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domingo, 16 de outubro de 2016

MEU PATRONO VISTO POR MIM – MARIA IVONEIDE JUVNO DE MELO

Patrono : Ferreira Gullar.
Acadêmica : Maria Ivoneide Juvino de Melo.
Evento : Meu Patrono Visto Por Mim

Nascido em São Luis do Maranhão, em 1930, Ferreira Gullar, procurou apontar em sua obra a problemática da vida política e social do homem brasileiro.

De uma forma precisa e profundamente poética traçou rumos e participou ativamente das mudanças políticas e sociais brasileiras, o que lhe levou à prisão juntamente com Paulo Francis, Caetano Veloso e Gilberto Gil em 1968 e posteriormente ao exílio em 1971 .

Poeta, crítico, teatrólogo e intelectual, Ferreira Gullar entra para a história da literatura como um dos maiores expoentes e influenciadores de toda uma geração de artistas dos mais diversos segmentos das artes brasileiras.
Anarquista, homem de brio e sensível ao suave e ao fascínio , enérgico quando é pra defender a causa justa da sociedade que ele acredita e leva adiante na sua poesia!Este é o poeta, escritor, tradutor, crítico de arte quem represento com grande honra e prazer!
PRIMEIROS ANOS

Para uma vida de merda
nasci em 1930
na rua dos prazeres

Nas tábuas velhas do assoalho
por onde me arrastei
conheci baratas, formigas carregando espadas
caranguejeiras
que nada me ensinaram
exceto o terror

Em frente ao muro negro no quintal
as galinhas ciscavam, o girassol
Gritava asfixiado
longe longe do mar
(longe do amor)

E no entanto o mar jazia perto
detrás de mirantes e palmeiras
embrulhado em seu barulho azul

E as tardes sonoras
rolavam
sobre nossos telhados
sobre nossas vidas .
Do meu quarto
ouvia o século XX
farfalhando nas árvores lá fora.

Depois me suspenderam pela gola
me esfregaram na lama
me chutaram os colhões
e me soltaram zonzo
em plena capital do país
sem ter sequer uma arma na mão.

(Buenos Aires, 1975)

MEU PATRONO VISTO POR MIM – CLEUSA MELO

Patrono: Renato Russo.
Acadêmica: Cleusa Melo.
Cadeira: 26
Meu Patrono Visto Por Mim.

Para mim, Renato Russo é o maior músico Brasileiro.
Na sua época com suas letras fortes e questionadoras podemos verificar que após vinte anos da sua morte parecem ser atuais. “Quem ouve, por exemplo, que “País é Esse” ou “Geração Coca-Cola” pela primeira vez acha que foram escritas na semana passada, de tão atuais que são.
Será que Renato Russo conseguia ver o futuro? Ou foi o Brasil que ficou parado com a mesma podridão na política, na educação, na saúde? Afinal que país é esse?
Vamos falar das obras de Renato Russo
Quem nunca se emocionou ao ouvir “Pais e Filhos”, vivendo o mesmo conflito identificando com um dos personagens? Quantos filhos e ou Pais se reconciliaram depois de ouvi-la?
Quem nunca se imaginou ter um romance igual ao do Eduardo e Mônica?
Quem nunca esteve numa roda de amigos tocando violão não cantou uma música do Renato ou preferiu a tarde ir à praia ver como o vento estava?
Quem nunca se imaginou em uma das letras do Renato Russo?
São tantas canções que tocam nossa alma e transbordam nosso coração de alegrias e boas lembranças que até nos emocionam, tenho certeza de que algumas das músicas dele já fizeram parte de algum momento especial da sua vida. Neste momento você está se lembrando ou cantarolando alguma enquanto lê.
Renato tinha uma forma especial de escrever que permitia e permite o ouvinte se transportar para a história de cada uma de suas músicas e imaginá-las em nossas vidas. Conseguia transformar o cotidiano em belas canções, transformar as coisas simples ao seu redor em memoráveis.
Que País É Esse
Renato Russo

Nas favelas do senado
sujeira pra todo lado
ninguém respeita a Constituição
mas todos acreditam no futuro da nação

que país é este

no amazonas no Araguaia
na baixada fluminense
Mato Grosso nas gerais
e no nordeste tudo em paz

na morte eu descanso
mas o sangue anda solto
manchando os papéis
documentos fiéis
ao descanso do patrão

que país é este

terceiro mundo se for
piada no exterior mas
o Brasil vai ficar rico
vamos faturar um milhão

quando venderemos
todas as almas
dos nossos índios
em um leilão

que país é este..

MEU PATRONO VISTO POR MIM – ELIAS TORRES

Patrono: Graciliano Ramos
Acadêmico: Elias Torres
Cadeira: 13
Meu Patrono Visto Por Mim.

Meu patrono, Graciliano Ramos foi um escritor brasileiro. O romance "Vidas Secas" foi sua obra de maior destaque. É considerado o melhor ficcionista do modernismo e o prosador mais importante da segunda fase do Modernismo. Suas obras embora tratem de problemas sociais do Nordeste brasileiro, apresentam uma visão crítica das relações humanas, que as tornam de interesse universal. Seus livros foram traduzidos para vários países. Seus trabalhos "Vidas Secas", "São Bernardo" e "Memórias do Cárcere", foram levados para o cinema. Recebeu o Prêmio da Fundação William Faulkner, dos Estados Unidos, pela obra "Vidas Secas".

Graciliano Ramosnasceu na cidade de Quebrângulo, Alagoas, no dia 27 de outubro de 1892. Era o primogênito de quinze filhos, de uma família de classe média do sertão nordestino. Passou parte de sua infância na cidade de Buíque, em Pernambuco, e parte em Viçosa, Alagoas. Fez seus estudos secundários em Maceió. Não cursou nenhuma faculdade.

Era uma pessoa de uma personalidade forte, não era covarde, falava claramente às claras e não se curvava as autoridades. Foi preso pela ditadura de Getúlio Vargas sob acusação (não formalizada) de ter conspirado no mal sucedido levante comunista de novembro de 1935. Sofreu muito, devido a muitas mudanças de prisões ficou doente. E veio a falecer no dia 20 de março de 1953 vitima de câncer no pulmão.

MEU PATRONO VISTO POR MIM – PAULO LEMINSK

Patrono: Paulo Leminski
Acadêmica: Simone Medeiros
Cadeira: 17

Meu Patrono Visto Por Mim

Tão excitante falar de meu patrono
Soa-me nos dedos sensações inquietantes
Tuas poesias carregam versos itinerantes
Nos fazendo mudar de sensações a cada instante
Deveriam ter te colocado em um trono
Pois, fostes aqui, no Brasil o 'rei' dos Haikais
Passeou por tantos lugares tua mente
Sorveu-lhes toda a essência, especialmente
Paulo Leminski, tu és pra mim, u' poeta irreverente
Pois, temos no íntimo algo em comum
Gostamos da vida, seja ela de qual sentido vier
Gostamos de versejar, sejam quais forem os sentimentos
Somos ecléticos nos pensamentos e ideais
Somos naturais, seres imperfeitos, nada convencionais
Gostamos, simplesmente do que nos faz bem,
Como todo bom e irreverente poeta,
Gostamos de escrever poesias, aceitamos poeticamente,
O que nos foi prometido, para o nosso bem...

