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sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Apogeu Moderno Sonho


Projeto : APOGEU POÉTICO - MODERNO
Tema : Sonho
Patrono : Florbela Espanca
Acadêmica: Ana Sofia Carvalho
Cadeira : 20

Era uma vez um cristal, uma gaivota e uma rosa....

Esta manhã acordei sozinha numa ilha tão minúscula que os meus pés nus tocavam a água. E o único verde visível era de um cacto rasteiro, filho bastardo de uma semente desértica que o vento caprichoso ali trouxera.
Senti fome, mas nem vislumbre de algo que pudesse assemelhar-se ao mais frugal dos alimentos. Talvez o cato - pensei- mas eram tantos os espinhos que afastei logo a ideia.
Só a infinita vastidão do mar calmo que me rodeava, de água límpida e tão transparente que podia ver-se o fundo de areias claras, exibia a fertilidade intrínseca desse mundo aquático, porém inalcançável ( pelo menos foi assim que senti no momento... ).

Súbito, encarei numa pedra semelhante a um cristal que parecia feita à medida da palma da minha mão e repousava, preguiçosa, mesmo ao meu lado, à distância de um dedo. Peguei nela e senti-a morna e suave como seda, e ao observá-la percebi o brilho intenso que eclodia do seu interior, atraindo inexoravelmente a minha completa atenção.
Parecia que algo vivo se debatia em desespero tentando libertar-se, e quando me quedei naquela estranha ilusão o meu coração disparou descompassadamente mas ao mesmo tempo senti uma imensa paz.

Vinda não sei de onde, surgiu uma gaivota enorme de asas distendidas e imaculadamente brancas, como todo o seu corpo, à excepção da cabeça imponente, de um cinzento claro, e dos olhos incrivelmente azuis. No bico trazia uma rosa vermelha como sangue, a mais bela que eu alguma vez vira.
Contemplava-a fascinada quando a vi alterar a rota do voo e começar a planar em direção a mim, até pousar serenamente na mão com que segurava o cristal cada vez mais resplandecente, como se esse tivesse sido sempre o seu derradeiro propósito.
Fitava-me intensamente, bem no fundo dos meus olhos, ao mesmo tempo que deixou cair no meu colo com extrema delicadeza a magnífica flor, abrindo o bico como num beijo. O ar ficou impregnado de um perfume inebriante que me fez adormecer devagarinho, transportada por aquela exótica fragrância.

Foi o sono mais sereno que dormi em muitos anos.
Quando acordei, estava na minha cama e o sol entrava atrevido pela janela mostrando ter despertado há já muito tempo. Mas sobre a mesa de cabeceira pousavam, inefáveis, uma rosa vermelha que parecia acabada de colher e um cristal fabuloso que refletia por todo o lado a luz matinal anunciando a chegada do novo dia.

ASC ©

Canção Para Sonhar



Projeto : APOGEU POÉTICO - MODERNO

Tema : Sonho
Patrono : Ferreira Gullar.
Acadêmica : Mª Ivoneide J de Melo

Canção para sonhar

Cruza o rio e mares
cruza a cidade que dorme
brisa da matina vem chegando.

Cata vento cata bem
cata amor cata tudo,
gira, girando.

Em torno do cata vento
Dançam todos ... então
Dancemos todos, dancemos,
Amados, Mortos, Amigos,
Dancemos todos até...

Não mais saber-se o motivo…
Até que despertemos para um novo dia
Por sobre os muros floridos 
A paineira debruçar-se a esperar 
o sol ao nascer abraçar a gente !

Maria Ivoneide Juvino de Melo.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

MY DREAMS (MEUS SONHOS)



Projeto : APOGEU POÉTICO - MODERNO
Tema : Sonho
Patrono: Carlos Drummond de Andrade
Acadêmica: Sônia Gonçalves
Cadeira: 14


MY DREAMS (MEUS SONHOS)

My dreams sonho em inglês
Mis sueños em espanhol sim...
Mes rêves então em francês
Somniorum meorum em latim

Meus sonhos são esquisitos
Sonho que tudo tem movimento
Que poemas são coriscos
E poesia rajadas de vento

O meu sonho não tem idioma
Falo o dialeto que eu quiser
Só tem multiplicação e soma
Sou hermafrodita mulher

Sonho em todas as línguas
Em preto e branco e a cores
Meus sonhos são multifacetas
Nicho de borboletas incolores

Neles me comunico com Anjos
Realizo minha própria utopia
Sou pena d'asas d'Arcanjos
Penso ser poeta e poesia...

Acho que sonho esquisito...
Vejo até arbusto em movimento
Morro de susto e viro vento
Sonhando meu áureo momento.

