Homenagens e Cartões

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sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Evento |: Apogeu Poético - Moderno Tema - Natal Paulo Monteiro



Evento : Apogeu Poético - Moderno
Tema : Natal
Patrono: Mário Quintana
Acadêmico: Paulo Monteiro
Cadeira : 09


antipoema

paulo monteiro

não me agrada o natal

enquanto jesus crescia no ventre de maria
os romanos festejavam seu rei

não me agrada o natal

enquanto josé suava na carpintaria
os romanos sacrificavam seus escravos

não me agrada o natal

enquanto jesus espera chegar a belém de judá
comemoramos com pão e circo

não me agrada esse natal de pão e circo"
antipoema

paulo monteiro

não me agrada o natal

enquanto jesus crescia no ventre de maria
os romanos festejavam seu rei

não me agrada o natal

enquanto josé suava na carpintaria
os romanos sacrificavam seus escravos

não me agrada o natal

enquanto jesus espera chegar a belém de judá
comemoramos com pão e circo

não me agrada esse natal de pão e circo

Evento |: Apogeu Poético - Moderno Tema - Natal **Por Ana Sofia Carvalho






Evento |: Apogeu Poético - Moderno
Tema - Natal 
Patrono : Florbela Espanca
Acadêmica: Ana Sofia Carvalho
Cadeira : 20


O MEU NATAL É A TUA FELICIDADE!

Pediram-me que escrevesse sobre o Natal, o que fiz especialmente para o apogeu. E não foi fácil; tenho sempre dificuldade em escrever sobre um tema que me seja imposto, porque prefiro que sejam os sentimentos e não a mente a escolher as palavras.
Contudo, nenhuma época do ano é mais inspiradora que esta - a azáfama das gentes com os preparativos, as decorações, os presentes, a gastronomia, o reencontro com a família -; a alegria frenética das crianças, o espírito generalizado de harmonia, solidariedade, paz, amor; a fé restaurada em todas as coisas e alimentada pela proximidade do novo ano; as cores, as luzes, a neve; uma espécie de alquimia emocional e natural que atinge tudo e todos, qualquer que seja a predisposição. Foi assim que logrei conceber o meu humilde poema.
Contudo, à data de hoje, em que me preparava para o rever e publicar, desapareceu estranhamente da pen onde julgava tê-lo gravado. Esforcei-me até à pouco por reconstituí-lo; porém, em vão. Talvez o cansaço de um dia extenuante de trabalho, falta de inspiração, sei lá...
A verdade é que, faltando pouco mais de meia hora ( no horário do Brasil) para o termo do prazo, nada tenho que seja digno da efeméride que a AVL pretende assinalar, dos olhos dos meus distintos confrades e confreiras e do meu próprio espírito auto crítico.

Estava quase a desistir quando subitamente me veio à memória uma frase escrita numa dedicatória de um livro sobre Rodin com que me presentearam há uns anos atrás:
" O meu Natal é a tua felicidade!".
Decidi de imediato fazer dela o tema, ou melhor, a síntese desta minha publicação ( sem embargo de recuperar, assim que possível, o que preparei com cuidado para este apogeu, ao estilo clássico).

Se cada um de nós, individualmente, transformar esta frase em realidade não haverá um único ser humano infeliz este Natal ( imparidades improváveis àparte...), não concordam?
É pois esse o meu voto para todos nós: que façamos alguém feliz este Natal!
BOAS FESTAS!

ASC

Evento : Apogeu Poético. Moderno Tema : Natal Ana Lucia Mendes




Evento : Apogeu Poético. Moderno
Tema : Natal 
Patronesse: Rachel de Queiroz
Acadêmica: Ana Lucia Mendes
Cadeira: 26


MINHA ORAÇÃO DE NATAL

Eis que vem chegando o Natal
Da janela dos meus olhos
Ainda contemplo
A paisagem colorida
Da minha infância querida
Nas minhas lembranças
Ainda ouço ...
Os sons majestosos de uma natureza
Que acalentava minha alma
A beleza do ritmo das águas cristalinas do rio
Ah, aquele rio que tanto embalou
Doces sonhos de meninos
Eis que vem chegando o natal
E inúmeras são as manjedouras
Nesta terra de desafios
Nos quatro cantos da terra
Nascerá inúmeros meninos
Sem futuro ?
Sem destino ?
Marias que perderam seus Josés
Mas ainda alimentam entre lágrimas sua fé
Quantas famílias destruídas
Sem mesa
Sem comida
Nesta noite a dor da indignação
Abre mais a ferida
Cada gemido de um irmão
Para mim vale como um açoite
Chora minha alma
Em meio a desolação
Elevo os meus olhos
Eu creio em ti Senhor e meu Deus!
Tu somente Tu, podes restituir a vida para os filhos teus
Eu creio no teu poder e na tua glória
Sei que os teus anjos passeiam pela terra
Resgata teus filhos
Das trevas
Vem Senhor fazer morada em nossos corações
Hoje é Natal
Mas que o teu filho nasça em nós
Em todos os momentos
Em meio às dores
Eu ainda me deleito em vós
Sorrindo minha alma menina
Alegra-se com a tua luz divina
Que fluí do teu trono
Balsamo Santo para todos os tormentos
Passeiam anjos sobre a terra
Eis que é tempo Advento
Passeiam anjos sobre a terra
Cada um trazendo seu cesto de luz
Vão iluminando os nossos caminhos
Eis que hoje nasce o menino Jesus
Eis que hoje é natal
Grata sou Senhor por teu Divino Amor
Aquele doce rio da minha infância
Nas cores da esperança volta a fluir
Nesta noite a luz da vida
Em cada manjedoura
Nos quatro cantos da terra
Volta a reluzir
Feliz Natal
Deus menino nasceu
Obrigada Senhor
Por teu infinito Amor
Em tudo eu te agradeço
Pelo séculos dos séculos
Amém!

