
A mão portasse poema não um fuzil 
As preferências fossem somatórias...
O mundo seria um lugar mais gentil...

Son Dos Poemas








APOGEU POÉTICO CLÁSSICO * ANA SOFIA CARVALHO*





ANIVERSÁRIO MORTE ANTÓNIO ALEIXO: PATRONO DA AVL
APOGEU POÉTICO CLÁSSICO
TEMA: Causas Sociais 
PATRONO: Florbela Espanca 
ACADÉMICO: Ana Sofia Carvalho 
CADEIRA: 20


QUADRA DE ALEIXO

« O povo do meu país
Para esquecer que tem fome
Lê a imprensa que diz
Que em Portugal não há fome. »

GLOSA

São tantas as injustiças
Que vão ganhando raiz
Que não sabe o que é justiça
O povo do meu país.

Dia após dia trabalha
Sua saúde se some
E vai fazendo o que calha
Para esquecer que tem fome.

Vê novela e futebol,
Programas falsos e vis;
Em vez de gozar o sol
Lê a imprensa que diz...

Faz-se um povo alienar
Porque tudo se consome
Todos fingem acreditar
Que em Portugal não há fome!

ASC

Arte: Nuno Rufino ( escultor), desenho de A. Aleixo








APOGEU POÉTICO MODERNO *ANTONIO MONTES *





Patrono: Augusto dos Anjos 
Acadêmico: Antonio Montes 
Cadeira: 16
-
Apogeu poético: Causa social
-
FALO DE ALEIXO


Escrevesse com ironia
a tal critica social
poeta simples, humilde
do grandioso Portugal.

Algarvio de maior relevo
mesmo sê-me analfabeto
poemas de grande apreço
de feito, e fácil dialeto.

Obras poéticas singular
defendeu com seu dialogo
imigrou com suas tragédias
enfrentando os seus diabos.

Poeta de perfil rico
conhecedor da realidade
cultura e sociedade
era pra ti... A verdade.

Como escola, teve a vida
peregrinação pelos trechos
relato e na contra partida
falo do... Antonio Aleixo.

Antonio Montes 15/11/15






APOGEU POÉTICO MODERNO * ELIAS TORRES *





Patrono : Graciliano Ramos 
Acadêmico: Elias Torres 
Cadeira: 11 
Apogeu Poético . Causas Sociais .


Poeta idealista

Antonio Aleixo, nobre poeta português 
Homem simples, humilde, porém tinha ideais 
Levava pureza e riqueza em seus versos, 
Pensamentos sobre as causas sociais.

Ele conheceu a pobreza e a tirania 
Por ter sido um semi – analfabeto 
Era politizado e tinha um peito aberto 
Era amigo dos amigos e contra a burguesia.

Sinto-me honrado e cheio de alegria 
Por fazer esta simples homenagem 
Ao nosso patrono da academia 
faz parte da história e da nossa linguagem.


APOGEU POÉTICO MODERNO * ANA SOFIA CARVALHO*






ANIVERSÁRIO MORTE ANTÓNIO ALEIXO

APOGEU POÉTICO MODERNO
TEMA: Causas Sociais
PATRONO: Florbela Espanca
ACADÉMICO: Ana Sofia Carvalho
CADEIRA: 20


MUNDO ENLOUQUECIDO

Hoje as palavras morrem-me no peito
E os gestos sucumbem na alma fria...
Estão gastas as pétalas das flores
E plúmbeos os raios moribundos do sol...
A lua empalideceu das lágrimas que secaram
E o vestido de prata deixou de servir-lhe...
Os peixes sucumbem nas águas paradas
E o mar boceja das ondas preguiçosas...
As estrelas zangaram-se com a noite
É o nevoeiro quem agora comanda...
Os dias são tristes e envergonhados
E o mundo desmaiou de tanta dor...

Nada faz sentido neste planeta enlouquecido
As pátrias perdem as gentes e estas perderam tudo
As crianças não brincam porque perderam os pais
E os pais perderam as casas e o norte da vida;
O trabalho perdeu o emprego e agora é escravidão 
Os doentes e os velhos são fardos que ninguém quer
Os jovens são eternos jovens porque não podem crescer
Mas envelhecem muito cedo porque não têm filhos...

A Pátria tresanda a abjeção e fede súcuba
Todos se queixam porque sofrem e são infelizes
Mas nada muda e a cobardia é o vencedor antecipado...