Son Dos Poemas

O Sonho



Projeto : APOGEU POÉTICO - MODERNO
tema: Sonho
Patrono: Walt Whitman
Acadêmico:Hudson Ribeiro
cadeira: 19


O SONHO
Entre o sono e a vigília
Vige o maior dos mistérios
Para alguns é apenas reflexo
Dos muitos nãos ditos e ouvidos
Ao longo do repressivo cotidiano
Para outros é caminho de resposta
Para a secreta porta da percepção
Que cordata e graciosa se abre
Permitindo ao ser humano
Extraordinárias previsões
Desde o início dos tempos
O sonho é doce acalento
Para as nossas frustrações
O sonho de Ícaro de beijar o sol
O sonho de Adão de se eternizar
O sonho de Quixote do mundo conquistar
O sonho dos sonhos ainda não sonhado
É como brisa leve em corpo cansado
E por isso todos nós sonhamos
Sonhamos dormindo o sono dos mansos
Sonhamos acordados os pesadelos pesados
Sonhamos sorrindo com um mundo melhor
Sonhamos chorando a falta de tudo
Sonhamos casmurros em não mais sonhar
E sonhamos deliberadamente
Até sambando para colorir o sonhar
Decerto que a medida do homem é seu sonho
Devemos sonhar de modo gigantesco
Para mesmo que o mundo nos vire do avesso
Prossigamos a procura de nós mesmos.

Se Eu Fosse Um Sonho



Projeto : APOGEU POÉTICO - MODERNO.
Tema : Sonho.
Patrono: Mia Couto
Acadêmica: Inês Seibert.
Cadeira: 22


SE EU FOSSE UM SONHO

Se eu fosse um sonho
asas eu ganharia,
visitaria a tantos outros
e levaria sementes
de amor, paz e alegria.
Quem sabe assim,
em uma confraria,
conseguíssemos plantar
fé, coragem e sabedoria
no coração da humanidade.
Que ao acordar,
talvez
do sonho nem lembrasse,
mas certamente retornaria
a viver em harmonia
sob a luz da fraternidade!

( Inês Seibert )



Sonho




Projeto : APOGEU POÉTICO – MODERNO
Tema: Sonho
Patrono: Paulo Coelho
Acadêmico: Mauricio Duarte
Cadeira: 18

Sonhos de anarquistas
moribundos, dentro duma
xícara de café.

Sonhos desses niilistas
enjaulados em celas
de vento, ao ar livre.

Perdidos sonhos dos
comunistas clã destinos
em torno duma fogueira.

Empacotados sonhos
de capitalistas pré-moldados
em presentes de Natal.

Muitos sonhos de
artistas fracassados
em couraças de navio.

Sonhos de poetas,
ao rebentar das ondas,
sem rumo, nem razão.

Sonhos também de
crianças singelas,
sobre doces e brinquedos.

E infindáveis sonhos
dos deuses pagãos que
tecem nossas realidades.

Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)






Asas Do Sonho





Projeto : APOGEU POÉTICO - CLÁSSICO
Tema : Sonho
Patrono: Fernando Pessoa
Acadêmico: João Urague Filho
Cadeira: 02


*** ASAS DO SONHO***

(À poetisa Maria João De Sousa)

Quero voar como os pássaros tem asas,
Antes que tudo se restabeleça;
E me destroce os planos na cabeça,
Que me queimam no peito feito brasas.

Da mulher que não posso não me esqueça,
De que me espera do meu sonho à casa;
E dos poemas de amor todos que faça,
Não valham um só verso que não teça.

Quero voar à procura do improvável,
transcender os umbrais do imponderável,
Sem esgrimir com o tempo até quando;

Destarte quando então me venha a morte,
Eu possa desdenhar da própria sorte:
Ser vencido como um pássaro voando!

João Urague Filho


A Centelha




Projeto : APOGEU POÉTICO - CLÁSSICO
Tema : Sonho
Patrono: Manuel Maria Barbosa du Bocage
Académica: Maria João Brito de Sousa
Cadeira: 06


SONHO - (A centelha)

Hoje devo-te um sonho; o sonho imenso
Que me acrescenta em vida e me alimenta,
Que se acende na luta e tudo enfrenta
Imune às opressões de um mundo tenso,

Que vem do Coração, mas tem consenso
Da Razão que o convida e lhe acrescenta
Razões pr`a crer no fogo em que se inventa
Desde cinza apagada, a lume intenso...

Se, insólito, o vaivém for perdurando,
Até não sei aonde e nem sei quando
Perduro em cada chama a que me prenda

E mesmo quando o fogo for tão brando
Que amaine e quase fuja ao meu comando,
Sempre há-de haver centelha em que me acenda...

