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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Homenagem ao patrono da AVL - António Aleixo por Mauricio Duarte






Patrono: Paulo Coelho
Acadêmico : Mauricio Duarte
Cadeira : 18
Homenagem ao Patrono AVL : Antonio Aleixo.


Glosa:

A Torpe Sociedade onde Nasci

I
Ao ver um garotito esfarrapado
Brincando numa rua da cidade,
Senti a nostalgia do passado,
Pensando que já fui daquela idade.

II
Que feliz eu era então e que alegria...
Que loucura a brincar, santo delírio!...
Embora fosse mártir, não sabia
Que o mundo me criava p´ra o martírio!

III
Já quando um homenzinho, é que senti
O dilema terrível que me impôs
A torpe sociedade onde nasci:
- De ser vítima humilde ou ser algoz...

IV
E agora é o acaso quem me guia.
Sem esperança, sem um fim, sem uma fé,
Sou tudo: mas não sou o que seria
Se o mundo fosse bom – como não é!

V
Tuberculoso!... Mas que triste sorte!
Podia suicidar-me, mas não quero
Que o mundo diga que me desespero
E que me mato por ter medo à morte...

Antonio Aleixo

Desassociada sociedade

I
Enxerguei um garotinho maltrapilho,
brincando nas ruelas sujas e mui pobres,
da cidade nas lembranças do meu filho...
E o garotinho era eu mesmo, sim!

II
Eu brincava e me alegrava assaz...
eram tempos de uma grande inocência!...
Mas o destino seria duro, ó rapaz,
como sempre o faz, pobres inocentes...

III
Quando na minha juventude madura,
descobri que o mundo impôs a todos
uma escolha; ser vítima que não dura
ou ser algoz, desonrado, continua...

IV
Hoje, acaso me leva aonde quer,
esperança me abandonou, não tenho.
Poderia ser tudo, agora, se der,
serei só uma sombra do que nunca fui!

V
Perturbado!... Mas que triste sorte essa!
Podia suicidar-me, mas não quero não.
Desassociada sociedade; pois meça!
Que só deseja, enfim: matar ou morrer...

Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

Homenagem ao patrono da AVL - António Aleixo - Por Ana Sofia Carvalho












Patrono: Florbela Espanca
Acadêmica: Ana Sofia Carvalho
Cadeira : 20

COMEMORAÇÃO DO ANIVERSÁRIO DO PATRONO DA AVL ANTÓNIO ALEIXO


MOTE

« Para não fazeres ofensas
E teres dias felizes
Não digas tudo o que pensas
Mas pensa tudo o que dizes. »

António Aleixo

GLOSA

Se quiseres viver bem
Evita as desavenças
Morde a língua também
Para não fazeres ofensas

Se podes ser criticado
P’lo que dizes e não dizes
Mais vale ficares calado
E teres dias felizes

Na vida nada é perfeito
Nem as fortes benquerenças
Se não queres tudo desfeito
Não digas tudo o que pensas

Sê sincero, com emoção,
Não faças como os petizes:
Fala com o coração
Mas pensa tudo o que dizes!

ASC

Homenagem ao patrono da AVL - Antonio Aleixo por Sônia Gonçalves












Patrono: Carlos Drummond de Andrade
Acadêmica: Sônia Gonçalves
Homenagem ao Patrono da AVL 
___António Aleixo ____

MOTE
«Não te beijo e tenho ensejo 
Para um beijo te roubar; 
O beijo mata o desejo 
E eu quero-te desejar.»

Glosa
Desejo D'Beijo

Preciso muito ter você
Quero dar-te um longo beijo
Perceber na língua o buquê...
Não te beijo e tenho ensejo

Se o vejo tenho desejo
És a razão de tanto amar
Nos teus lábios eu versejo
Para um beijo te roubar;

Percebo a malemolência
Na tua lábia o mel cortejo
Lambejo o sabor de essência
O beijo mata o desejo

Promete beijos futuros
O que preciso é beijar
E vais me pagar com juros
E eu quero é te desejar

Son Dos Poemas

Homenagem ao patrono da AVL - Antonio Aleixo Por Antonio C. Almeida










Patrono: Cora Coralina
Acadêmico : Antonio C Almeida
Cadeira : 21
Homenagem ao Patrono AVL : Antonio Aleixo.