Ana Lucia Mendes dos Santos Sampaio-Clara Fênix

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015















EVENTO: MEU BERÇO,MEU ORGULHO ANA LUCIA MENDES



EVENTO: MEU BERÇO,MEU ORGULHO
Patronesse: Rachel de Querioz
Acadêmica: Ana Lúcia Mendes

Cadeira: 26


Berço de encantarias

Peço licença aos amigos
Para nestas toscas linhas que vou traçar
Homenagear a minha terra
Lugar mais lindo onde canta o sabiá
Onde o lirismo dos poetas, navegam nas ondas do mar
Falar do meu berço querido
É revelar alguns segredos dos portais do paraíso
Dizem que sou conterrânea de muitos poetas consagrados 
Nauro Machado ,Ferreira Gullart, ,Sousândrade e Gonçalves Dias
Este último por amar tanto esta terra
Naufragou em sua bela baía
São Luis ilha do Amor,fundada por franceses
De arquitetura tão bela
Com sobrados antigos em azulejos portugueses
Também neste berço nasceu
Mulheres das quais muito me orgulho
Maria Firmina dos Reis
Escritora que versou seu povo para o mundo
Quem sabe até nas minhas linhagens mais antigas
Seja uma tataraneta da linda negra Catarina da Mina
Que enlouqueceu a fidalguia
Com seus encantos e magias
Tornou-se grande proprietária nas ruas de cantaria
E em nossa ilha ainda....rodopiam as saias das crioulas
Benzimentos e encantarias
Rufam ainda o choro dos tambores
São Pantaleão
Casa das Minas
Onde Sérgio Ferretti construiu toda sua etnografia
São Luís é Ilha Magnéitca
De povo hospitaleiro que vive em festa
Terra da morena dengosa 
Sorridente em sua janela
Musa de verso e prosa
Com seu olhar faceiro 
Que tece mil desejos 
E pra não sair do tom
Não poderia esquecer 
De outra nobre mulher
Alcione de Nazaré
Nossa guerreira de fé
Nossa eterna Marrom
Também desta terra saiu 
O mestre Joãozinho Trinta
Carnavalesco que levou 
Para o mundo as cores e o brilho da alegria
Perdoe-me ao meu nobres amigos
Pelos meus rudes versos 
È que dos meus olhos teimam cair
Lágrimas com sabor de regresso 
Estou em outros pomares deste nosso Brasil
Lembrar do meu berço 
Faz meu pequenino peito chorar
Afinal...
Em minha terra canta a palmeira e também o sabiá
Berço encantado de poetas
Amores a beira-mar
Boêmia ao luar
Minha ilha querida
Consagrada Atenas Maranhenses
Terra de gente festeira
Jamaica brasileira
Perdoe-me se aqui me excedi
E em versos minha paixão explodi
Pelo berço encantado
Meu orgulho onde nasci
São Luís do Maranhão
És pura sinestesia 
E igual a Bandeira Tribuzzi cantarei a ti 
Teu Hino em louvação
Oh, divino berço de encantarias

Ana Lúcia Mendes

MEU BERÇO MEU ORGULHO * MOACIR LUIS ARALDI*



MEU BERÇO MEU ORGULHO

Patrono: Gonçalves Dias
Acadêmico: Moacir Luís Araldi
Cadeira 01


Rio Jacuí
Entre as lembranças que tenho da infância que vivi em Pinheiro Marcado, interior do município de Carazinho esta o Rio Jacuí.
Era, na verdade, uma das nossas opções principais de diversões.
Não tínhamos energia elétrica e isso limitava muitas coisas, mas a contrapartida a natureza nos propiciava. O Jacuí, sempre cercado por morros e mata e com suas águas, na época, limpas a ponto de ser potável ao natural, nos recebia todos os dias para boas horas de lazer.
Era, também, um ponto de encontro com amigos nos finas de semana. Nado, futebol aquático, eventualmente passeios de canoa e pesca. 
A exuberância da natureza em seu entorno sempre foi marcante. Fauna e flora preservadas. Árvores avançam sobre seu leito tentando abraça-lo efusivamente.
Ainda nos encontramos, diminuiu a frequência, mas continuamos amigos fiéis. 
Eu tive que sair de lá em busca da sobrevivência. Volto sempre que dá. Tem horas que penso que o rio até chora como eu. Ele sente saudade também, tenho certeza. Fala pouco, mas quando suas águas me tocam sei que quer dizer o quanto fomos felizes e ainda somos.
Ele nunca quis e nem precisou sair de lá. Espero que sempre seja assim. 
Por tantos motivos. Por trazer tantas lembranças e saudades tenho certeza que este é o rio que nunca represarei, este é o rio da vida. É também, meu berço e meu orgulho.

EVENTO MEU BERÇO MEU ORGULHO *ANTONIO C.ALMEIDA*



Evento : Meu Berço, Meu Orgulho. .
Patrono: Cora Coralina
Acadêmico: Antonio C Almeida
Cadeira: 21


CIDADE DO RIO DE JANEIRO

O que falar de ti que me abraça distante
Se não com saudade como de uma amante
Que chegava como o doce mel
Ou amargava como o duro fel.

Como não sonhar dormir nos braços
Do belo que oferece abraços
Da mais doce poesia de Drummond
Ou a Garota de Ipanema de Vinícius e Ton.