(Simone Medeiros)

MEU PATRONO VISTO POR MIM – ANTONIO CARLOS ALMEIDA

Patrono: Cora Coralina
Acadêmico: Antônio C Almeida
Cadeira: 21
Evento - Meu Patrono Visto Por Mim

“Toda Mulher leva um sorriso no rosto e mil
segredos no coração
Clarice Lispector”

UMA MULHER CHAMADA CORA

Para a mulher os caminhos até o equilíbrio dentro da sociedade foi cercado de eventos de coragem e sacrifício. As mulheres que passaram por uma das datas significativas do direito da mulher viveram um marco histórico social.
O primeiro Dia Internacional da Mulher foi celebrado em 28 de fevereiro de 1909 nos Estados Unidos por iniciativa do Partido Socialista da América, em memória do protesto contra as más condições de trabalho das operárias da indústria do vestuário de Nova York. Nesta mesma época Cora Coralina contava com 20 anos e tinha escrito os seus primeiros textos aos 14 anos, publicando-os posteriormente nos jornais da cidade de Goiânia, e nos jornais de outras cidades, como constitui exemplo o semanário "Folha do Sul" da cidade goiana de Bela Vista e nos periódicos de outros rincões, assim como a revista A Informação Goiana do Rio de Janeiro, uma afronta para o que seguia nos conceitos de valores da época.
A 1ª mulher brasileira a tirar um título de eleitor, foi a potyguara Celina Guimarães em 1927 no Rio grande do Norte, onde nasceu o primeiro voto da mulher. No período que se segue desde o Dia Internacional da Mulher até o primeiro voto Cora tinha em 1911 partido para o estado de São Paulo com o advogado Cantídio Tolentino de Figueiredo Bretas. Viajara com um homem casado, grávida de seu primeiro filho, marcando a época com o confronto com a igreja e sua própria Cidade.
Na década de 60 o movimento feminista invadiu a Europa e os Estados Unidos buscando novos horizontes, queimando sutiãs em praça pública em protesto a antigos padrões sociais, e desde então o universo masculino nunca mais foi o mesmo. No Brasil, a revolução só tomou fôlego de fato na década seguinte. Com a popularização da pílula, a mulher viu-se livre de uma gravidez indesejada.
Em 1956 Cora Coralina retorna a Goiás, mudou-se para Penápolis, no interior do estado, onde passou a produzir e vender linguiça caseira e banha de porco. Mudou-se em seguida para Andradina, cidade que atualmente, mantém uma casa da cultura com seu nome em homenagem. Em 1965 em pleno movimento feminista lançou o seu primeiro livro aos 76 anos de idade e despontou na literatura brasileira como uma de suas maiores expressões na poesia moderna. Em 1982 – mesmo tendo estudado somente até o equivalente ao 2º ano do Ensino Fundamental – recebeu o título de doutora Honoris Causa pela Universidade Federal de Goiás e o Prêmio Intelectual do Ano, sendo, então, a primeira mulher a receber o troféu Juca Pato.
No Ano de 1984 o Congresso Nacional ratificou a Convenção para eliminar todas as formas de discriminação contra as mulheres, com algumas reservas. No ano seguinte Cora Coralina foi reconhecida como Símbolo Brasileiro do Ano Internacional da Mulher Trabalhadora pela FAO. Morreu em Goiânia, aos 95 anos, em 1985.
Os fatos que cercam o poeta e a sua percepção da realidade o torna a pessoa que transparece em seus poemas. Vivendo as realizações e os sofrimentos de uma luta por igualdade desenhou os seus textos sem revolta, com muita humildade e conquistando tantos corações aflitos. Marcando um século, assegurando sua história como marco na formação de uma nova sociedade. São nas atitudes e realizações que membros da sociedade exigem seus direitos a partir de seus exemplos.
Por: Antonio C Almeida
Referências bibliográficas:
CORA CORALINA - CORAÇÃO VERMELHO
“Saber Viver" - Cora Coralina (Juca de Oliveira) & "Samba da Bênção" - Vinicius de Moraes
Cora Coralina (1/2) - De Lá Pra Cá - 21/09/2009 – TV Brasil
Enciclopédia Itaú Cultural (s/d). Verbete "Cora Coralina" Itaú Cultural.
NUNES, César Aparecido. Desvendando a sexualidade. São Paulo: Papirus. 1999.

MEU PATRONO VISTO POR MIM – ELISABETE DECOLÓ

Patrono; Alvares de Azevedo.
Acadêmica: Elisabete Decoló.
Membro honorário.
Evento:Meu Patrono Visto Por Mim.

Alvares de Azevedo morreu jovem, com apenas 21 anos, mas deixou sua marca na literatura romântica. O autor pertenceu à 2ª fase do romantismo brasileiro e buscava inspiração no poeta britânico Lord Byron. O amor inalcançável e o pessimismo são temas constantes nas obras do escritor brasileiro.
Escolhido por Coelho Neto, Álvares de Azevedo é o patrono da cadeira nº 2 da Academia Brasileira de Letras (ABL). O escritor deixou obras marcantes para a literatura, como “Lira dos Vinte Anos”, “Noite na Taverna” e “Macário”. A primeira, faria parte de uma trilogia de liras, cada uma seria escrita por um autor. Aurelino Lessa e Bernardo Guimarães eram os sócios de Azevedo nessa empreitada.
MOVIMENTO LITERÁRIO
O escritor faz parte da 2ª fase do romantismo brasileiro, o movimento conhecido como ultra-romantismo foi fortemente influenciado pelo poeta britânico Lord Byron.
Estilo
Os textos do autor costumam apresentar certa agilidade, como se houvesse um nervosismo na escrita. Apesar do pouco tempo de vida, o poeta escreveu enquanto pôde em grande quantidade, mas teve pouco tempo para estabelecer um estilo próprio. É possível perceber traços do pessimismo e da melancolia na obra de Azevedo, elementos característicos também na obra do poeta Byron. Elementos de humor e drama em algumas obras, assim como traços de ironia, também são perceptíveis.
BIOGRAFIA
Nascido em São Paulo, Manuel Antônio Álvares de Azevedo viveu os primeiros anos de vida no Rio de Janeiro. Filho de Inácio Manuel Álvares de Azevedo, na época estudante de Direito, e Maria Luísa Mota Azevedo, o escritor retornou para a cidade natal para seguir os passos do pai na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco.
PRINCIPAIS OBRAS
Lira dos Vinte Anos
Macário
Noite na Taverna
Durante a faculdade, o envolvimento com as letras ficou mais forte. Foi nessa época, em 1849, que fundou a revista da Sociedade Ensaio Filosófico Paulistano. Além disso, fez parte, com outros amigos poetas, da Sociedade Epicuréia. Morreu em 1852, com apenas 21 anos, e não chegou a concluir o curso de Direito. Morreu doente, tuberculoso, como muitos poetas.
Escreveu o poema “Se eu morresse amanhã” pouco tempo antes de sua morte.