QUANDO DELEITO

É angustia ou prazer, saber delinear o ser. Numa frase este enlace com tudo que perfaz viver. É em um canto que descubro o descoberto das passagens em aberto de quem foi para sempre estar presente.

Nesta sombra de árvore, num enlace com um Antonio que não sou eu, mas no momento sou este Aleixo que me chega e sempre volta como a tudo que esta em minha volta, numa citação de um passado tão presente.

Eis que vejo em mim Dom Quixote, como todos que brilham mirando o norte. Como este poeta que sonha desbravando as angustias na busca de esperança . Matando dragões que renascem. Ressuscitando paixões que sempre morrem, navegando nas águas das ilusões.

Quem sou eu se não mais um deslumbrado. Das palavras que carrego ao lado e que nos remove o cansaço, das penas sem pena de um mundo lacrado para os apaixonados.

Num livro ou folha estou solto ...
Nas frases do poeta não sou mais um louco ...
Pois descubro o encoberto ...
E das mais duras aflições estou liberto.

Antonio C Almeida

Homenagem ao patrono da AVL Antonio Aleixo por Cidinha Almeida













Patrono :Jorge amado
Academica :Maria Aparecida
cadeira :28

GLOSAS DE ANTONIO ALEIXO.

Porque te amo de verdade, 
'stou louco por dar-te um beijo, 
Mas contra a tua vontade 
Não te beijo e tenho ensejo.

Sabendo que deves ter 
Milhões deles p'ra me dar, 
Teria que enlouquecer 
Para um beijo te roubar.

E como em teus lábios puros, 
Guardas tudo quanto almejo, 
Doutros desejos futuros 
O beijo mata o desejo.

Roubando um, mil te daria; 
O que não posso é jurar 
Que não te aborreceria, 
E eu quero-te desejar!

António Aleixo, in "Este Livro que Vos Deixo..."
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Homenagem ao Patrono da AVL Antonio Aleixo..
Academica Macia Aparecida 
cadeira :28
Se amar de verdade
o beijo e puro desejo
desperte nela a vontade 
e dê logo esse beijo.

toda mulher tem um beijo
e gosta mesmo de da-los
não precisa enlouquecer
e nem tampouco rouba-los

Lábios puros eu creio
e como guardam segredos
o desejo não tem futuro
o futuro espera o beijo.

Se roubar um ,mil e pouco
no amor não existe juras
e para que aborrece-la
se tudo o que deseja e te-la ...
Cidinha Almeida
13/02/2016..

Homenagem ao patrono da AVL Antonio Aleixo - Por Sheila Santos






Patronesse: Clarice Lispector
Acadêmica: Sheila Santos
Cadeira: 10

Homenagem ao Patrono da AVL, poeta: António Aleixo

O Beijo Mata o Desejo

"Não te beijo e tenho ensejo
Para um beijo te roubar;
O beijo mata o desejo
E eu quero-te desejar."
António Aleixo

O que é um beijo?

O que é um beijo,
Senão o concretizar universal
Dos mais ingênuos, profanos desejos?
O que é um beijo,
Senão o proporcionar pleno
Dos ensejos do corpo, da mente, da alma?
É como bem dizia 
O homenageado poeta,
Com toda sua propriedade de causa:
O beijo mata o desejo...
Mas não priva o pensamento
De vagar incansavelmente,
Por dia, noite, madrugada;
Imaginando o cheiro,
Sorvendo o gosto e o sabor
Da mulher amada...
O beijo mata o desejo
Mas não impede,
Mesmo de longe,
O arrepiar da pele,
A quentura do corpo,
Ou o volitar suave da alma...
Éh, meu caro poeta,
O beijo mata o desejo,
Mas não mata
O sonho e a doce ilusão de quem ama...

Aliesh Santos

Homenagem ao patrono da AVL - Antonio Aleixo por Anna Fennix










Patronesse: Rachel de Queiroz
Acadêmica: Ana Lucia Mendes
Cadeira:26

Homenagem ao Patrono da AVL-Academia Virtual de Letras


Eis em primeiro plano o texto do nosso patrono que serviu de inspiração para o meu humilde texto.