Como falar sem lembrar das calçadas Portuguesas
Que refletem história e beleza
De tudo que passa e guarda na certeza
Fixar em lembrança de quem passa em clareza.

Dos beijos enamorados nas praias,
Cosme e Damião e as crianças em graça
São Jorge na força guerreira
São Sebastião padroeiro em certeza .

O garoto que corria na Quinta da Boa Vista,
Que ria no Parque da tijuca, no Aterro do Flamengo
Lembra da Reserva de Marapendí
E do Jardim Botânico e o Sítio Burle Marx que o fazia sorrir.

Mesmo assim que tão distante
Bate no coração de um viajante
A certeza de poder dizer
Que o pôr e nascer do sol é o mais belo na Cidade que o viu nascer.

Antonio C Almeida.
02/12/2015

domingo, 6 de dezembro de 2015

EVENTO : MEU BERÇO, MEU ORGULHO. Maria Aparecida



EVENTO : MEU BERÇO, MEU ORGULHO.
Patrono : Jorge Amado.
Acadêmica : Maria Aparecida.
Cadeira :28.


HISTÓRICO:
Por volta da metade do século passado, já as terras que hoje constituem o Município de Santana do Deserto, eram ocupadas por Fazendeiros, que , oriundos de terras vizinhas, dedicavam a cultura de café e a criação de gado bovino. Quando em 1853, era erguida a capela que tinha por protetora a Santa que deu o nome ao então "Distrito de Paz de Santana do Deserto", ao lado do seu fundador, o capitão Cândido Ferreira da Fonseca, já outros fazendeiros e agricultores ocupavam a região. Duas importantes Fazendas situavam na região: A Fazenda de Santana e a Fazenda do Deserto. Formado o Distrito, a princípio, com terras das duas Fazendas, dando origem ao topônimo de Santana do Deserto.

A ocupação do território, hoje compreendido nos limites do Município, tem seus fatores determinantes intimamente ligado à história dos Municípios vizinhos, pois destes saíram os primeiros ocupantes e moradores da região. A necessidade de novas terras para o cultivo de café e para o pastoreio do gado, levaram para a região muitos agricultores e criadores, que antes de meros aventureiros, eram prósperos ruralistas de outras terras. Entre outros, destacam-se o Barão de Juiz de Fora , José Machado da Costa e Leandro José Fraga.
''''''''''MEU BERÇO MEU ORGULHO''''''''''''''''
Eu nasci em Minas Gerais 
tenho orgulho de ser mineira
na cidade de Santana
de pessoas trabalhadoiras..
cidade do interior
de um povo acolhedor
gente que e gente bacana
que transmite muito amor..
foi la deixei minha infância
cheia de fantasias
mudei para Juiz de fora
mas não deixei de amar
aquela cidadezinha...
'BY Cidinha Almeida'
......01/12/2015....

PROJETO : MEU BERÇO MEU ORGULHO Antonio Montes



PROJETO : MEU BERÇO, MEU ORGULHO
Patrono: Augusto dos Anjos
Acadêmico: Antonio Montes
Cadeira : 16


MEU BERÇO

Meu berço, meu orgulho
é o meu mundo, meu ar
sentimentos e liberdade
por onde posso navegar.

É amor sem distinção
paixão sem raça ou cor
abraços com coração
sorriso, jardim em flor.

Meu berço, meu orgulho
família sem opressão
um mundo livre matutino
de inexistente extinção.

Um universo de dialogo
com direito de ampliar
um templo de belos fados
com liberdade de amar.

Antonio Montes 03/12/15

EVENTO : MEU BERÇO MEU ORGULHO * ANA SOFIA *



EVENTO : MEU BERÇO MEU ORGULHO

Patrono: Florbela Espanca 
Acadêmica: Ana Sofia Carvalho
Cadeira : 20


Foi em terras de além mar, para lá da Taprobana
Nasci em Cahora Bassa, região moçambicana.
Mas veio a independência, cedo me vim embora,
E ao Tete não voltei, infelizmente, até agora.

Regressada a Portugal, em Porto de Mós eu morei,
Vila pequena e serrana, más recordações guardei.
Mas da infância dífícil, lembro algo com agrado:
O seu singular castelo, numa colina elevado !

Depois, com a puberdade, quando a família ruiu,
Minha mãe, não muito longe, a vida reconstruiu.
Fui bem feliz em Leiria, que é a minha cidade,
Aqui cresci, fiz-me adulta, criei afinidade.

Mais tarde fui p'ra Coimbra, cidade onde estudei,
Na universidade magnífica, fantásticos anos passei.
Capital da Beira Litoral, espelhada no Rio Mondego,
Ali fui estudante e feliz, mas não aceitei emprego.

Regressei à minha cidade, capital da Estremadura,
Tem um rio chamado Lis e o castelo é a assinatura.
Tenho cá família e amigos, foi aqui que me casei,
Às vezes sinto-me estrangeira, mas por aqui me fiquei.

Vivo hoje bem perto, noutra cidade pequena,
Chama-se Marinha Grande, faz-se uma vida serena.
É terra de indústria vidreira, e fica ao lado do mar,
Mas é apenas um sítio p'ra morar e trabalhar.

De todos estes lugares sou, mas a nenhum eu pertenço,
Mas saber de onde me sinto, é coisa em que não penso.
Considero-me portuguesa, com uma costela africana,
Sou cidadã do mundo, e para o mundo sou "Ana"!