16/10/2016

MEU PATRONO VISTO POR MIM – VÂNIA OLIVEIRA

Patrono: Pixinguinha
Acadêmica: Vânia Oliveira
Cadeira: 20
Evento - Meu Patrono Visto Por Mim..

Quem sou eu pra relatar,
Meu patrono Pixinguinha
Excelência em poetar
Vocação, talento tinha.

Quem nunca cantou um dia,
O clássico Carinhoso,
Marcou com sabedoria
Um músico valioso.

Fico aqui a engrandecer,
De uma forma simplesinha,
E também pra agradecer,
Quem ouvir meu Pixinguinha.

Vânia Oliveira
15/10/16

(Interpretado por Choro Fino)


MEU PATRONO VISTO POR MIM – SIMONE MOISÉS

Patronesse :Clarice Lispector
Acadêmica: Simone Moises
Cadeira: 10
Meu Patrono Visto Por Mim

EPIFANIA E CLARICE LISPECTOR

Contista e romancista
Ela é do período modernista
Oras subjetiva e introspectiva
Mas também realista e expressiva.
Convida o leitor ao clímax
E a reflexão de questões existencialista.
De um turbilhão de emoções pensamentos e reflexões.
Com leituras recheadas de confusões, singularidades
E principalmente inovações.
Fluxos de consciências e epifanias, suas características.
Com privilegiadas expressões linguísticas.
Clarice explorava temáticas
Psicológicas de modo profundo.
Como não querer esboçar, o entendimento, a essência e a visão do seu mundo?.

SyMoises 12 Outubro 2016


MEU PATRONO VISTO POR MIM – SANJO MUCHANGA

Patrono : Affonso Romano Santanna
Académico : Sanjo Muchanga
Cadeira : 08
Evento Meu Patrono Visto Por Mim

Luto pela pátria
E pelos meus irmãos
Estrangulados pela fome
Luto pela miséria
Programada pelos políticos
De meia tigela
Luto pela guerra
Orquestrada pelos hipócritas
Que nos governas
Luto pelo luto
Do filho amado
Da minha terra
Luto para ser livre
Livre das guerras
Livre das torturas políticas.
Eu luto para por fim
Ao luto da minha terra.

Sanjo Muchanga


MEU PATRONO VISTO POR MIM – RITA HELENA NEVES

Patrono : Olavo Bilac.
Acadêmica : Rita Helena Neves.
Cadeira : 22
Meu Patrono Visto por Mim

Eleito o Príncipe dos poetas Olavo Bilac nasceu em um berço nobre, filho do primeiro Marquês de Maricá, de onde herdou sem dúvida, no sangue e na alma, sua austeridade
Teve uma infância cercada de histórias e hinos militares. o que contribuiu para o desenvolvimento de duas características muito presentes em sua obra... o nacionalismo e a imaginação
Em 1880, entrou para a Faculdade de Medicina, por vontade do pai, e depois Direito, sem concluir nenhum dos cursos
Olavo Bilac dedicou-se à poesia e ao jornalismo, publicou suas primeiras poesias, em 1883, na Gazeta Acadêmica. Nesse mesmo ano, conheceu Alberto de Oliveira e sua irmã Amélia de Oliveira, por quem se apaixonou, mas foi impedido de casar, pois a família não aceitava a vida boêmia do poeta..
No entanto foi na boêmia que provavelmente Bilac misturou a sua linhagem clássica à raça e ao tempero do povo,sempre presente em sua inspiração
Era um orador eloquente, que defendeu importantes causas políticas, a de maior destaque foi a luta em prol do serviço militar obrigatório. Em 1889, escreveu o Hino à Bandeira, mostrando todo o seu amor pela pátria e seu espírito rebelde,opondo-se ao governo de Floriano Peixoto foi preso e exilado em Ouro Preto, então capital de Minas Gerais, onde escreveu “O Caçador de Esmeraldas”. Em 1897, foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras.
A bandeira brasileira, que é um símbolo nacional, foi homenageada por Olavo Bilac em seu hino à bandeira
“Salve lindo pendão da esperança!
Salve símbolo augusto da paz!
Olavo Bilac formou junto com Raimundo Correia e Alberto de Oliveira, a famosa “Tríade Parnasiana”, inspirado na mitologia greco-romana, abordando-a nas poesias “O Julgamento de Frinéia”, “Messalina”, “Lendo a Ilíada” etc. O livro “Profissão de Fé” se tornou uma espécie de postulado do Parnasianismo. Para ele, o poeta deveria trabalhar as palavras minuciosamente, procurando a perfeição formal, a pureza linguística e a elegância do vocabulário.
Nos saraus e salões literários típicos da época, seus sonetos eram exaustivamente declarados. Segundo o poeta Manuel Bandeira, isso ocorreu em virtude da fluência de Bilac na linguagem e na métrica, além de sua sensualidade sempre à flor da pele. Para Bandeira, esse conjunto tornava-o muito acessível ao grande público. Embora fosse Parnasiano de alma, possuía uma sensibilidade próxima ao subjetivismo romântico. Veja isso no poema “Um beijo”:
“Foste o beijo melhor da minha vida,
ou talvez o pior...Glória e tormento,"
Olavo Bilac faleceu aos 53 anos, no dia 28 de dezembro de 1918, em sua cidade natal, o Rio de Janeiro. Entretanto, seus poemas permaneceram vivos na Literatura Brasileira, sendo impossível falar no Parnasianismo Brasileiro sem falar em Olavo Bilac.
O que é Parnasianismo:
Parnasianismo é uma escola literária que surgiu na França em meados do século XIX, que tinha como objetivo a criação de "poesias perfeitas", valorizando a forma e a linguagem culta, e criticando o sentimentalismo do Romantismo.
Etimologicamente, a palavra "parnasianismo" surgiu a partir do grego "Parnassus", lugar onde, de acordo com a mitologia grega, viviam as musas e ninfas; além de ser a casa do deus Ápolo e da poesia. O nome deste movimento literário também foi escolhido em homenagem à primeira publicação parnasiana, intitulada "Le parnasse contemporain", que continha todas as características base desta escola.
Num dos mais belos poemas, Bilac revela todo o seu arrependimento de não poder ter vivido mais intensamente do que desejou.