Não creio nesse Deus

I

Não sei se és parvo se és inteligente 
— Ao disfrutares vida de nababo 
Louvando um Deus, do qual te dizes crente, 
Que te livre das garras do diabo 
E te faça feliz eternamente.

II

Não vês que o teu bem-estar faz d’outra gente 
A dor, o sofrimento, a fome e a guerra? 
E tu não queres p’ra ti o céu e a terra.. 
— Não te achas egoísta ou exigente?

III

Não creio nesse Deus que, na igreja, 
Escuta, dos beatos, confissões; 
Não posso crer num Deus que se maneja, 
Em troca de promessas e orações, 
P’ra o homem conseguir o que deseja.

IV

Se Deus quer que vivamos irmãmente, 
Quem cumpre esse dever por que receia 
As iras do divino padre eterno?… 
P’ra esses é o céu; porque o inferno 
É p’ra quem vive a vida à custa alheia!

António Aleixo, in “Este Livro que Vos Deixo…”

_______________________________________

Céu ou Inferno

Céu ou inferno ?
Eis a questão !
Tudo depede daqulo 
Que cultivas em teu coração

Nosso patrono a muito questionou
Sobre as coisas santas ou profanas
Que a mente de muitos povoa 
Dos contrastes em nossa sociedades
Fruto das propostas santas e insanas

NÃO CREIO NESSE DEUS,
Eis um dos seus textos polêmicos
Convida ao leitor a refletir
Sobre as manchas sociais
Versando desilusões e tormentos

Céu ou inferno ?
Eis a questão!
Aleixo nos mostra em versos 
Que tudo provêm do coração

Agradecemos ao nosso patrono 
Por esta grande lição
Céu ou inferno ?
O coração faz a opção 
Agradeço emocionada por esta grande lição
Escrito de todo coração
Na pena do grande poeta
Eternizado de geração em geração

Ana Lucia Mendes dos Santos Sampaio-Clara Fênix


Homenagem ao patrono da AVL - Antonio Aleixo por Moisés A.Jalane










Patrono: Charles Baudelaire
Académico: Moisés A. Jalane
Cadeira: 15

HOMENAGEM AO PATRONO DA AVL, ANTÓNIO ALEIXO


Onde Nasceu a Ciência e o Juízo?

MOTE (António Aleixo)

— Onde nasceu a ciência?...
— Onde nasceu o juízo?...
Calculo que ninguém tem
Tudo quanto lhe é preciso!

GLOSAS (Moisés Jalane)

E o vento no seu soprar
Aquele jeito de bocejar
É um passar vazio
Um rio
O bater das águas
Cujo as crateras não cessam
— onde nasceu a ciência?...

E o silêncio na sua alma
Aquele peito da calma
É um voar esguio
Um frio
O lazer das mágoas
Cujo as besteiras não cessam
— onde nasceu o juízo?...

Procuro a mãe verdade
Procuro a liberdade
Quase que do escuro
Ao iluminado
...quisera tentar nas pessoas
As fluentemente boas
Calculo que ninguém tem.

E este
Sentimento da dor
Desejo e paixão
As cores da partilha
Numa amizade sem ilha
O amor, ah o amor, o amor é
Tudo quanto lhe é preciso!

Homenagem ao patrono da AVL antonio Aleixo por Antonio Montes




Patrono: Augusto dos Anjos
Acadêmico: Antonio Montes 
Cadeira: 16
Homenagem ao poeta: António Aleixo




Homenagem ao patrono da AVL - Antonio Aleixo por Djalma Pinheiro




Patrono: Vinicius de Moraes
Acadêmico: Djalma Pinheiro.
Cadeira : 13...

Semana e homenagens ao Patrono da AVL – Academia Virtual de Letras António Fernandes Aleixo (Vila Real de Santo António, 18 de Fevereiro de 1899 — Loulé, 16 de Novembro de 1949)


Sou só um brasileiro com orgulho


Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da pátria nesse instante.

(pena que infelizmente para muitos os “raios fúlgidos”, só brilhem quando a pátria esta e chuteiras)


Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!