Maria João Brito de Sousa - 16.10.2015 - 14.37h

Sonho







Projeto :APOGEU POÉTICO - MODERNO
tema : Sonho
Patrono: Manoel de Barros
Acadêmico: José Leite Guerra
Cadeira : 05

sonho ponho
no horizonte

sonho suponho
espera e utopia

sonho fascínio
de um futuro

sonho fruto
não maduro

sonho rastro
da noite ao dia

sonho mastro
leme de navio

sonho vazio
claro e puro

sonho muro
não desfeito

sonho humano
sem defeito

sonho sem dano
ou preconceito

sonho paz e amor
longos abraços

sonho compasso
alegria e flor

sonho acordado
livre em desvelo

sonho sonhado
no sono solto

(sem ameaça
de degredo)
José Leite Guerra


Amanhecer Do Sonho








Projeto : APOGEU POÉTICO- MODERNO
Tema : Sonho
Patrono: Gonçalves Dias
Acadêmico: Moacir Luís Araldi
Cadeira: 01

Amanhecer do sonho

É como se o sonho estendesse seus braços
Fazendo o pó d’alma refletir contra a luz
E inconscientemente soltasse os seus laços
Aconchegando-se naquilo que seduz.

O dia esperado insiste em não nascer,
O desejo jejuado desmaia sem solidez,
O galo não canta. O que o fez esquecer?
Duvido que não tenha sido a sua timidez.

Distante, no horizonte, surge escassa,
Uma réstia breve de luz matinal,
Trás bordado no colo do céu em lasca
A ponta da lua, brilhante como aurora boreal.

O sol distante levanta o sonho feliz
E o dia devolve ao poema a serenidade
E o verso, feito vertentes de águas em chafariz,
Espalha-se como luz fugaz de felicidade.

(Moacir Luís Araldi)

Sonho





Projeto: APOGEU POÉTICO - MODERNO
Tema: Sonho
Patrono: Machado de Assis
Acadêmico: José Adão Ribeiro.
Cadeira: 03 – AVL


Sonho

Quero sonhar sempre
Com amor ao meu lado
Coração disparado
Mais que apaixonada

Sendo amado admirado
Reconhecido 
Jamais esquecido
Neste sonho real

Sonho sempre sonharei
Sem desesperar
Com o que acontecer
Pois sonho com o prazer

Sonho com o que é possível
Onde estiver 
Ao lado de alguém 
Aguardando o que vier

Sonho e sonharei
Mesmo com barreiras
Mas com a esperança
Sempre em primeiro

Autor: José adão Ribeiro.

Sonho


Projeto : APOGEU POÉTICO - CLÁSSICO
Tema : Sonho
Patrono : Antero de Quental
Académico : José Manuel Cabrita Neves
Cadeira : 07


De sonhos mentirosos, fantasias,
Construía de noite os meus castelos,
Imponentes, brilhantes, os mais belos,
Desmoronados pelas manhãs frias…

Puxava, furioso, os meus cabelos!
Desiludido, erguia as mãos vazias,
De goradas esp’ranças, de alegrias,
Logo à nascença mortos os desvelos…

Imaginava, às vezes, ao luar,
Que um dia havia o sol de iluminar
Com todo o seu calor a minha vida!

E assim adormecia convencido,
Que algures há um tesouro bem escondido,
Pra cada sonho que a ilusão valida…

José Manuel Cabrita Neves

Sonho De Uma Realidade




Projeto : APOGEU POÉTICO - MODERNO
Tema : Sonho
Patrono: Cora Coralina
Acadêmico: Antonio C Almeida
Cadeira: 21

SONHO DE UMA REALIDADE

Não quero chorar num amanhã por hoje não sonhar,
Não quero descansar minha cabeça sem em sonho me levar.
Para desaguar rios de lágrimas que aguardam apenas este sonho,
Para deixar desilusões, tristezas, enganos neste plano.

Quero abraçar e beijar uma querida,
Num riacho de águas que curam feridas,
Acompanhado do suave toque desta boca,
Que em delírios sorve o que se faz roca.

No calor deste desejo que me vejo,
Delírio fino suave lampejo,
Minha sina que ensina prima.
Navegar nas mágoas que me passam e velejo,
No sonho que me chega em suave beijo.

Antonio C Almeida
06/10/2015
Foto de Antonio C Almeida.