"Remorso"

Às vezes uma dor me desespera...
Nestas ânsias e dúvidas em que ando,
Cismo e padeço, neste outono, quando
Calculo o que perdi na primavera.
Versos e amores sufoquei calando,
Sem os gozar numa explosão sincera...
Ah ! Mais cem vidas ! com que ardor quisera
Mais viver, mais penar e amar cantando !
Sinto o que desperdicei na juventude;
Choro neste começo de velhice,
Mártir da hipocrisia ou da virtude.
Os beijos que não tive por tolice,
Por timidez o que sofrer não pude,
E por pudor os versos que não disse !



MEU PATRONO VISTO POR MIM – NILLO COSTA

Patrono;Almeida Garret.
Acadêmico;Nillo Costa.
Cadeira;09

MEU PATRONO VISTO POR MIM

Quem conhece o poeta romancista,
escritor,autor de peças teatrais e outros,
o Poeta Almeida Garret;poeta português.
considerado um dos mais importantes
escritor do romantismo,um grande
Português nascido no porto,
Um poeta que possui um forte caráter,
Um poeta romântico,autor de vários
textos políticos,históricos,mais foi na poesia
que se destacou com muito ênfase...
...POR ISSO,
Quando
ele sonhava
os teus
cinco sentidos,
o levaram a uma
única mulher.
"HELENA"
o nome dela o fazia
suspirar de amor,
de saudade,sonhar.
Anjo és teus olhos,
que os olhos dele
cegou de tanto amor.

__Nillo Sergio___
@PoetaDoBalcão.



MEU PATRONO VISTO POR MIM – MARIA JOAO DE BRITO

Patrono: Manuel Maria Barbosa du Bocage
Académica: Maria João Brito de Sousa
Cadeira: 06

Evento: Meu Patrono Visto por Mim

TENTA EM VÃO...

Tenta em vão temerária conjectura
Sondar o abismo do invisível Fado
Que, de umbrosos mistérios enlutado,
Some aos olhos mortais a luz futura.

Presumia (ai de mim!) vendo a ternura
Daquela que me trouxe enfeitiçado...
Presumia que Amor tinha guardado
Nos braços do meu bem, minha ventura...

Ó Terra! Ó Céu! Mentiram-me os brilhantes
Olhos seus onde achei suave abrigo;
Quão fáceis de enganar são os amantes!

Humanos que seguis as leis que sigo,
Vós, corações que ao meu sois semelhantes,
Ah! Comigo aprendei, chorai comigo!

Bocage
In "Lírica"

CONFISSÕES DE UMA META-SONETISTA

"Tenta em vão temerária conjectura"
Sondar, de uns versos, a razão suprema,
Porventura esperando que não trema
A mão que já fraqueja na procura...

"Presumia (ai de mim!) vendo a ternura",
Essa ingénua ternura, imensa e extrema,
Que nunca vacilasse e, num poema,
O próprio se explicasse... que loucura!

"Ó Terra! Ó Céu! Mentiram-me os brilhantes"
Mais do que mentir possa algum mendigo
Sobre as razões de uns gestos vacilantes...

"Humanos, que seguis as leis que sigo(,)"
E que, mais que o que estou, estais vigilantes,
Dir-mo-eis vós melhor que o que eu vos digo!

Maria João Brito de Sousa - 08.10.2016 - 16.02h


MEU PATRONO VISTO POR MIM – LUIZ BERNARDO

Patrono : Rubem Alves.
Acadêmico : Luiz Bernardo
Cadeira : 29
Evento : Meu Patrono Visto Por Mim

Virei passarinho

Chamei meu amor a me acompanhar
E ao sabor de uma boa taça de vinho
Uma noite perfeita para dormir e amar
Em meu sonhar virei um passarinho

Ali voei por entre as paginas abertas
E toda liberdade foi ditada em versos 
Foram dezenas de palavras tão certas
Em mil livros de assuntos tão diversos

A educação que leva o plebeu ao trono
Vi as filosofias da vida sempre certas
A religião que me livrou do abandono

Eu percebi as letras de meu patrono
Ele falava verdades mais completas
Era Rubens Alves a guiar meu sono

Luizão Bernardo / Seropédica - RJ


MEU PATRONO VISTO POR MIM – LUIZA SENIS

Patrono: Vinicius de Moraes
Acadêmica : Luiza Senis
Cadeira : 33
Meu patrono Visto Por Mim

Boêmio inveterado conquistador
contumaz, curtia seu uísque
fumante sob maneira ...
Poeta de um lirismo embriagador
Visto por Jobim como o poeta
que compunha lindos sonetos
Jobim então lhe atribuiu o apelido
carinhoso , de poetinha que eternizou
Vinicius de Moraes
Peculiaridades : Casou-se nove vezes
Poeta essencialmente lírico.
Sua obra é bastante numerosa
passando pelo cinema literatura
Teatro, porém a poesia seu encantamento maio
No campo da música Vinicius teve
como parceiros Tom Jobim João Gilberto Toquinho Baden Powel Chico Buarque e Carlos Lyra.
Esta é uma pincelada colorida pela
AQUARELA uma das famosas canções
Deste parceiro e amigo particular Toquinho ,e ele Vinícius de Moraes.

Luiza Senis
Direitos Preservados.

MEU PATRONO VISTO POR MIM – KAINHA BRITO

Patrono: J. G. de Araujo Jorge
Acadêmica: Maria S. P Silva – Kainha Brito
Cadeira 14
Meu Patrono Visto Por Mim

Admiro meu Patrono J. G, De Araújo
Jorge, por ser em primeiro lugar, um
Ser humano sensível e voltado para o
Povo, amava política, foi deputado federal
Participava das lutas anti-fascista lutou
Contra o “Estado Novo” regime ditatorial
Do Governo Vargas e foi preso por isso
Desde criança já entrou para o mundo da
Poesia e já colaborava com a imprensa
Estudantil. Meu patrono, li várias obras
Suas, senti à sua sensibilidade à flor da
Pele, senti a ternura da sua alma e a
Profundeza do seu senti, encantei-me,
Com suas poesias, me emocionei a ponto
de chorar, lendo as últimas estrofes da sua
Poesia: Os versos que te dou. Sua forma
Simples bela e intensa de expressar seus
Sentimentos, tocaram mina alma e o meu
Coração, romântico, apaixonado, ousado e
Intenso aplausos mil ao meu patrono J. G.
De Araújo Jorge. Foi chamado, de o poeta
Do povo e da mocidade, por causa da sua
Mensagem social e política e por sua obra
Lírica e linguagem simples, romântica e
Moderna. Foi um dos poetas mais lidos
E talvez por isso mesmo, o mais combatido
Do Brasil. Muito popular, alcançando os
Jovens e o povo em geral, suas poesias
Tocam o coração e a alma das pessoas,
Porque falam de amor, de sentimentos,
Profundos e traduzem seus desejos,
Angustias e esperanças, sinto-me
Tocada, profundamente, com suas
Poesias. o vejo, como um homem
Maravilhoso, amável, intenso e de
Alma linda! Romântico, sensível e
Admirável em toda a sua maneira
De ser, José Guilherme de Araújo
Jorge, nasceu em Vila de Tarauacá,
Estado do acre aos 20 de Maio de
De 1914 onde passou sua Infância
Foi casado com Maria Souza de Araújo
José Guilherme de Araujo Jorge.faleceu
Em 27/janeiro/ 1987