(desafiamos sim, na dia a dia a própria morte para conquistar o nosso pão, só falta garantir a tão sonhada igualdade ai sim teremos liberdade)


Ó pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!

(“Salve! Salve! “a nossa tão amada pátria, que não é a de chuteiras...)


Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança a terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do cruzeiro resplandece.

(para muitos derrotistas um sonho utópico, para a maioria, que sofrem e lutam um sonho real que nada tem a ver com os derrotistas que só veem a pátria de chuteiras.....)

Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.

(é sim tudo isso, pena que para muitos que só veem a pátria de chuteiras, nos limitamos a sermos meros adoradores do que se tem lá fora, já que gostam tanto para estes só posso dizer algo na língua que adoram “GO AWAY“

Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!

(é real, ela é ADORADA, AMADA, IDOLATRADA, pelos que aqui labutam com seriedade, que sofrem quando a tentam ESPOLIAR, tentando de todas as formas nos fazer acreditar que somos meros coadjuvantes da história mundial )

Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do novo mundo!

(estamos deitados em berço esplêndido mas não eternamente, pois quando necessário nos levantamos para brigar e assim o fizemos em toda a nossa história desde nosso “descobrimento”, culminando com a nossa luta contra uma ditadura cruel e assim tentamos fazer aparecer um sol para um novo mundo)

Do que a terra mais garrida
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
"Nossos bosques têm mais vida",
"Nossa vida" no teu seio "mais amores".

(quem vai dizer que não é real que ostentamos para o mundo com muito orgulho de nossos campos, nossos bosques, nosso litoral, nossa Amazônia “o real pulmão do mundo”. Temos mais vida e mais amores sim, pois somos uma pátria de uma linda miscigenação incrível e única no mundo)

Ó pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!

(ela é amada sim, não pelos da PATRIA DE CHUTEIRAS e sim pelos que realmente a amam e a respeitam, que lutam, que gritam, que choram, que nela labutam diuturnamente tentando de qualquer forma fazer com que sejamos respeitados mundo afora, vi com muita tristeza que a maioria principalmente os que tentam nos jogar para baixo a indiferença com o dia da Proclamação da Republica que muito esqueceram que é o dia 15 de novembro, novamente não vi nenhuma bandeirinha em carros e muito menos nas sacadas. Ah, já ei o porque cauiu num domingo e ai ninguém se tocou em feriado, que pena não é, tem nada o ano que vem o pessoal lembra pois vai cair numa segunda feira ..... )


Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula - Paz no futuro e glória no passado.

(nossa BANDEIRA é nossa pátria sim, pois a amamos e respeitamos não só quando a PATRIA ESTA DE CHUTEIRAS, como alguns “brasileiros” e sim cada segundo que vivemos, pois ela esta inserida em nossos coração e ações, quantas bandeiras vimos penduradas nos e nas sacadas no dia 19?.. ah, esqueci não tinha jogo da “seleção”, poxa que pena vamos torcer que os nossos “parlamentares” elaborem e aprovem uma lei que em todas as datas que comemoramos algo pela pátria, tenha um jogo da seleção......)

Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.

(não foge mesmo, pois nestes 515 “quinhentos e quinze” anos, quantos não sucumbiram lutando por ela, não tememos a própria morte, pois a adoramos, damos o nosso GRITO DO IPIRANGA diariamente)

Terra adorada
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó pátria amada!

(não existe igual, é realmente uma pária amada pelos seus verdadeiros filhos)

Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil

(amem com fervor, lutem por ela, seja orgulhoso de ser brasileiro)

Djalma Pinheiro
Publicado em: www.djalmapinheiro.recantodasletras.com.br
Faceboock: gabinanacomerv@gmail.com
Blog: http://poesiaepapodebotequim.blogspot.com.br/
Comunidade: ttps://www.facebook.com/Papo-de-Botequim-com-poesias-MPB-478793652292942/
AVL – Cadeira: 13 – Patrono: Vinicius de Moraes
E-livros: Disponíveis gratuitamente em meu site.Patrono: Vinicius de Moraes
Patrono: Vinicius de Moraes
Acadêmico: Djalma Pinheiro.
Cadeira : 13...