O Sonho



Projeto : APOGEU POÉTICO - MODERNO
Tema : Sonho
Patrono: Fernando Pessoa
Acadêmico: João Urague Filho
Cadeira: 02


O SONHO

Sonhei
Sonhei que era minha sombra
E que minha sombra era eu.
Então quis zombar de mim
E não obedecia mais o comando do sol ardente.
Levei um susto imenso
E acordei sobressaltado...
Era apenas um sonho, murmurei,
E para o sono tornei
Como quem torna de uma viagem sem regresso.
Seria mesmo meu sonho
Ou seria o sonho da minha sombra?

João Urague Filho

Sonhando



Projeto : APOGEU POÉTICO - CLÁSSICO
Tema : Sonho
Patrono: Luiz Vaz de Camões
Acadêmica: Helena Fragoso
Cadeira : 17


Sonhando...

Como um barco à deriva que nada o acalma
Como folha de outono assim me senti
Rosa rubra enjeitada que ao vento se espalma
Aridez de um momento se não estás aqui

Mergulhada em profundo silêncio a minh’alma
Vagueando no espaço deixado por ti
Recordou os teus beijos, carícias... a calma,
Sintonia perfeita p'la qual renasci.

Revivi um passado de dor... Tão cruel!
Vislumbrei um futuro de sabor a mel
Acordei no presente feliz... e sorri.

Afundei-me na cama... Era madrugada
E sonhando, sonhando... Ficando acordada...
Foi contigo a meu lado que eu adormeci.

Helena Fragoso



Sonhos Irreais




Projeto : APOGEU POÉTICO - MODERNO
Tema : Sonho
Patrono: Affonso Romano de Sant'Anna
Acadêmica: Ana Farias (Cláudia Banegas)
Cadeira: 13


Sonhos Irreais (indriso)

Estremeço ao passar dos ventos
que tremulam as luzes das velas
que derretidas dançam suspensas.

Mente avoada, alma opaca,
esquecida em perdidos ideais.
Encolho-me como criança com medo.

Ando em busca de esperanças reais.

Em passos desmancho-me em sonhos viscerais.
Ana Farias

(*) Indriso: nova modalidade poética derivada do soneto, criada pelo escritor espanhol Isidro Iturat.

Olhos Fechados



Projeto : APOGEU POÉTICO - MODERNO
Tema : Sonho
Patrono : Charles de Baudelaire.
Acadêmico : Moises A. Jalane.

Olhos fechados

Super poder
Posso ver — de olhos fechados
Posso ir adiante e ler
Um mundo brilhante.
Posso sim
Crescer a crer — num amanhã risonho
Embrulhar-me feito sonho
E sonhar
Um oceano de esperanças
Um mar de fragrâncias — convites da ida.

Moisés Jalane

Sonho







Projeto: APOGEU POÉTICO - MODERNO
Tema: Sonho
Patrono: Augusto dos Anjos
Acadêmico: Antonio Montes
Cadeira: 16

ANDADO DA SEMANA

Um dia de: Segunda feira
a semana nasceu...
Foi crescendo, passou por Terça
alegre com a peteca do tempo
carregou flores na cesta, e:
Ficou apreensiva com seus sentimentos.

Chegou à: Quarta etapa da vida
toda desinibida e querida!
Calçada... Ploc, ploc pela calçada,
pulsava em seu coração, calada
andava a pé até a: Quinta avenida.

Lá, assentou-se no banco da esquina
Recitou a: Sexta poesia do amor
depois cochilou em seus sonhos.
Já era Sábado...
E só no Domingo, a semana acordou.

Antonio Montes

Sonho



Projeto : APOGEU POÉTICO - MODERNO
Tema : Sonho
Patrono : Ariano Suassuna
Acadêmica : Emília Guerra
Cadeira : 04


SONHO (Emília Guerra)

Vou ver o que esqueci na distraída
menção do passo do sonho procurado:
O sonho é o sonho das minhas vontades.

Na calada de mim proferi o silêncio
na constante fé do esperado sonho
extravasado no grito dos meus confrontos.

O sonho aporta vias e constantemente
segue alimentando e habitando metas
por mim e você no sonho que escolher.

O sonho insone é sonho acordado sem sono.
O sonho dormindo é pesadelo ou liberdade.
Sem os sonhos não encontramos a felicidade.

Presa de nós no personagem que somos
no âmbito imaginário o sonho nos renova
numa viagem por muitas, muitas vontades.

Aqui, ali, acolá, nos mistérios infindos
na caça dos sonhos, queremos muito
sempre, sempre, sermos felizes.

Na realidade da alegria ou alegoria
na vigência o sonho se manifesta
no limiar da fantasia ou da coisa certa.

O sonho conquista coisas e até a liberdade
a essência do ser ou a presa do ter irracional
o sonho devasto desigual do poder banal.