Kainha Brito
Direitos Autorais Preservados

MEU PATRONO VISTO POR MIM – JOSÉ LEITE GUERRA

Patrono : Manoel de Barros
Acadêmico : José Leite Guerra
Cadeira : 05
Meu Patrono Visto Por Mim

MANOEL, POETA DA TRANSFIGURAÇÃO

Manoel de Barros é um erudito em captar a dimensão filosófica da natureza. A acuidade do poeta curitibano está no congraçamento e na exploração do invisível contido nas motivações de seus temas.
Considerado por uns como primitivo. Concordo. Mas, melhor o classifico como poeta primitivista, pintor de ritmos e fluorescências como poucos. Em seus traços de forma e conteúdo consegue harmonizar um “colorido” literário, dentro de uma movimentação exótica ou ex-ótica (fora da ótica ortodoxamente classificada). Seriam poemas naifes? Deriva, tartamudeia o facilmente apreensível, confunde estilísticas bem alinhadas, bem compostas e confortavelmente assentadas em regras e mandamentos retilíneos. Um explorador de novidades, um mágico que puxa palavras de nadas e as transforma em tudos. Um percuciente malabarista que sacode na página a genialidade de estilo afrontoso, muitas vezes. Tal inquietude de Manoel de Barros nos lembra a de alguém que sabe o que elabora, todavia se deixa ingressar num “ambiente psicológico” em comunhão com a natureza mais sublime ofertada pela fauna e pela flora. Ou pela criança que saltita em sua alma larga, sem medo de quebrar jarros de paradigmas.
O universo manuelino merece melhor atenção. Poeta de grandeza sublime. Maior ou menor? Nem uma coisa nem outra. Apenas um poeta diferente com poemas diferenciais. Largado no entorno de si mesmo procura no cenário natal, o que muitos classificam como “surrealismo pantaneiro”, ou seja, o pantanal visto pela lente criativa de Manoel de Barros não se torna unifocal, porém ressurge, qual inúmeras aquarelas foto-poéticas que se deitam em inimitáveis contornos dados pelo bardo a seus escritos imortais. Explora curiosamente a riqueza íntima da convivência dos abundantes e ricos cenários visíveis e os transforma em metáforas.
Tal cruzamento de ambiências íntimas, do metamorfosear a matéria para dela fazer surgirem elaborações literárias de equilíbrio e bom gosto, vemos como a tônica predominante na quase totalidade da obra: a espontaneidade, o primitivismo (no sentido de simplicidade expressiva), o surrealismo que delineiam o pensar filosófico-telúrico do que pretende deixar registrado no que escreve.
Manoel de Barros, um excêntrico, capaz de modificar costumeiros enunciados literários em novíssimos ecos capazes de descentralizar ou desbancar a retilineidade a que se agravam certos modelos ultrapassados. A obra manuelina é paradigmática no concernente a estabelecer uma inovação na construção do poema, não para contrariar ou contradizer uma maneira de escrever poemas, porém para enaltecer a capacidade sem limites de jogar com a Poesia, traduzindo-a em expressões e impressões renovadoras.



MEU PATRONO VISTO POR MIM – HUDSON RIBEIRO

Patrono: Walt Whitman.
Acadêmico: Hudson Ribeiro.
Cadeira: 19.
Evento : Meu Patrono Visto Por Mim.

A POESIA VIRAMUNDO DE WALT WHITMAN*
Para ser compreendida em sua plenitude a poesia do vagamundo, Wat Whitman, deve ser dimensionada no tempo e espaço em que foi engendrada, a fundamental inter-relação entre a história, o poeta e a sua obra. Em relação à história, Walt é considerado com justeza o poeta da revolução norte-americana, por isso a liberdade em seus versos ressoam com a força das armas bélicas.
O poeta encarnou em si mesmo o vagamundear como forma de experenciar a vida como ela é, e nessa busca de si mesmo para compreender as coisas, os fatos e as pessoas exerceu inúmeras atividades profissionais e se aventurou com afinco em muitas empreitadas onde a emoção do risco, longe dos conceitos apriorísticos o tornaram capazes de trazer a linguagem apropriada à fala conduzido pelas Musas, “Sermões e lógicas jamais convencem;
O peso da noite cala bem mais
Fundo em minha alma”.
Tal vagamundagem convenceu-o da necessidade de libertar as palavras nos versos livres, libertos e libertários. “Esta manhã, antes do alvorecer, subi numa colina para admirar o céu povoado,
E disse à minha alma: Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?
E minha alma disse: Não, uma vez alcançados esses mundos prosseguiremos no caminho”.
Hodiernamente, falar em revolução sempre soa como algo nostálgico e sem sentido, o máximo que encontramos são pessoas empenhadas em realizar reformas, que pela pouca transformação nas estruturas vigentes, apenas alcança um paliativo social, que o tempo ao seu tempo trata de revelar como nocivas e letais mazelas.
Em relação ao vagamundear, raramente encontramos alguém perambulando pelas ruas do mundo, todos muito atarefados em seus inúmeros afazeres em uma pressa para se ganhar tempo, que logo é consumido em outros afazeres, em uma desorientação muito semelhante a uma corrida de ratos cegos, pois a corrida não é ao encontro de algo ou de alguém, mas é sempre uma corrida de algo ou de alguém e a amiúde de si mesmo, a vida inautêntica odeia se encarar e ficar frente a frente com as suas insuficiências. E a poesia oriunda desse ventre infértil, dissimulasse nas penumbras do jogo das formas, como se a vida pudesse ser contida nas palmas das mãos.
Nesse cenário de niilismo ressentido e não assumido, a poesia realizada não traz em seu bojo a reflexão depurada no alto forno da indagação filosófica, nem nomeia o ser e nem conjuga o sagrado, limita-se a se formalizar e a si mesmo se despontencializa quando é elaborada sem o contexto espaço-temporal.
Ao ler Walt Whitman considerando essa fundamental propedêutica, alcançamos acessar toda a pujança desse poeta, que em nome da liberdade libertou os próprios versos aprisionados em formas hermeticamente fechadas e que já não traduziam a pulsão do nada, que move e alumia a vida.

* Walt Whitman
Walt Whitman (1819-1892) foi um poeta, ensaísta e jornalista norte-americano, foi considerado um dos poetas americanos mais influentes e muitas vezes chamado de “O Pai do Verso Livre”.
Walt Whitman nasceu em Long Island, Nova York, nos Estados Unidos, no dia 31 de maio de 1819. Foi jornalista, professor e funcionário público. Prestou serviços voluntários como enfermeiro durante a Guerra Civil Americana.
Considerado um humanista, suas obras representavam a transição entre o movimento transcendental e o realismo literário. Seu trabalho era muito controverso para seu tempo, principalmente a coleção de poesias “Leaves of Grass” (1855), que foi considerada obscena.
Entre suas obras estão: “A Terrível Dúvida das Aparências”, “Canção de Mim Mesmo”, “Eu Sou o Poeta do Corpo, e Eu Sou o Poeta da Alma” e “Não Me Fechem as Portas”. Walter Whitman faleceu em New Jersey, Estados Unidos, no dia 26 de março de 1892.