Semana e homenagens ao Patrono da AVL – Academia Virtual de Letras António Fernandes Aleixo (Vila Real de Santo António, 18 de Fevereiro de 1899 — Loulé, 16 de Novembro de 1949)

Sou só um brasileiro com orgulho

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da pátria nesse instante.

(pena que infelizmente para muitos os “raios fúlgidos”, só brilhem quando a pátria esta de chuteiras)

Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!

(desafiamos sim, no dia a dia a própria morte para conquistar o nosso pão, só falta garantir a tão sonhada igualdade ai sim teremos liberdade)

Ó pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!

(“Salve! Salve! “a nossa tão amada pátria, que não é a de chuteiras...)

Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança a terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do cruzeiro resplandece.

(para muitos derrotistas um sonho utópico, para a maioria, que sofrem e lutam um sonho real que nada tem a ver com os derrotistas que só veem a pátria de chuteiras.....)

Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.

(é sim tudo isso, pena que para muitos que só veem a pátria de chuteiras, nos limitamos a sermos meros adoradores do que se tem lá fora, já que gostam tanto para estes só posso dizer algo na língua que adoram “GO AWAY“

Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!

(é real, ela é ADORADA, AMADA, IDOLATRADA, pelos que aqui labutam com seriedade, que sofrem quando a tentam ESPOLIAR, tentando de todas as formas nos fazer acreditar que somos meros coadjuvantes da história mundial )

Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do novo mundo!

(estamos deitados em berço esplêndido mas não eternamente, pois quando necessário nos levantamos para brigar e assim o fizemos em toda a nossa história desde nosso “descobrimento”, culminando com a nossa luta contra uma ditadura cruel e assim tentamos fazer aparecer um sol para um novo mundo)

Do que a terra mais garrida
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
"Nossos bosques têm mais vida",
"Nossa vida" no teu seio "mais amores".

(quem vai dizer que não é real que ostentamos para o mundo com muito orgulho de nossos campos, nossos bosques, nosso litoral, nossa Amazônia “o real pulmão do mundo”. Temos mais vida e mais amores sim, pois somos uma pátria de uma linda miscigenação incrível e única no mundo)

Ó pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!

(ela é amada sim, não pelos da PATRIA DE CHUTEIRAS e sim pelos que realmente a amam e a respeitam, que lutam, que gritam, que choram, que nela labutam diuturnamente tentando de qualquer forma fazer com que sejamos respeitados mundo afora, vi com muita tristeza que a maioria principalmente os que tentam nos jogar para baixo a indiferença com o dia da Proclamação da Republica que muito esqueceram que é o dia 15 de novembro, novamente não vi nenhuma bandeirinha em carros e muito menos nas sacadas. Ah, já ei o porque caiu num domingo e ai ninguém se tocou em feriado, que pena não é, tem nada o ano que vem o pessoal lembra pois vai cair numa segunda feira ..... )

Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula - Paz no futuro e glória no passado.

(nossa BANDEIRA é nossa pátria sim, pois a amamos e respeitamos não só quando esta a PATRIA ESTA DE CHUTEIRAS, como alguns “brasileiros” e sim cada segundo que vivemos, pois ela esta inserida em nossos coração e ações, quantas bandeiras vimos penduradas nos e nas sacadas no dia 19?.. ah, esqueci não tinha jogo da “seleção”, poxa que pena vamos torcer que os nossos “parlamentares” elaborem e aprovem uma lei que em todas as datas que comemoramos algo pela pátria, tenha um jogo da seleção......)

Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.

(não foge mesmo, pois nestes 515 “quinhentos e quinze” anos, quantos não sucumbiram lutando por ela, não tememos a própria morte, pois a adoramos, damos o nosso GRITO DO IPIRANGA diariamente)

Terra adorada
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó pátria amada!