Meu Deus, porque nos abandonaste?
Ou preparas em segredo uma divina revolução
Em que dos ímpios fiquem só os arrependidos
E dos mansos apenas os tresmalhados ?

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APOGEU POÉTICO MODERNO * MARIA IVONEIDE*















Patrono : Ferreira Gullar.
Acadêmica : Mª Ivoneide J de Melo.
Apogeu Poético . Causas Sociais .

Singro verso que
teima em nascer
do ventre do poema ...
para logo ir embora ...
explode a solidão
aninha carência
envolve o poeta.


Aleixo rima cantando sua história
simples homem da roça altiva o poema

conta a seu povo a moral ruim
por versos perfeitos rima d'ouro
por trazer a sociedade enganada
ultrajada por governantes , chora.

lacrimeja poema ,lamenta ser um deles
sociedade por ele é amaldiçoada
sangra danosa utopia dos mitos
chora verso d' coração trôpego
do mundo sem alento somos regidos
Lamenta o poeta !
15/11/2015








APOGEU POÉTICO - CLÁSSICO * HELENA FRAGOSO*















EVENTO : APOGEU POÉTICO - CLÁSSICO 
Patrono: Luís Vaz de Camões
Acadêmica: Helena Fragoso 
Cadeira : 17
Tema: Causas Sociais


Não sei se sei: sou dos tais
A quem pouco saber cabe;
Mas sei que é saber demais,
A gente saber que sabe!

António Aleixo



Tem mente defeituosa
Sempre com ar de pedante
Sente-se tão importante
Achando que é poderosa
Há gente que é tão vaidosa…
Faço parte dos mortais
Sou comum como os demais
Sei que pouco ou nada sei
E… mesmo assim saberei?
Não sei se sei: sou dos tais.



Sou como sou, sou assim,
Não terei grande saber,
Apenas quero aprender
Do principio até ao fim
Terei isto cá pra mim
Gente que tão pouco sabe
Que me importa que se gabe
Pensando que é superior
Não darei qualquer valor
A quem pouco saber cabe.



São injustos, invejosos,
São banhados de arrogância
Só mostram ignorância
Chegam mesmo a ser maldosos
Um bando de mafiosos
São tão intelectuais
Sabem tudo os maiorais…
Muitos deles governantes
Julgam-se tão importantes…
Mas sei que é saber demais!


Eu não me sinto letrada
E confesso pouco sei
Alguma coisa eu estudei
E fui sempre dedicada
O que sei é pouco ou nada
Que a vaidade então desabe
O saber que a muitos cabe
É mania de grandeza
Não será grande certeza
A gente saber que sabe

Helena Fragoso



APOGEU POÉTICO CLÁSSICO * José Manuel Cabrita Neves *











APOGEU POÉTICO CLÁSSICO- CAUSAS SOCIAIS

Homenagem ao patrono da AVL- Poeta ANTÓNIO ALEIXO

Patrono : Antero de Quental
Cadeira : 07


Não acho maior tortura,
Nem nada mais deprimente,
Que ter de chamar fartura
À fome que a gente sente

António Aleixo
GLOSA

Vivendo à míngua de pão
E olhando pr'ás mãos vazias,
Vejo o passar dos meus dias,
A mostrar satisfação
E a mastigar a razão…
Entre a fome e a amargura,
De levar vida tão dura,
Disfarço as minhas carências
E ao viver das aparências,
Não acho maior tortura!

Ter que fingir , escondendo
Dos outros, o que se passa,,
Sorrindo à própria desgraça,
Na côdea que vou roendo
E a definhar me vou vendo,
Quase moribundo e ausente,
Imitando ser valente,
Na fraqueza que me assiste!
Mas não há nada mais triste,
Nem nada mais deprimente…

Do que encobrir a miséria,
Num choro silencioso,
Onde não há sol radioso,
Mas sombra da parca féria,
Que mais parece uma léria,
Gozando co’a desventura,
De ser ‘ma triste figura,
Pois chamar fome e pobreza,
Mais honesto é com certeza,
Que ter de chamar fartura…

Sentado à mesa lamento,
Com as mãos cobrindo o rosto, 
A vida agreste, o desgosto,
Que já quase não aguento
Neste triste morrer lento,
Numa alegria aparente,
Ocultando a toda a gente,
Já que a vergonha consome,
Vou-lhe chamando outro nome,
À fome que a gente sente !...

José Manuel Cabrita Neves