MEU PATRONO VISTO POR MIM – EVERALDO LISBOA

Patronesse: Martha Medeiros
Acadêmico : Everaldo Lisboa
Cadeira 12
Meu Patrono Visto Por Mim

Todos os tons.

Ler você é para mim 
Uma exaltação uma alegria
Como não amar ... A própria 
inspiração no verso no texto
nas crônicas que nos trás. 
De uma sensibilidade quê 
vi em poucos poetas da
atualidade
Martha Medeiros marcará 
no tempo e na história 
Seu nome estará tatuado
em cada estrela do espaço 
sideral
Luz de brilho único e
de excepcional encantamento 
Serás eternizada passe o tempo
que for.
Eleita por mim poetisa do
amor, seu fã incondicional 
quero aqui registrar : 
É um prazer te homenagear
todos os tons das cores fortes
aos tons pastéis sou um súdito 
aos seus pés.

Everaldo Lisboa


MEU PATRONO VISTO POR MIM – ANA CRISTINA DA COSTA

Patronesse: Ana Cristina Cesar
Acadêmica: Ana Cristina da Costa
Cadeira: 23
Evento: Meu Patrono Visto Por Mim

Doce Menina

Foi embora muito cedo
Poetisa talentosa
Tinha lá seus tantos medos
Deixou muito texto em prosa

Hoje é minha patronesse
Fazendo em mim bom aprendiz
Eu seria se pudesse
Uma boa e bela atriz

Moça culta irreverente
Num mistério nela envolto
Encantou a todo mundo

Verso livre leve e solto
Sentimento bem profundo
Com sua ‘alma rica e ardente
Ana Cristina da Costa.


MEU PATRONO VISTO POR MIM – EMILIA GUERRA

Patrono : Ariano Suassuna
Acadêmica : Emília Guerra
Cadeira : 04
Meu Patrono Visto Por Mim

Ode Ao Meu Poeta

A geografia literária do homem e escritor fenomenal, do reino da imaginação, fortalecida na força sertaneja nordestina, no reino de pedra emotiva, de base sustentada de Esperança, desafios e criatividade do Notável Ariano Suassuna, é minha observação e visão de forma a ser retratada, cultivada, respeitada e aplaudida.
Assim, vejo meu Patrono Ariano Suassuna, um homem de extrema fé e confiabilidade no ofício de lidar com a palavra, o sentir, o viver imensuravelmente sendo gente decente, respeitando a simplicidade do homem terra terra na origem da pedra: alicerce da vida, na metáfora da arte de sustentabilidade do verso e da prosa, nos pormenores do fazer acontecer o pensamento atuante de um cavaleiro na imaginação Quixotiana, ao seu modo e gesto, na arte renovada do enxergar o contexto e lida do povo retratado na obra imortalizada que seja na poesia, no teatro, cinema e televisão.
O diálogo serve como base e confronto com o todo, de pura simplicidade e sensibilidade, no confronto das várias realidades dentro da realidade regional de desafios, desacatos, conquistas, intermediações, humor, valentia, revolta e bandeira de ideal ilibado na fronteira destinada á saga de um povo carente de algo novo, na boa nova recheada de ótica revolucionária no artifício intermediado
de transformações a partir da saga Ariana, pura, relevante, atuante, brilhante e feroz, de pedra em punho, de metáforas significativas de
símbolos manejados de suma vitalidade imaginária.
Romanceando: A Pedra do Reino". se fez oferenda, no passo do seu reino, sendo rei sem súditos na gente da ficção espalhada na sábia obra literária. Além de inúmeras obras mais...
Vi o meu patrono pessoalmente, para Ele declamei, e o senti, na gama de sinceridade e desprendimento. em visita exclusiva, nos recebeu e autografou o romance : PEDRA DO REINO.
Vejo o meu Patrono, Ariano Suassuna, muito além das palestras, romances, aula espetáculo, peças de teatro e a obra armorial. Vejo meu Patrono, sem etc. e tal. Vejo meu patrono na vertente, tal o meu coração alcança, na soma de uma festa, da forma que queria ser visto, aplaudido entendido: como poeta. Conforme falou, em relatos de documentários e entrevistas. Nesta minha homenagem em prosa, modesta e singela na Ode ao meu Poeta.


MEU PATRONO VISTO POR MIM – EDI ALMEIDA

Patrono : Manuel Bandeira
Acadêmica : Edi Almeida
Cadeira : 11
Meu Patrono Visto Por Mim

Desvendo-te

Num monólogo extenso
inaudível como se fosse
por empatia
telepatia
nos falamos
Desvendando-te eu soube
até senti os teus conflitos
teus aflitos sentimentos
chorei e sorri com eles
nos tornamos parceiros
silentes conquanto eu
me embebia das tuas
variadas nuances
me encantava lendo-te
desvendando-te 
eu ia me ilustrando
com a tua vida
tua tão extensa obra
repleta de inusitadas histórias
além das minhas memórias
pelo menos desta vida
me ensinaste que a poesia
pode ser simples
oriunda dos temas comuns
que tenham relevância
Que encontramos rimas
e prosas
nos pequenos e nobres gestos
na humildade( Teu Dom Nato)
Desvendo-te ainda na tua
paixão pela vida e pelo teu entendimento 
que a morte é inerente
Nas desolações da sua infância
na doença que o assombrava
mas nem assim a descrevia
como drama ou tragédia
Romântico que se remodelou
com o "Existencialismo"
Desvendou-se Manuel Bandeira
como " O Poeta do Povo"
Reverencio-me ante a tua
majestosa presença
Meu Patrono

Edi Almeida
direitos preservados


MEU PATRONO VISTO POR MIM – DAVYD VINICIUS

Patrono: e. e. cummings.
Acadêmico: Davyd Vinicius.
Cadeira: 01
Meu Patrono Visto Por Mim

E. E. Cummings foi um poeta americano subversivo, que re-inventou a forma de expor em palavras tudo aquilo que dizia seu coração.
Cummings apostou no seu estilo próprio de escrita não fazendo jus ao uso ortodoxo de letras maiúsculas, minúsculas e pontuações, sendo assim criticado por muitos.
Vejo meu patrono como um grande exemplo de persistência e coragem, que acreditou em sua escrita e que disse tudo o que precisava ser dito, da forma que ele acreditava que tinha que ser. Que apesar de ir contra todos, tornou-se uma das vozes mais importantes da literatura no século XX. A escrita é um grande parque de diversões e Cummings soube aproveitá-lo muito bem, se aventurando sem medo nas suas palavras, dando a poesia a sua forma mais pura de expressão