(não existe igual, é realmente uma pária amada pelos seus verdadeiros filhos)

Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil

(amem com fervor, lutem por ela, seja orgulhoso de ser brasileiro)

Djalma Pinheiro
Publicado em: www.djalmapinheiro.recantodasletras.com.br
Faceboock: gabinanacomerv@gmail.com
Blog: http://poesiaepapodebotequim.blogspot.com.br/
Comunidade: ttps://www.facebook.com/Papo-de-Botequim-com-poesias-MPB-478793652292942/
AVL – Cadeira: 13 – Patrono: Vinicius de Moraes
E-livros: Disponíveis gratuitamente em meu site

domingo, 21 de fevereiro de 2016





Patrono: Paulo Leminski
Acadêmica: Geilda Souza de Carvalho
Cadeira: 22

Semana de homenagens ao Patrono da AVL – Academia Virtual de Letras “Antônio Fernandes Aleixo” 
(Nascimento-Vila Real de Santo António, 18 de Fevereiro de 1899 Local da morte- Loulé-Portugal -16 de Novembro de 1949) 50 anos.Nacionalidade- Português


Quadras
António Aleixo



Sou humilde, sou modesto;
mas, entre gente ilustrada,
talvez me digam que não presto,
porque não presto p`ra nada.

(Sou simples, sou pobre;
Mas entre gente rica,
Talvez digam que sou nada,
Porque sou pobre e sincera.)

Forçam-me mesmo velhote,
de vez em quando a beijar
a mão que brande o chicote
que tanto me faz penar.

(Eu não sou uma velhota,
Mas aprendi a beijar,
Com a mão que me segura,
Que tanto me faz pensar.)

Por de Deus ter recebido
tantas provas de bondade,
já lhe tenho até pedido
a morte por caridade.

(A Deus tenho pedido,
Provas de bondade,
Em gesto, tenho recebido,
Amor e sinceridade.)

Porque o mundo me empurrou,
caí na lama, e então
tomei-lhe a cor, mas não sou 
a lama que muitos são.

(Porque o mundo me sujou,
Imundo agora estou,
Tomei coragem para mudar,
Igual a eles, não estou.)

Eu não tenho vistas largas,
nem grande sabedoria,
mas dão-me as horas amargas
lições de filosofia.

(Eu tenho olhos grandes,
Enxergo além do monte,
Mas o tempo que tenho,
Uso para filosofar)

António Aleixo, (Este livro que vos deixo) 
Geilda Souza de Carvalho, (Esta glosa imperfeita)

Homenagem ao Patrono da AVL - Antonio Aleixo por José Adão





Patrono: Machado de Assis
Acadêmico:José Adão Ribeiro.
Cadeira: 03 - AVL - Homenagem ao Patrono da AVL - Antonio Aleixo

Antônio Aleixo
MOTE
A bicicleta


Meu amor já veio de França,
Trouxe-me uma bicicleta;
Ele diz que aquilo cansa,
Mas também não paga frete.

Antônio Aleixo

GLOSA
A BICICLETA
AUTOR: JOSÉ ADÃO RIBEIRO

Eu iria receber uma herança
Que eu soube há pouco tempo
Já sabia dos comentários
Mas que não seria para mim
Mas amor não faltava em meu ser
Desta busca especial por este prazer
Soube que era distante esta herança
Mas esperava para quando estivesse uma aliança
Que mesmo de longe, a surpresa foi que.
Meu amor que já veio da França

Ao encontrar pela primeira vez
Conheci com mais atenção
Esta grande herança.
Que na verdade uma grande paixão
Na jornada desta vida o amor possui
Desejos por eu amar caminhar
Com meus passos lentos para encontrar
O caminho mais rápido na mão certa
Com minha enorme esperança
Trouxe da França uma bicicleta

Amar é viver seguindo com prazer
Seja andando caminhado, inspirando.
Alegria emoção tem que estar presente
Exercitar faz bem a alma constantemente
Ao coração que bate por amar é sempre
Amor que temos que buscar pelo nobre calor
Muitos falam outros reclama, pedalando.
Na velocidade da luz é o que nos conduz
A felicidade por esta herança que veio da
França Ele diz que aquilo cansa,

Amar não cansa e sim avança
Ao encontro de alguém que nos faz bem
O amor espera menos tempo
Com as pedaladas do presente
Que veio da França não há distancia
Seja a nado, caminhando, correndo,
Mesmo cantando com dinheiro ou sem ele
Pedalando na bicicleta nada gastarei
Irei há este encontro, não de charrete.
Mas também não paga frete.