ASC © - reservados todos os direitos

EVENTO : MEU BERÇO MEU ORGULHO ANA SOFIA



EVENTO : MEU BERÇO , MEU ORGULHO
Patrono : Florbela Espanca 
Acadêmica: Ana Sofia Carvalho
Cadeira : 20


Se me perguntam de onde sou
não sei dizer.
Não me sinto de parte nenhuma.
Exceto desta terra de vazio e amargura
Esta terra de lugar nenhum e de ninguém 
onde a solidão é a minha única companhia.

Corre-me nas veias sangue puro lusitano
E tenho a África oriental no ADN.
Sou portuguesa com costela moçambicana
Mas as memórias são tão remotas que delas já me esqueci.

O meu berço é o ventre da minha mãe 
E a minha casa, os braços dela
e a voz doce da minha cria.
São estas as únicas coordenadas que tenho do mundo 
e dos lugares aonde pertenço.

Mas quando morrer 
quero que minhas as cinzas repousem nas águas do Zambeze.
Lugar inóspito onde nasci 
e no qual terão sido escritos os pergaminhos do meu destino.

ASC © - reservados todos os direitos

sábado, 5 de dezembro de 2015

PROJETO MEU BERÇO MEU ORGULHO *MAURICIO DUARTE*



PROJETO MEU BERÇO MEU ORGULHO
Patrono: Paulo Coelho
Acadêmico: Mauricio Duarte
Cadeira: 18

Niterói, minha querida Niterói

Jardim de infância
Antes de meus pais se mudarem para São Gonçalo, morávamos no Fonseca, perto da Alameda. Não me lembro bem dessa época. Eu não tinha nem cinco anos de idade. Mas lembro vividamente sim de um episódio no jardim de infância. Minha mãe me deixou lá para um dos primeiros dias ou o primeiro dia como aluno. Eu dei pernadas no colo da professora e, segundo minha mãe, minhas pernas possantes e grossas com botas ortopédicas nos pés, fizeram um estrago na moça. Quando finalmente minha mãe foi trabalhar e me vi sozinho no jardim de infância, não quis brincar com as outras crianças e me colocaram numa rede. Eu dormi o tempo inteiro, emburrado.

As praias
Pedra de Itapuca, Praia de Icaraí, Recanto de Jurujuba, Itacoatiara. Belezas naturais dessa minha Niterói, cidade sorriso. Na minha infância quando íamos à praia, sempre era Niterói nosso destino. As praias são exuberantes e, dizem, a melhor vista do Rio de Janeiro é de lá, o que comprovei muitas vezes. Piratininga, Camboinhas, Ilha da Boa Viagem, São Francisco, Charitas, Itaipu, também são praias de enorme beleza que me encantavam – e me encantam até hoje – durante minha juventude.

As diversões
“Mas nem só de praia vive o homem”, diria o flanêur da cidade de Araribóia. Também o cinema mais próximo da minha casa era em Niterói quando eu era criança. E íamos, eu, minha mãe e minha irmã – algumas vezes meu pai também – assistir os filmes dos Trapalhões, de ficção científica e aventura de Hollywood na telona.
Além disso, as melhores bancas de jornal estavam... em Niterói, é claro. As únicas que podiam aplacar meu vício de histórias-em-quadrinhos de super-heróis. E eu era do tipo de colecionador que não se satisfazia com pouco. Não me contentava com as revistas do Homem-Aranha ou as revistas do Superman. Eu queria colecionar o universo dos super-heróis. O mais variado espectro possível daquelas aventuras todas.
E eram assim os passeios, recheados de cinema e quadrinhos.

O circo
E o circo? Lembro-me do que minha mãe dissera sobre a tragédia de 1961, com o Gran Circo Norte-Americano, com lona de nylon, o que fazia parte da propaganda do evento. Foi um crime, não foi acidente. Um dos condenados tinha sido demitido e por vingança, cometera o ato sórdido de botar fogo na lona com gasolina. Um incêndio horrível. Mais de 300 mortos, muitos mutilados, muitos feridos. O Profeta Gentileza surgiu por causa desse crime. Seis dias depois do acontecido, o empresário José Datrino ouviu “vozes astrais” que lhe inspiraram a dedicar o resto da vida a Jesus, sendo conhecido como José Agradecido ou Profeta Gentileza. A cidade ficou traumatizada. É só teve outro circo 14 anos depois.
Quando eu era criança, por volta de 1980, num dos poucos circos que tiveram lugar em Niterói, os ecos daquele terrível dia ainda vinham a mim pela boca da minha mãe, mas mesmo assim fomos. Para o bem ou para o mal, acho que foi a primeira e única vez que fui num circo.

O futebol
Eu já estava na faculdade de Desenho Industrial quando surgiu a oportunidade de participar de uma escolinha de futebol pelo Canto do Rio Futebol Clube. Eu e mais dois amigos do 2º. Grau, fomos lá disputar partidas em campos que, se não eram bons nem bem cuidados, pelo menos, tinham mais ou menos o tamanho oficial, com traves e tudo.
Mas foi uma lástima. Os meninos que jogavam conosco, eram dezenas de vezes melhores do que nós. Enfim, pudemos jogar um esporte que tanto nos cativava com bastante similaridade aos jogados oficialmente. Para mim, foi muito bom. Pude vivenciar a emoção que meu pai tivera ao ser campeão de futebol no Exército na Paraíba; guardadas as devidas proporções, é claro.

A paixão
Muitos anos depois eu tinha me tornado anarquista. Participava de coletivos de estudo, núcleos de pesquisa, bibliotecas, editoras e eventos libertários. Minha vida era toda dedicada àquele movimento. Eu vendia livros do pensamento da acracia. No meio do nada, entre o lugar nenhum e o nenhum lugar, num espaço de passagem dos alunos, professores e funcionários da UFF que estava em obras no Gragoatá, eu colocava minha pequena banca. E vendia. Vendia todo dia, por incrível que pareça. Foi uma boa experiência. Tanto que naquela época, eu pensava: “nunca fui tão feliz quanto sou agora.”