MEU PATRONO VISTO POR MIM – ANDREIIHYA MARHYÁ

Patrono :Jorge de Lima
Acadêmica :Andreiihya Marhyá
Cadeira :30
Evento : Meu Patrono Visto Por Mim

Jorge Mateus de Lima,foi um poeta brasileiro,de União dos Palmares,Alagoas,nasceu em 23 de abril de 1895,atuou como pintor,tradutor,escritor,poeta,médico,e deputado federal entre os anos 1918 e 1922.Fez parte do segundo tempo do modernista.É um autor de uma vasta obra poética,que oscila entre o formalismo,o misticismo,as recordações de infância e a figura do negro.Estudou no Colégio Diocesano de Alagoas,com apenas 17 anos,escreveu o poema"Acendedor de Lampiões",
Estudou Medicina no Rio de Janeiro,em 1914,publicou"XIV",Versos Alexandrinos,que foi sua estreia no mundo literário em 1919,retornou a Maceió,onde exerceu a profissão e dedicou-se á política.Iniciou-se no Movimento Pernasiano,e,no final da década de 20,acercou-se de técnicas do Modernismo.Reuni-se as várias fases ,a epopeia Barroco-Surrealista.

OBRAS DE JORGE DE LIMA:
XIV ALEXANDRIOS,poesia 1914
O MUNDO DO MENINO IMPOSSÍVEL,
POESIA,1925
POEMAS 1926
NOVOS POEMAS,1927
SALOMÃO E AS MULHERES,ROMANCE 1927,
POEMAS ESCOLHIDOS,1932
O ANJO,ROMANCE 1934
CALUNGA,ROMANCE 1935
TEMPO E ETERNIDADE (Com a colaboração de MURILO MENDES)
A TÚNICA INCONSÚTIL,Poesia
1938
POEMAS NEGROS,1947
LIVRO DE SONETOS,1949
GUERRA DENTRO DO BECO,Romance 1950
A FILHA DA MÃE D'AGUA,Teatro
AS MÃOS,Teatro
OBRA POÉTICA 1950
INVENÇÃO DE ORFEU 1952

Em 1920 publicou varios livros de poemas entre os quais "ESSA NEGRA FULÔ"
Em 1935 foi eleito vereador,ocupando depois a presidência da Câmera dos Vereadores.Converteu-se ao Catolicismo e muitos dos seus poemas passaram a refletir sua religiosidade.Recebeu em 1940 O GRANDE PRÊMIO DE POESIA,CONCEDIDO PELA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS.Certa vez entrevistado para um jornal em 1952,Jorge de Lima,se definiu como uma singeleza:"Tenho um metro e 68 de altura ,59 quilos e meio e uso óculos,sou meio careca e meio surdo,Sou católico praticamente e meu santo é São Jorge,visto sempre cinza e acordo ás quatro da manhã com os galos e a aurora(...)Minha leitura preferida é poesia(...)Sou casado ,tenho dois filhos,e quatro netos,gosto de pintar,esculpir e compor.
Meses antes de morrer vítima de um câncer,"GRAVOU POEMAS PARA O ARQUIVO DA PALAVRA FALADA DA BIBLIOTECA DO CONGRESSO DE WASHINGTON,NOS ESTADOS UNIDOS.
Sua morte ocorreu em 15 de novembro de 1953,aos 60 anos de idade,no Rio de Janeiro.



MEU PATRONO VISTO POR MIM – ANA SOFIA

Patrono : Florbela Espanca
Acadêmica : Ana Sofia Carvalho
Cadeira : 31
Meu Patrono Visto Por Mim

ACRÓSTICO: Florbela Espanca

F eliz não era, nem podia,
L ágrimas, tantas, carpia,
O ntens doídos, amanhãs incertos,
R ios de angústia, íntimos e secretos,
B elos, porém, se os punha em versos,
E ncantados, de profunda melancolia...
L ivre o pensar, medos dispersos,
A mava o amor, a humildade e a poesia!

E nlutada por um pai que era vivo,
S uportava o cruel nome de bastarda...
P orém, aquilo a que não se acostumava,
A usência de afeto, amor não correspondido;
N inguém, nada a preenchia, sempre um vazio;
C aneta em punho, desabafava,
A té um dia decidir que já bastava!

ASC



sábado, 15 de outubro de 2016

LOUVOR ACADÊMICO AO POETISA SIMONE MEDEIROS

É de extrema importância que se congratule e louve com glamour as atividades desenvolvidas em nossa Academia, este mês contemplemos os louvores dos nossos pares e regozijemo-nos mediante tal evento. Todos são de igual importância, todos são capazes, todos são aos olhos poéticos, um, fazendo a diferença e desta somatória é que brilha a A.V.L.

Maria Ivoneide Juvino de Melo - Presidente

LOUVOR ACADÊMICO AO POETA SANJO MUCHANGA

É de extrema importância que se congratule e louve com glamour as atividades desenvolvidas em nossa Academia, este mês contemplemos os louvores dos nossos pares e regozijemo-nos mediante tal evento. Todos são de igual importância, todos são capazes, todos são aos olhos poéticos, um, fazendo a diferença e desta somatória é que brilha a A.V.L.

Maria Ivoneide Juvino de Melo - Presidente

LOUVOR ACADÊMICO AO POETA MAURÍCIO DUARTE


É de extrema importância que se congratule e louve com glamour as atividades desenvolvidas em nossa Academia, este mês contemplemos os louvores dos nossos pares e regozijemo-nos mediante tal evento. Todos são de igual importância, todos são capazes, todos são aos olhos poéticos, um, fazendo a diferença e desta somatória é que brilha a A.V.L.

Maria Ivoneide Juvino de Melo - Presidente

LOUVOR ACADÊMICO A POETISA MARIA JOÃO BRITO DE SOUSA

É de extrema importância que se congratule e louve com glamour as atividades desenvolvidas em nossa Academia, este mês contemplemos os louvores dos nossos pares e regozijemo-nos mediante tal evento. Todos são de igual importância, todos são capazes, todos são aos olhos poéticos, um, fazendo a diferença e desta somatória é que brilha a A.V.L.

Maria Ivoneide Juvino de Melo - Presidente

LOUVOR ACADÊMICO AO POETA LUIZ BERNARDO

É de extrema importância que se congratule e louve com glamour as atividades desenvolvidas em nossa Academia, este mês contemplemos os louvores dos nossos pares e regozijemo-nos mediante tal evento. Todos são de igual importância, todos são capazes, todos são aos olhos poéticos, um, fazendo a diferença e desta somatória é que brilha a A.V.L.

Maria Ivoneide Juvino de Melo - Presidente

LOUVOR ACADÊMICO A POETISA KAINHA BRITO

É de extrema importância que se congratule e louve com glamour as atividades desenvolvidas em nossa Academia, este mês contemplemos os louvores dos nossos pares e regozijemo-nos mediante tal evento. Todos são de igual importância, todos são capazes, todos são aos olhos poéticos, um, fazendo a diferença e desta somatória é que brilha a A.V.L.