AUTOR: JOSÉ ADÃO RIBEIRO




Patrono: Gonçalves Dias
Acadêmico: Moacir Luís Araldi
Cadeira: 01
HOMENAGEM AO PATRONO DA AVL ANTÔNIO ALEIXO
(Na semana do seu aniversário)


Mote:
Gosto do preto no branco,
como costumam dizer:
antes perder por ser franco
do que ganhar por não ser.
(Antônio Aleixo)

GLOSA:
Fui ensinado a ser correto,
Mesmo aos trancos e barrancos
A ter comportamento reto,
Gosto de preto no branco.

Ser permanente honrado
Sem nenhum mal fazer
Melhor dormir sossegado
Como costumam dizer.

Vencer mentindo é injusto
É o mesmo que roubar banco
Pra maldade não se faz busto
Antes perder por ser franco.

Posso parecer enganado
Mas com firmeza vou dizer
Prefiro perder por ser justo
Do que ganhar por não ser.
(Moacir Luís Araldi)

Emilia Guerra







Patrono : Ariano Suassuna
Acadêmica: Emília Guerra
Cadeira : 04
COMEMORAÇÃO DO ANIVERSÁRIO DO PATRONO DA AVL ANTÓNIO ALEIXO

MOTE
Quando me encontro contigo
E não te posso falar 
Com os meus olhos te digo
O que me diz teu olhar (Antonio Aleixo)

GLOSA
Fico toda feliz neste abrigo
Guardada com muito amor
Espantando imensa e vil dor
Quando me encontro contigo.

Nas dores do sentir vivo a andar
Na ânsia do meu amor renovado
No meu sofrer sempre guardado
E não poder te falar.

Sabe, naquele passado domingo 
nosso encontro tão bonito 
O que não falei para você o que sinto
Com os meus olhos te digo.

Na vida apaixonada do afagar 
Beijo tua visão de viver
para te amar e entender
O que me diz teu olhar. (Emília Guerra)

COMEMORAÇÃO DO PATRONO DA AVL por José Leite Guerra









Patrono: Manoel de Barros
Acadêmico: José Leite Guerra
Cadeira 05

COMEMORAÇÃO DO PATRONO DA AVL POETA ANTÓNIO ALEIXO:


MOTE

Não dês esmola a santinhos,
Se queres ser bom cidadão;
Dá antes aos pobrezinhos
Uma fatia de pão. (António Aleixo)

GLOSA

Existe lamentável enganação
De quem deveras compadecido
É levado por conversa de arrastão
Lábia melosa de desconhecido

Abre a carteira muito envolvido
Dá ao falso pedinte e ladrão
Pensando fazer uma caridade
Para obter e comprar Salvação.

Antes cumprir com a decisão
Querendo ser bom cidadão:
Procurar por toda a cidade
Os que são mais pobrezinhos

A eles com todo o carinho
Fazer um gesto de verdade
Dando aos que são famintos
Uma fatia de pão.


Homenagem ao Patrono da A.V.L –Antônio Aleixo por Ana Cristina









Ana Cristina










Patronesse: Adalgisa Nery
Acadêmica: Ana Cristina.
Cadeira: 23
Homenagem ao Patrono da A.V.L –Antônio Aleixo em comemoração ao seu aniversário.


"Sou um dos membros malditos
dessa falsa sociedade
que, baseada nos mitos,
pode roubar à vontade." (António Aleixo)
.....................................................
Sou deste mundo bendito
Peça d'um jogo sem maldade
Ando erguida a cabeça,
Se pedir digo toda verdade
Roubo apenas corações
Todos entregues a mim
Se há um bem ou não
Afirmo que é convenção.
A sociedade somos nós
Labutando pelo pão
Se ela está enferma e sem voz
Precisamos mudar o refrão.
Me vejo agora sem dor sem visão
Espero em ti minha pátria
Amor, respeito e muita, muita ação
Ana Cristina.









Irmã gémea da preguiça,
Mais asquerosa que o lixo.Patrono: Manuel Maria Barbosa du Bocage

Académica: Maria João Brito de Sousa
Cadeira: 06

PORQUE O POVO DIZ VERDADES


Porque o povo diz verdades,
Tremem de medo os tiranos,
Pressentindo a derrocada
Da grande prisão sem grades
Onde há já milhares de anos
A razão vive enjaulada.