Conclusão
Niterói é uma cidade linda e muito sedutora. Quero deixar meu testemunho de que passei muito bons momentos por lá. Mais do que o lugar onde eu nasci, aprendi a gostar e respeitar suas ruas, suas avenidas, suas praças, sua gente. Um lugar para não esquecer, nunca.

Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

PROJETO: MEU BERÇO MEU ORGULHO * VÓLIA LOUREIRO*



PROJETO: MEU BERÇO, MEU ORGULHO
Patronesse: Clarice Lispector
Acadêmica: Vólia Loureiro
Cadeira nº 10


EU SOU A PARAIBA
Vólia Loureiro

Eu sou a Paraíba,
Em minhas veias corre o sangue vermelho
Dessa gente.
Povo sofrido e valente,
Que vive sob o Sol inclemente.

Eu sou a Paraíba,
A minha pele exala o perfume do bulgari,
Os meus pés deixam rastros
No Litoral, no Sertão, No Curimataú, Cariri,
E contam a história das belezas que vi.

Eu sou a Paraíba,
De céu azul, de Sol escaldante,
De praias de águas mornas e areias cintilantes,
De Sertões de céus vermelhos e pores do Sol fascinantes.

Eu sou a Paraíba,
E trago nos meus cabelos as ondas do verde mar,
Na pele o moreno trigueiro do Sol que vive a brilhar,
Nos olhos eu trago a doçura, das belas noites de luar,
Na voz eu trago a poesia e a cantiga de aboiar.

Eu sou a Paraíba,
Pequeno pedaço do Mundo,
Que para mim é melhor que o mundo inteiro,
Paraíba que sonha nos poemas de Ariano,
Paraíba que samba com Jackson do Pandeiro.

Eu sou a Paraíba,
Terra de gente feliz, de povo guerreiro.
Construo também a sua história,
Meu berço, meu orgulho,
E nos seus mares mergulho,
Sentindo-me mais brasileiro.

João Pessoa, 05/12/2015

PROJETO : MEU BERÇO MEU ORGULHO * HUDSON RIBEIRO *



PROJETO : MEU BERÇO , MEU ORGULHO
Patrono : Wat Whitman
Acadêmico : Hudson Ribeiro.
Cadeira : 19


PASSEAR, TRANSITAR, PERAMBULAR
Passear pelas avenidas de Vitória
É visitar museus antigos;
Os casarões, os canhões, os velhos
Amigos.
Transitar pelas ruas de Vitória
É perceber cenários ambíguos;
Luz néon e ar provinciano, 
Combinam-se com cadeiras nas calçadas
E conversas sobre clonagem humana.
Perambular pelos becos de Vitória
É violar credo antiguíssimo.
A bala desesperadamente perdida
É facilmente encontrada
Bem entre os olhos da criança,
Que brincava distraída.

PROJETO MEU BERÇO MEU ORGULHO * DJALMA PINHEIRO*




EVENTO: MEU BERÇO MEU ORGULHO

Patrono: Vinicius de Moraes
Acadêmico: Djalma Pinheiro..
Cadeira : 13...


“Cidade maravilhosa / Cheia de encantos mil / Cidade maravilhosa / Coração do meu Brasil,

Poderia começar assim com este belo hino composto por André Filho, mas seria chover no molhado, pois todos sabem das belezas naturais da cidade maravilhosa, cantada em verso e prosa.

Mas tenho uma veia bem carioca,
Que me leva a minha Mangueira,
Admirando os requebros das cabrochas
Ou o samba no pé dos mestres como nosso saudoso Delegado
Ao meu chopinho gelado à beira mar,
Aos meus papos descontraídos em fim de tarde,
Ou ainda as noites boemias da Lapa antiga.

Somos assim gozadores
Fazemos pilhérias ate das desgraças
Rimos quando muitos choram,
Choram pela vida perdida
Por balas de bandidos ou de policiais que na realidade são achadas
São achadas pelos pobres que vivem nas comunidades.

Gozamos os otários que votaram no Cunha
Até de corruptos fazemos pilhérias
Cerveró na Petrobrás era chamado de lindinho
Ai feio pra cacete com seu olhar três por quatro.

Como a “guria” Adriana Calcanhoto em sua perola da MPB – Cariocas.

“Cariocas não gostam de sinal fechado”

Horrível não é, pois temos que parar
E parar não é viver
Vida é movimento
É sol, é praia, é musica
Vida é vida
Pra ser vivida.

Somos assim,
Malucos, doidos varridos
Em nossa maluquice vimos nossas raízes
E ai parodiamos Chico Buarque
Na perola da MPB – PARA TODOS

O meu pai era paulista / Meu avô, pernambucano / O meu bisavô, mineiro / Meu tataravô, baiano
Meu maestro soberano / Foi Antonio Brasileiro.

Somos isso do Yapok ao Chuí
Somos brasileiros orgulhosos
Pois somos você..