E, na pura emoção, me entrego ao sonho.
Sei que o tenho e o mereço. Ele é meu e me pertence.
Cada sonho tem o seu dono de forma bem diferente.

Aqui cheguei, e reconheço meus recomeços.
Vivo a serviço deste moço... Se foges de mim,
meu sonho querido, te busco de novo!
Emilia Guerra

Sonhos




Projeto : APOGEU POÉTICO - MODERNO
Tema : Sonho

Patrono : Graciliano Ramos.
Acadêmico : Elias Torres.
Cadeira : 11


Passeávamos pela praia
O vento levantava sua saia
Riamos de tudo que acontecia
Apenas a alegria sorvia

Paramos para um beijo molhado
Senti seu gosto gostoso
Percebi que fiquei inspirado
Tornando-me em um ditoso

Anoiteceu e fomos à cabana
Uma volúpia forte me possuía
Havia uma fogueira entre nós
Que a cada minuto aquecia

Quando estávamos nos deliciando
Recebi um banho frio medonho
Acordei triste e me lamentando
Porque tudo foi apenas um sonho.


Elias Torres

Sonhos




Projeto : APOGEU POÉTICO - MODERNO
Tema : Sonho

Patrono: Pablo Neruda
Acadêmica:Joana Tiemann Gabe
Cadeira: 12


Sonhos

Cada vez que remexo os meus sonhos
sinto um aperto no peito e
lágrimas embaraçam o meu olhar.

Sonhos nascem da gente
Então, por que os abandonamos
antes mesmo de aprenderem a caminhar?

Sonhos singulares
Sonhos plurais
Erigi-los é ensejar a felicidade!

Vê-los crescendo numa algazarra
de quem tem o tempo a seu favor
Desperta em nós sentimentos fraternais
e colore de vez a nossa realidade.

Entender que os sonhos dessa vida são únicos
e que o tempo é medido pelos períodos de realização
talvez seja a maior lição que nos falta aprender.

Joana Tiemann

Sonho




Patrono: Machado de Assis
Acadêmico: José Adão Ribeiro.
Cadeira: 03 – AVL.

Sonho

Sonho com um mundo melhor
Sonho sempre por mais amor
Compreensão respeito
Pela vida, união igualdades.

Sonho quando menos espero
Bons ruins, mas com esperança.
De conquista paz amor
Sem preconceito e dor

Que muitos choram
Às vezes sem perceber
Com as injustiças presente
Embarreirando os prazeres

Sonho atualmente sem medo
De ter e buscar a felicidade
Mesmo com as dificuldades
Mas com a presença da lealdade

Eu sonho com a vida
Tu sonhas que esta amando
Ele sonhou com o amor
Nós sonhamos com a esperança

Autor: José Adão Ribeiro.

domingo, 18 de outubro de 2015






Patrono : Mario Quintana.
Acadêmico : Paulo Monteiro.
Cadeira : 09
15 de Outubro , dia do Professor !
O mundo fervia naquele ao de 1968. A fervura era tanta que não consegui me inscrever para fazer o Exame de Admissão ao Ginásio. Restou a alternativa de cursar a 6ª Série no Colégio Joaquim Fagundes dos Reis e, no ano seguinte, continuar o Curso Ginasial no Colégio Estadual Nicolau de Araújo Vergueiro. Era Deus escrevendo por linhas tortas. Ali, uma professora de Português publicava um jornalzinho composto em mimeógrafo a tinta, reunindo trabalhos de alunos, professores e de outras pessoas da comunidade. Seu nome: Zilka Neff Rosa.
Certo dia passou na sala de aula solicitando colaboração dos alunos. Eu, que vivia imitando canções ouvidas no rádio, resolvi escrever um poema, como contribuição para o "Fagundes em Foco". Modéstia à parte, ao sair o jornal, um halo de fama começou a se formar ao meu redor.
Vieram outros poemas. E, no mês de agosto, ao escrever um poema sobre Passo Fundo, uma surpresa, Dona Zilka (era assim que a chamávamos) deu-me uma série de explicações sobre a história de Passo Fundo. E orientou-me a alterar a primeira quadra, que era a seguinte: Passo Fundo, foste matas e onde estão as tuas ruas, nos tempos de antigamente, cruzavam índios Charruas. Falou-me sobre licença poética e ensinou-me que os charruas não viviam em Passo Fundo. Disse-me que aqui era território de Guaranis e Tapes. Mudei a estrofe para: Passo Fundo, foste matas onde viviam leões e onde dominavam os Tapes, senhores destes sertões. Perguntei-lhe onde aprenderia sobre licença poética e história de Passo Fundo. Recomendou-me a leitura de dois livros existentes na biblioteca da escola: O Tratado de Versificação, de Olavo Bilac e Guimarães Passos, e Passo Fundo das Missões, de Jorge Cafruni. Li os dois e aqui estou, quase meio século depois, escrevendo estas linhas e apaixonado pela Poesia e a História, continuando aquela aula particular que recebi de Dona Zilka. E em sua pessoa homenageio todos os meus demais mestres. Alguns deles, como o meu Confrade Daniel Viuninski e Merluza Verardi, continuam ao meu lado.
Que esta homenagem seja estendida ao todos os professores, muitos deles meu companheiros de greves, caminhadas e acampamentos na Praça da Matriz, em Porto Alegre. Foto: Quando Patrono da Feira do Livro de Passo Fundo, ao lado de Dona Zilka, de cabelos brancos, e das acadêmicas Santina Rodrigues Dal Paz e Sueli Gehlen Frosi.