Vem perto o fim do capricho
Dessa nobreza postiça,

Já o escravo se convence
A lutar por sua prol
Já sabe que lhe pertence
No mundo um lugar ao sol.

Do céu não se quer lembrar,
Já não se deixa roubar,
Por medo ao tal satanás,
Já não adora bonecos
Que, se os fazem em canecos,
Nem dão estrume capaz.

Mostra-lhe o saber moderno
Que levou a vida inteira
Preso àquela ratoeira
Que há entre o céu e o inferno.

António Aleixo, in "Este Livro que Vos Deixo..."

GLOSAS


"Porque o povo diz verdades"
Que, devendo ser escutadas, 
Muito poucos vão ouvindo,
Dir-vos-ei que há entidades
Que andam sempre atordoadas
E bem pouco o vão servindo...

"Vem perto o fim do capricho"
De uns tantos que tudo querem.
Mas que, quanto mais tiverem,
Mais o tratam como a bicho...

"Já o escravo se convence"
Que à conquista de um direito,
Nada a reconquista ou vence,
Nem por força, nem com jeito!

"Do céu não se quer lembrar"
Pois de tanto se esforçar
Pouco recebendo em troca,
Percebeu que há muita gente
Que julga conveniente
Que lhe falte o pão pr`á boca...

"Mostra-lhe o saber moderno"
Que esta luta é mesmo a sério
Pois qualquer espécie de "império"
Tem poder... mas nunca eterno!

Maria João Brito de Sousa - 1502.2016 - 23.54h

Homenagem a António Aleixo...Por Paulo Monteiro







António Aleixo: um poeta censurado

Patrono: Mário Quintana
Acadêmico : Paulo Monteiro
Cadeira : 09


António Aleixo: um poeta censurado

Considerado o maior poeta popular de Portugal, António Aleixo, falecido nascido no dia 16 de fevereiro de 1899, e falecido a 16 de novembro de 1949, continua sofrendo censuras.

Boa parte de sua obra somente pode ser publicada em 1978, num volume organizado por Ezequiel Ferreira. Inimigo da ditadura salazarista, defensora da “democracia ocidental” e da “moral católica”, os poemas em que o poeta condenou as injustiças sociais, a hipocrisia social, e questões relativas à sexualidade, sofreram interdito da censura portuguesa.

Joaquim Magalhães, amigo, editor e depositário da obra do poeta, assim abre a edição dos INÈDITOS (p. 11): “dado o condicionamento que forçosamente limitou a publicação integral de todo o material que se ia recolhendo no convício com o poeta, houve que seleccionar na altura das edições dos primeiros livrinhos: e, depois, no seu conjunto, de modo a evitar sempre possíveis prejuízos. Assim se justifica que se tenha conservado inédito um certo número de composições que o talento superior de António Aleixo improvisava, cantava, ditava ou escrevia, nas que as circunstâncias actuais da vida portuguesa já permitem dar a conhecer”.

Com a habilidade vocabular de veterano educador, Joaquim Magalhães deixa claro os “prejuízos” (proibição de obras pelos censores) que certos poemas de Aleixo poderiam sofrer. Somente depois da Revolução dos Cravos (“circunstâncias atuais”) permitiram sair sob letra de forma.

Muitos poemas, mormente os de protesto político, saíram nas publicações em vida do Autor, pois Joaquim Magalhães serviu-se de um expediente, publicou misturados com versos menos condenáveis pelos reacionários de todos os calibres. Já os poemas “eróticos”, em sua maioria ou despareceram ou saíram a lume apenas na edição de 1978. Estes, eram os mais vendidos por esse poeta ambulante, que andava pelas feiras, a exemplo dos nossos poetas de cordel, oferecendo seus poemas. E o sustento de sua numerosa família dependia, em boa parte, da venda de sua produção literária.

Como o reacionarismo é tão antigo quanto a Humanidade, não é à toa que até hoje António Aleixo continue sendo censurado pelos espíritos tacanhos. Censura que se estende às análises integrais de sua obra