PROJETO: MEU BERÇO MEU ORGULHO *SÔNIA GONÇALVES*



EVENTO: MEU BERÇO MEU ORGULHO
Patrono : Carlos Drummond de Andrade
Académica: Sônia Gonçalves
Cadeira : 14


O estado mais rico do país ainda é responsável por 32% do total, mesmo apesar de vir caindo nos últimos anos... . A economia paulista responde por cerca de 32,1% do total de riquezas produzidas no país, o que tornou o estado conhecido como a "locomotiva do Brasil". Se fosse um país independente, seu PIB nominal poderia ser classificado entre os 20 maiores do mundo (estimativa aproximada até o ano de 2012 Além da grande economia, São Paulo possui índices sociais relativamente bons em comparação ao registrados no restante do país, como o segundo maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o segundo maior PIB per capita, a segunda menor taxa de mortalidade infantil e a quarta menor taxa de analfabetismo entre as unidades federativas brasileiras.Bem. acrescento que tudo isso poderia ser 100 vezes melhor se os atuais governantes tivessem se preocupando mais com a educação e obviamente com a segurança de Sampa, porque se é assim sendo mal conduzida avaliemos então tivesse a cidade e porque não dizer o estado sendo bem conduzido, priorizando o que mais faz crescer um país EDUCAÇÃO/SEGURANÇA/SAÚDE estando isso em acordo o desenvolvimento e geração de empregos fluem com o crescimento naturalmente... Emoticon heart

MEU BERÇO MEU ORGULHO

São Paulo

Terra altaneira d’garoa pendente...
D’manhãs climáticas cinzas e metrôs
Paixão d’bruma coleção e pingente
D’Avenida São João em tempos retrôs

Sampa amada minh’megametrópole 
Cidade onde o tempo faz dinheiro
O vento é rápido agente financeiro
O faroeste é urbano e megalópole

Já o caboclo ocupa o topo das janelas
Portando manual d’sobrevivência
Paulistanos loucos ruas e avenidas
E outros palanques com eloquência...

São Paulo meu ponto franco mais forte
Efeito colateral da rosa-dos-ventos
Comanda marcada meu sul e leste
Sudeste das estações se’de eventos...

Mil fotografias e paisagens mutantes
São Paulo me transita em formosura
Pontes transeuntes rodoviárias viajantes
Deslumbrante é o movimento loucura...

Meu berço meu orgulho d’sentinela
Traz na garganta uma serpente entalada
Do poluído Pinheiro Tietê a espinha espinhela
Traz cheiro d’pressa e poesia engasgada

Meu berço esplêndida utopia estampa
Meu sonho d’magia á margem cotidiana
Rebento da minh'alma poesia “Sampa”
Canta muito prazer sou Sô paulistana.

Son Dos Poemas 

PROJETO : MEU BERÇO MEU ORGULHO * ANTONIO JORGE SANTOS*




PROJETO : MEU BERÇO , MEU ORGULHO

Patrono : Chico Buarque de Hollanda 
Acadêmico : Antonio Jorge Santos.
Cadeira : 24

Petrópolis Estado do Rio de Janeiro
Foi onde nasci entendi o que é amor!
Amo tudo na minha vida:
As crianças, jovens e idosos,
O ar que respiro,
A água que mata minha sede,
O chão onde nasci e cresci,
A beleza infinita da natureza,
O cantar dos passarinhos, 
E até quando o mar se levanta!
Amo tudo o que Deus fez para mim...
E agradeço a Deus por este amor
Que sinto em meu coração.
Posso ser um fraco humano,
Mas revestido de amor. 
________Antonio J Santos

PROJETO : MEU BERÇO, MEU ORGULHO * JOANA TIEMANN GABE






Academia Virtual de Letras - Poesias

Publicado por Joana Tiemann Gabe · 4 de dezembro às 08:00 · Editado · 

PROJETO : MEU BERÇO, MEU ORGULHO

Patrono: Pablo Neruda

Acadêmica: Joana Tiemann Gabe

Cadeira:12

IBIRUBÁ...

Ibirubá,em Tupi-Guarani significa pitangueira do mato, pois esta é uma árvore persistente que está sempre em crescimento, tal qual o município.

Sua população estimada é de 19.358 habitantes

Com a economia alicerçada na agricultura, indústria e comércio, Ibirubá é referência para outros municípios próximos que buscam a localidade para seus negócios.

Município acolhedor que tem o seu povo como o seu maior tesouro. Gente que trabalha e luta por um dia a dia melhor, que acredita na sua cidade.

Veja como é linda a minha cidade

Aqui a natureza persiste e insiste

Em ser ela a Majestade

Há dias em que o céu e a terra

Preparam-se para um duelo

De ser daqui

O cenário mais belo

Será a terra? com seu tapete verde

Verde esperança

Colheita farta

Na terra da bonança

Será o céu?

Que derrama em dias tão esperados

Chuva gotas de mel

Aqui o povo clama em uma só voz:

Para nós 

Não há vencedor

A terra que planta o amor

Necessita do mel que vem do céu

Para ver desabrochar a flor.

Joana Tiemann

PROJETO MEU BERÇO MEU ORGULHO Geilda Souza de Carvalho


Projeto: Meu Berço, Meu Orgulho!
Patrono: Paulo Leminski
Acadêmica: Geilda Souza de Carvalho
Cadeira: 22


"MEU BERÇO, MEU ORGULHO"

Nasci na cidade do interior... Meu berço, Meu Orgulho!
Recebeu nome pelos Bandeirantes que ali passaram...
Oh! Um Rio Novo! Surgiu assim a cidade...
Meu Berço, Meu Orgulho! Meu porto seguro!
Ali vivi os meus nove anos...
Saudades da minha infância... Saudades da minha terra...
Alegre, sorridente e feliz!
Momentos que ficaram guardados na memória, que fizeram minha história.
Meu berço, Meu Orgulho, lembra-me das brincadeiras de criança...
Pulava corda, amarelinha, as cinco Marias, pique-bandeira...
Corria velozmente, brincava de esconde-esconde atrás da bananeira...
Pra pegar meu gato... Que não parava de miar. Miar... 
Pássaros em revoada e ouvia o canto da cigarra... Chuva na certa!
Relâmpagos, trovões, vento forte e ventania... Minha história com alegria!
No fim da tarde, lá vem o trem... Piui... Piui...PIUI...
É a Maria Fumaça, fazendo algazarra...
Ai! Que saudades da minha terra, cidade onde nasci...
Do tempo pequeno que ali eu vivi! Meu orgulho, Meu Berço... Nenê amado!
Da Padroeira da cidade NOSSA Senhora da CONCEIÇÃO, rogo pro meu povo amado...
Acalentar meu Berço, Meu orgulho! Do meu canto chorado.
Meu Berço, Meu orgulho amado!