Patrono: Carlos Drummond de Andrade
Acadêmica: Sônia Gonçalves
Cadeira: 14

Carta Ao Professor

Ao Professor do meu mundo real...
Tua pupila de saber nutrido
Por teu olhar estrelado e ar boreal
Toda poesia é pra ti meu querido...

Ao professor do meu mundo cientifico
Olhando teus olhos ao sol letrado
Há tanto saber em teu ser intrínseco 
Agradeço o teu saber partilhado...

Meu professor gentil tão amado...
Tua lembrança é mantra lúdica canção...
Contigo aprendi saber amor somado
Decifrar equacionar o x da questão

Soletrar tua poesia versando as letras
Meu mestre carinhoso e cavalheiro
Marinheiro das brumas de fantasias
A ti meu todo amor único e primeiro...

Nas letras recicladas desenho tua lembrança
No apogeu d’alma minha ouço teu canto didático
A sopa de letrinhas é sempre amanhã esperança
E o som que me ensinaste meu bem pragmático

Na bagagem o ventre livre é o livro do profeta
Na língua interrogação nas rimas expressão poéticas
Há tanta magia em teu ser professor poeta...
Um mundo de poesias em ordem alfabéticas...

Ah!...Professores são corujas sapientes...
Cientistas que separam o joio do trigo
São preceptores com mentes brilhantes 
Prazer te conhecer fazer teu saber meu abrigo!
Meu amado querido professor...

Son Dos Poemas 

MIdealiso e Paixão


Aquele crocodilo velho



Homenagem ao Dia dos Professores

Patrono: Paulo Coelho
Acadêmico: Mauricio Duarte
Cadeira: 18


Aquele crocodilo velho

Parece um crocodilo, disseram os jovens, 
caçoando daquele velho homem.

Caem lágrimas daquele crocodilo velho
que se passa por homem na escola.

São lágrimas escuras, tão escuras quanto o
espaço sideral, o vácuo da

matéria escura que circunda os astros
no universo, universo que é

tão seu, pelo conhecimento e pelo tão
cândido compartilhar desse mesmo

conhecimento que faz todo dia com uma
tal fidalguia que poucos diriam

o que disseram dele sem uma ponta, uma
pontinha de arrependimento, já

que esse crocodilo velho não é um bicho;
é um professor, um mestre e nada

nada mesmo pode retribuir o bem que faz
aos alunos na sala de aula...

(Homenagem a todos os professores e professoras que são desrespeitados em sala de aula)

Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)




A ARTE DE ENSINAR




Patrono: Fernando Pessoa
Acadêmico: João Urague Filho
Cadeira: 02

A ARTE DE ENSINAR

(Homenagem pelo transcurso do dia do professor)
A arte de ensinar pleiteia competência,
Não só para ensinar. . . Para aprender!
Jamais ensina ninguém, quem por ciência,
Não ensina a si mesmo esse poder.
Ensinar é aprender por seu dever,
Que a modéstia é sinal de inteligência!
Ninguém dispõe da posse do saber,
Que o saber do divino é consequência!
Portanto, vê de mais perto e à distância,
Quem faz do conhecer ensinamento,
E da arte de ensinar uma constância;
Quem ensina e assimila ao mesmo tempo:
Postulante a imortal por circunstância,
Pois que atrela ao porvir seu pensamento!
João Urague Filho


REGER


Patrono : Walt Whitman
Acadêmico : Hudson Ribeiro
Cadeira : 19
15 de Outubro dia do professor