Geilda Souza de Carvalho
04/Dezembro /2015
Imagem extraída do google

EVENTO: MEU BERÇO MEU ORGULHO * JOSÉ MANUEL CABRITA NEVES*



EVENTO: MEU BERÇO MEU ORGULHO
Patrono : Antero de Quental
Académico : José Manuel Cabrita Neves
Cadeira : 07


MEU BERÇO MEU ORGULHO

Vendas Novas minha amada,
Berço que me viu nascer…
Hei-de amar-te até morrer,
Minha eterna namorada!

É um gostar tão profundo,
Uma tão doce memória,
Que sinto de orgulho a glória,
De seres única no mundo!...

O cordão umbilical,
Que nos prende, que nos liga,
É bálsamo que mitiga
A orla sentimental…

O teu chão que então pisei,
Com a pele dos próprios pés,
Corri-o de lés a lés,
Nos tempos em que brinquei…

Quando a terra era lavrada,
Cheirava com tal pureza,
Que ao redor a natureza,
Ficava mais perfumada…

Há coisas que não se explicam,
Sentem-se no coração!
Assim, as lembranças são,
Das vivências que em nós ficam!...

José Manuel Cabrita Neves

Imagem: Vendas Novas imagem parcial poente

PROJETO MEU BERÇO MEU ORULHO *PAULO MONTEIRO*



Evento: Meu Berço, Meu Orgulho
Patrono: Mário Quintana
Acadêmico :Paulo Monteiro
Cadeira : 09


MINHA TERRA INSPIRADORA

Paulo Monteiro

Nasci em Passo Fundo, uma das cidades mais importantes do Rio Grande do Sul. Destaca-se pelos elevados níveis nas áreas da Educação e da Saúdo. Aqui meus ancestrais escolheram para viver e eu, também, optei por viver aqui. Tive oportunidade de mudar-me para centros maiores, mas optei por não sair de minha terra natal, hoje, por força de Lei Federal, Capital Nacional da Literatura.

Um dos meus primeiros poemas, aos 13 anos, foi escrito e publicado em Passo Fundo,

Eis sua história.

O mundo fervia naquele ao de 1968. A fervura era tanta que não consegui me inscrever para fazer o Exame de Admissão ao Ginásio. Restou a alternativa de cursar a 6ª Série no Colégio Joaquim Fagundes dos Reis e, no ano seguinte, continuar o Curso Ginasial no Colégio Estadual Nicolau de Araújo Vergueiro.

Era Deus escrevendo por linhas tortas.

Ali, uma professora de Português publicava um jornalzinho composto em mimeógrafo a tinta, reunindo trabalhos de alunos, professores e de outras pessoas da comunidade. Seu nome: Zilka Neff Rosa. Certo dia passou na sala de aula solicitando colaboração dos alunos.

Eu, que vivia imitando canções ouvidas no rádio, resolvi escrever um poema, como contribuição para o "Fagundes em Foco". Modéstia à parte, ao sair o jornal, um halo de fama começou a se formar ao meu redor.

Vieram outros poemas. E, no mês de agosto, ao escrever um poema sobre Passo Fundo, uma surpresa, Dona Zilka (era assim que a chamávamos) deu-me uma série de explicações sobre a história de Passo Fundo. E orientou-me a alterar a primeira quadra, que era a seguinte:

Passo Fundo, foste matas
e onde estão as tuas ruas,
nos tempos de antigamente, 
cruzavam índios Charruas.

Falou-me sobre licença poética e ensinou-me que os charruas não viviam em Passo Fundo. Disse-me que aqui era território de Guaranis e Tapes. Mudei a estrofe para:

Passo Fundo, foste matas
onde viviam leões
e onde dominavam os Tapes,
senhores destes sertões.

Perguntei-lhe onde aprenderia sobre licença poética e história de Passo Fundo. Recomendou-me a leitura de dois livros existentes na biblioteca da escola: O Tratado de Versificação, de Olavo Bilac e Guimarães Passos, e Passo Fundo das Missões, de Jorge Cafruni.

Li os dois e aqui estou, quase meio século depois, escrevendo estas linhas e apaixonado pela Poesia e a História, continuando aquela aula particular que recebi de Dona Zilka.

PROJETO AVL MEU BERÇO MEU ORGULHO




PROJETO AVL

MEU BERÇO MEU ORGULHO

Este é mais um desafio da AVL aos seus acadêmicos.
O local onde nascemos é uma raiz à qual estamos ligados por laços de amor.
A nossa Cidade, a nossa terra, é para cada um de nós motivo de orgulho por isso, vamos falar desse orgulho com as palavras que os nossos corações sabem sentir e as nossas mãos sabem escrever.
Não têm interesse os aspectos geográficos ou cronológicos mas sim, os aspectos sentimentais que nos ligam como a um cordão umbilical.
Vamos pois falar desse local onde nascemos, em verso ou em prosa poética e apenas numa das formas, não nas duas em simultâneo.
Este desafio pretende repetir-se trimestralmente.
Vamos honrar esse pedaço de terra que nos viu nascer.


Maria Ivoneide Juvino de Melo.
Presidente.
Maceió, 01 de dezembro de 2015

PROJETO MEU BERÇO MEU ORGULHO *ELIAS TORRES*



Evento: Meu berço meu orgulho

Patrono: Graciliano Ramos 
Acadêmico: Elias Torres 
Cadeira: 11


Adamantina nossa jóia

Adamantina cidade menina 
Que me viu nascer com sutileza 
É a beleza dos adamantinenses 
Tornou se senhora jóia que ilumina

Quem nasceu nela tem o seu lume 
Seu povo tem seu costume 
Terra de gente feliz e que ama 
Lá a solidariedade emana

Minha avó falava dela radiante 
Quero levar esse afeto adiante 
Uma de minhas fontes que mergulho 
Adamantina, meu berço meu orgulho.

PROJETO MEU BERÇO MEU ORGULHO *MARIA JOÃO BRITO DE SOUSA*



EVENTO : MEU BERÇO, MEU ORGULHO

Ao Conselho de Oeiras. Ao Estuário do Tejo.

Patrono: Manuel Maria Barbosa du Bocage
Académica: Maria João Brito de Sousa 
Cadeira: 06


SIMBIOSE

Nas águas do meu rio, no ponto exacto
onde o mar num abraço o recebeu,
me espelho e nesse amplexo me retrato
e sou muito mais rio do que sou eu...

Mas sou também pinheiro, erva do mato,
rochedo, alga-marinha, azul do céu,
vento que rodopia em desacato,
molécula de ar puro, haste que ardeu

Na terra a onde me sou, se me relato
no que em mim nasça do que em mim morreu
e no mais que, de meu, guarde em recato,

Qual mastro vertical, sangue ou troféu,
nessa fusão maior, sublimo o gato
que morre a defender um chão que é seu!

Maria João Brito de Sousa - 31.10.2015 - 21.31h

PROJETO MEU BERÇO MEU ORGULHO *EMILIA GUERRA*


Projeto : Meu Berço Meu Orgulho
Patrono : Ariano Suassuna
Acadêmica : (Emília Guerra) 
Cadeira : 04

MEU LUGAR 

Acuda-me lembranças 
nos traquejos das emoções
de Esperança do meu lugar 
que mora em mim...

Montes de pedras nos lajedos
da memória de uma capelinha
tão minha e inesquecível nos
apelos da minha fé inabalável!

Suave desejo de reencontrar
todo meu amor materno e filial
de uma saudade imensa sem igual.

Sou sim, sou a poesia do meu lugar
nos encantos da emoção inveterada
de uma mulher de Esperança encontrada.
Emilia Guerra

PROJETO MEU BERÇO MEU ORGULHO *JOSÉ LEITE GUERRA*



Projeto: Meu Berço Meu Orgulho
Patrono: Manoel de Barros
Acadêmico: José Leite Guerra
Cadeira: 05


(Homenagem a João Pessoa – Paraíba)

(José Leite Guerra)

à beira do Sanhauá
cidade de cajus, jambos, cajás
mangas e tropicais fruteiras
plantadas no calçamento
e estreitas calçadas
sem barcos que ancorem
em vitalino cais
tendo só por ornamento
ondulações fluviais

se guerras houve, raras
o corrimento de sangue
ficou coalhado na lama
escura do extenso mangue
se na conquista houve penas
foram as dos tabajaras
que fizeram a paz, em trama,
Piragibe, João Tavares
Martim Leitão, novos ares
subir ladeira , encontrar
no cimo, no alto, lugar
onde erigir a capela
ao soprar de brisas leves
Nossa Senhora das Neves
lá embaixo o Sanhauá
preguiçoso, suave
como sono após almoço
cidade sem alvoroço
pouco acima da maré
resistentes os pecados
frequentando cabarés
subir ladeira e encontrar
o antigo Ponto Cem Réis
edifícios antigos, chalés
cidade nunca se apronta
nem menina, nem matrona
vaidosa, usa sombras
verdes; amarelas,
roxas sedas, mil acácias
batom vermelho – flor de jambo
postada sobre as janelas
de ponta a ponta Seixas
cidade média, suas queixas
suspiro de mar, de praia
vezes por outra desmaia
está à beira de enfarte
ou à beira do Sanhauá?
cidade barroca, em arte
tem contornos, tem os riscos
de São Bento, São Francisco
do Carmo, Misericórdia.
Misericórdia, o Espaço
um esqueleto de aço
ossos lisos de metal
vocação provinciana
permanecer costumeira
em Teatro “Santa Roza”
em bicas assim formosas
e em vovós ladeiras
como estás modificada, cidade,
onde tua voz
nos pregões ficou calada?
teu ontem, teus bondes roucos
todas essas ruínas
de casarões, monumentos
quem acoita os facínoras
destruidores da História?
e, à noite, sobre a lagoa,
pousam de quando em vez
fantasmas de irerês
ao som de algum sino
a ponte envelhecida
carcomida
que teceu rendas
ao sol poente
não está adormecida:
namora o porto vitalino.

A beleza dela cabe
toda na imensidão
de meu coração de filho
desde o rio, o manguezal
até as praias afáveis
entre o rio Sanhauá
e o ondular do mar
um amor que sendo franco
avança com os anos
tal qual faz o Cabo Branco
no inquieto corpo das águas
nesta cidade querida
meu orgulho e meu berço
onde deito toda a vida
no aconchego sem preço
de emoção que desagua
em leito sem entulho
meu sincero orgulho.
José Leite Guerra.