REGER

Soprar a barcaça milenar do conhecimento
Mediante o radical pensamento
A palavra apropriada e o gesto preciso
Educar a atroz dor para o prazer desmedido
Para realmente compreender o apenas tenuemente conhecido.
Mediante o radical pensamento
Erguer solidas e solidarias pontes
E ultrapassar a nefasta muralha da ignorância
Como um nobre ideal que enfim se alcança.
A palavra apropriada e o gesto preciso
São os fieis reflexos da inadiável reflexão
Necessário aprender para aprender que saber ´e poder
Decidir cada vez mais ser em comunhão.
Educar a atroz dor para o prazer desmedido
Ao iluminar solicito as profundas das cavernas
E todas as ignobilidade que ela encerra
Onde muitos alienados se encerram
E outros mais são mantidos encarcerados.
Para realmente compreender o apenas tenuemente conhecido
Se locomove a regência fundamental e inadiável
Ao semear a consciência cristalina
E colher farta plantação de cabeças bailarinas.
(Hudson Ribeiro)

Professor, será sempre professor !



Patrono : Ferreira Gullar.
Acadêmica : Mª Ivoneide J de Melo.

Dia do Professor - 15 de outubro -


Professor, será sempre professor !

Como um arbusto à beira da estrada
implacável machucavam meus pés nus
levei com destemor à profissão que escolhi
fui o ramo que sem aconchego fiz florir
em crianças e adolescente que de mim
esperavam o ensinar em troca me
ensinaram o que é amar e sorrir
não sabiam eles que eu aprendia muito mais
que eles...
recebia coragem ao invés de dá-la
não fui um almiscar... tentei ser uma tília
vivifiquei-a o mais que pude aos olhos ... deles
vislumbrei por todos os anos da vida
o amor que toda manhã florescia fresco
vigoroso ao terminar o dia
jornada dura mas prazerosa
fui tripulação nesta nau sem rumo
capitaneada por desgovernos
determinada grito ao mundo, sou professor !
Não desisto nunca...

Professores Felicidades



DIA DO PROFESSOR

Patrono: Machado de Assis
Acadêmico: José adão Ribeiro.
Cadeira: 03 – AVL


Professores Felicidades

Agradeço
Aos que ensinam
Por amor 
A esta profissão
Sei que muitos fazem de conta
Por motivos pessoais

Avance sempre
Ame esta virtude
Mostreo caminho dos ensinamentos
Que ensinar
É aprender mais vezes

Que a igualdades de tratamento
Seja para todos
Que o prazer de estar 
Dentro ou fora 
De uma sala de aula
Seja prazeiroso

Muitas coisas mudaram
Pelo menos de minha geração 
Pra cá
Ame o que faz
Mostre o que é capaz
Satisfazendo
Quem la se encontra 
Para aprender

A vida é uma escola
A sala de aula é para todos
Mas poucos ainda 
Consegue la estar
Felicidades desejo
Aos que tem amor pelo que fazem

Parabéns a vocês
Sendo a sala que for
Que o amor sempre seja
A melhor matéria 
E a boa vontade
Seja o carinho 
Desta profissão
Que foi escolhida
Aos que exercem

Não tive tantas oportunidades
Busco escrever 
Mas preservo minha felicidade
Falo apenas minhas
Linguagem que tenho certeza
Do que quero falar
Buscando aprender
A todo instante
Dentro de minha realidade


Autor: JOSÉ ADÃO RIBEIRO

Dia Do Professor



Patrono: MIA COUTO
Acadêmica: Inês Seibert
Cadeira: 22

É usando o dom 
que ganhei do céu que rego 
as sementes do caminho.
Para as que se perdem
nas pedras
ou se enterram no pó,
viro chuva fresca,
na intenção que germinem.
A espera ansiosa se acaba
quando amanheço Sol
no campo florido,
percebendo a roda viva 
da vida seguir seu curso.
Então, me volto as novas
sementes,
plantadas em terra promissora.
Meu dom é regá-las,
porque sou Professora!

( Inês Seibert )

terça-feira, 13 de outubro de 2015

CIRANDA HISTÓRICA



Patrono : Walt Whitman
Acadêmico : Hudson Ribeiro
cadeira: 19

CIRANDA HISTÓRICA


Na ciranda da história
Muitos fatos se perdem na memória
Refeita maquiavelicamente pelos poderosos
Toda construção humana é ornamentada
De algum tipo de sacramento
E ostensiva desfila pelas mentes dos incautos
Sempre como um algo natural
Ah, por quanto tempo teremos que suportar
Essa enorme alienação e resignação
Sobre as cabeças dos homens?
Na ciranda da história os vencidos
Sempre são esquecidos
Como se nunca tivessem existidos
E o que resta são apenas folclores
Com gosto de saudosismo e submissão
Os poderosos muito espertos
Perpetuam a grande fábula
Em uma desfaçatez de causar náuseas
Ao pregar chiclete nos olhos daqueles
Que antes tão bem enxergavam
Inclusive na sombra da escuridão
Ah, por quanto tempo teremos que suportar
Essa enorme alienação e resignação
Sobre as cabeças dos homens?
Hudson Ribeiro

SERDES CRIANÇA













DIA DA CRIANÇA

Patrono: Carlos Drummond
Acadêmica: Sônia Gonçalves
Cadeira: 14


Serdes Criança

Conhecerdes as tuas profundezas
Deixa derramar teu sumo em inocência
Espalha teus rizomas e aromas
Descreve teus medos e sintomas

Tenha um dialogo com o céu marinho
Uma prosa risonha sem coerência juvenil
Abra os braços em cruz voe como passarinho
Prolongue teu encanto infanto pueril

Serdes na vida a continuação da infância
A referência d’alma perfumada por dentro
Abre o pergaminho d’sempre decência 
Sopre bolas de sabão colore teu centro

Espalha tua vontade em verdade criança
Dá aquiescência ao coração virtudes
Atitude em cuidar e cultivar esperança
Se lança seja vetor amor em longitudes...

Pratique a paciência do perseverar...
Encontrar teu caminho menino menina...
Tenha consciência nem tudo cabe esperar
A melhor brincadeira é brincar a sina...Assina!

Son Dos Poemas


LUTAR CONTRA A MARÉ



Patrono : Antero de Quental
Académico : José Manuel Cabrita Neves
Cadeira : 07

LUTAR CONTRA A MARÉ


Talvez seja utopia ou talvez não!
Talvez ingenuidade de criança…
Uma réstia de sol, de luz, de esperança,
O despertar de um sonho, uma visão!

Talvez o coração que assim balança,
Entre ter sentimento ou ter razão,
Tenha feito do amor a justa opção,
De cuja insana luta não se cansa…

São puros ideais, íntimas crenças…
São preocupações, várias, imensas,
Que me bailam na mente a cada instante!

São profundos anseios de mudança,
Para marés serenas de bonança,
Neste mar tenebroso e dominante!...

José Manuel Cabrita Neves

DIA DA CRIANÇA



Dia da Criança

Patrono : Pablo Neruda.
Acadêmica : Joana Tiemann.
Cadeira : 12


Lembrar a infância é um doce bálsamo para as dores do presente.
Um tempo onde campos de mil flores levavam-nos ao infinito.
Aquele que não caminhou por esses campos quando criança
Jamais, em toda a sua vida, conhecerá a intensidade do real amor.

Joana Tiemann

SER FELIZ



Dia da Criança

Patrono: Machado de Assis
Acadêmico: José adão Ribeiro.
Cadeira: 03 - AVL


Sempre criança

Ser feliz
Em lembrança
Mostra sempre a esperança
Persistir na felicidade
Reconhecemos a criança
Especial na realidade

Brinque sorria
Sinta o possível
Conheça viva sempre
Os momentos
De pureza de amor
Dos presentes que é o carinho

Felicidades crianças
Apesar de muitos
Não esta comemorando
Devido as dificuldade
Por falta de amor
Que mostra a realidade

Feliz dia especial
Feliz conquista
De mais amor
Esperança e paz
Vós sois capazes

Autor :José adão Ribeiro.

INFÂNCIA


Dia da Criança

Patrono :Walt Whitman
Acadêmico : Hudson Ribeiro.
Cadeira : 19

INFÂNCIA
A terra era vermelha escarlate
E recebia docemente o choro da chuva
E o sorriso pontual do sol matinal
E se oferecia como seio materno farto
Todas as intempéries como motivos
Inadiáveis para as diversas brincadeiras
O jogo de bola era o principal
Intermediado por outras tantas estripulias
E conversas intermináveis sobre o mundo
Qual oceano era o mais profundo
Naquele tempo não havia espaço
Nem para o camelo subserviente
E nem para o leão prepotente
Pois a admiração reinava inconteste
E cada dia era uma nova invenção
Jogo de pião, bolinha de gude
A gudeira bela como os olhos dela
Pescar caranguejo no mangue
Com licença do capitão do mato
Invadir quintal alheio atrás
Da fruta mais apetitosa
E de vez em quando receber uma sova
Por não ser obediente aos sinais
Naquele tempo não havia espaço
Nem para o camelo subserviente
E nem para o leão prepotente
Pois a admiração reinava inconteste
E cada dia era uma nova invenção.
(Hudson Ribeiro)