Maria Ivoneide Juvino de Melo - Presidente

LOUVOR ACADÊMICO AO POETA JOSÉ LEITE GUERRA


É de extrema importância que se congratule e louve com glamour as atividades desenvolvidas em nossa Academia, este mês contemplemos os louvores dos nossos pares e regozijemo-nos mediante tal evento. Todos são de igual importância, todos são capazes, todos são aos olhos poéticos, um, fazendo a diferença e desta somatória é que brilha a A.V.L.

Maria Ivoneide Juvino de Melo - Presidente

LOUVOR ACADÊMICO A POETISA ANA CRISTINA DA COSTA

É de extrema importância que se congratule e louve com glamour as atividades desenvolvidas em nossa Academia, este mês contemplemos os louvores dos nossos pares e regozijemo-nos mediante tal evento. Todos são de igual importância, todos são capazes, todos são aos olhos poéticos, um, fazendo a diferença e desta somatória é que brilha a A.V.L.

Maria Ivoneide Juvino de Melo - Presidente

LOUVOR ACADÊMICO A POETISA CLER RUWER

É de extrema importância que se congratule e louve com glamour as atividades desenvolvidas em nossa Academia, este mês contemplemos os louvores dos nossos pares e regozijemo-nos mediante tal evento. Todos são de igual importância, todos são capazes, todos são aos olhos poéticos, um, fazendo a diferença e desta somatória é que brilha a A.V.L.

Maria Ivoneide Juvino de Melo - Presidente

LOUVOR ACADÊMICO AO POETA JOSÉ MANUEL CABRITA

É de extrema importância que se congratule e louve com glamour as atividades desenvolvidas em nossa Academia, este mês contemplemos os louvores dos nossos pares e regozijemo-nos mediante tal evento. Todos são de igual importância, todos são capazes, todos são aos olhos poéticos, um, fazendo a diferença e desta somatória é que brilha a A.V.L.

Maria Ivoneide Juvino de Melo - Presidente

LOUVOR ACADÊMICO AO POETA ANTONIO MONTES

É de extrema importância que se congratule e louve com glamour as atividades desenvolvidas em nossa Academia, este mês contemplemos os louvores dos nossos pares e regozijemo-nos mediante tal evento. Todos são de igual importância, todos são capazes, todos são aos olhos poéticos, um, fazendo a diferença e desta somatória é que brilha a A.V.L.
Maria Ivoneide Juvino de Melo - Presidente

LOUVOR ACADÊMICO AO POETA ANTONIO JORGE

É de extrema importância que se congratule e louve com glamour as atividades desenvolvidas em nossa Academia, este mês contemplemos os louvores dos nossos pares e regozijemo-nos mediante tal evento. Todos são de igual importância, todos são capazes, todos são aos olhos poéticos, um, fazendo a diferença e desta somatória é que brilha a A.V.L.
Maria Ivoneide Juvino de Melo - Presidente

LOUVOR ACADÊMICO AO POETA ANTONIO CARLOS ALMEIDA

É de extrema importância que se congratule e louve com glamour as atividades desenvolvidas em nossa Academia, este mês contemplemos os louvores dos nossos pares e regozijemo-nos mediante tal evento. Todos são de igual importância, todos são capazes, todos são aos olhos poéticos, um, fazendo a diferença e desta somatória é que brilha a A.V.L.
Maria Ivoneide Juvino de Melo - Presidente

APOGEU POÉTICO TEMA - SOLIDÃO – SONETO DA SOLIDÃO– VÂNIA DE OLIVEIRA

Em meio à multidão, encontro-me sozinho
Pensamentos soturnos, profunda tristeza
Anseios lúgubres. Perdido sem um ninho
Recorro-me, absorto, buscar a sua beleza.


Taciturno, descubro que a minha fraqueza
Consiste em viver sem afago e sem carinho
Recolho-me, extasiado, de frieza
Buscar desafogo, recôndito espinho.

Minh’alma cansada dessa sofreguidão
Descobre, por fim, um sinal de euforia
No ardor torvo, amiúde emoção.

Sou poeta: necessito da nostalgia!
Não lamento e transformo em inspiração
M’a solidão, na mais doce poesia!

(Vânia Oliveira)

APOGEU POÉTICO TEMA - SOLIDÃO –NO MEU QUARTO– SANJO MUCHANGA

O sol já não penetra
O arco íris já não ri
A lua já não acende
As paredes
já não murmuram
nem ouço mais nada
senão o vazio de mim.

Sanjo Muchanga

APOGEU POÉTICO TEMA - SOLIDÃO – SOLIDÃO*– MARIA JOÃO BRITO DE SOUSA

Nenhum rei será mais rico,
nem nenhum "senhor do mundo"
foi mais alto, ou foi mais fundo
do que eu vou, quando em mim fico
se, com sorte, gratifico
um leitor que, eu sei, confundo,
nas rimas com que o inundo,
nos excessos que critico,
ou se, em excesso, frutifico
nalgum verso mais fecundo...

Está na minha natureza,
tanta e tão estranha Paixão
e é na mesma condição
- porquanto a ela estou presa... -,
que, sozinha, como à mesa
e procedo à digestão
do que Mente e Coração
vão sorvendo, sem surpresa;
polpa e sumo, na riqueza
desta infinda (Re)feição

Que mata a "fome de cão"
que cresce e que rói por dentro...
Porém, dela é que eu sustento
Verdade e Contradição,
por ser, minha Solidão,
meu maior contentamento,
meu sempiterno Alimento,
fornalha onde eu cozo o Pão
e onde a luz da Criação
beija a Mão com que a exp`rimento...

Maria João Brito de Sousa - 04.09.2016 - 15.21h



APOGEU POÉTICO TEMA - SOLIDÃO – SOMENTE SEUS SILÊNCIOS– LUIZ BERNARDO


Éramos enamorados no frio da noite
Sonhadores no âmago de uma paixão
Conversando sobre o tudo desse viver
Embalados na leveza vinda do coração

E até sobre o nada que às vezes temos
Ai um dia você parou de me responder
Quando amamos muito a nada tememos
Passou apenas só a me observar calada

Vejo-te indo embora aos poucos de mim
Enquanto eu aqui sem nada poder fazer
Como se cada passo fosse um novo fim

Só posso te desejar boa sorte na estrada
E por aqui ficaram apenas seus silêncios
Tristeza cruel domina minha madrugada

Luizão Bernardo / Seropédica - RJ

APOGEU POÉTICO TEMA - SOLIDÃO – SOLIDÃO– JOSÉ LEITE GUERRA

dentro de si somente
a companhia de si mesmo
fora ninguém que o perceba
gradil de espera a esmo
no silêncio de uma semente
depositada em abissal
cratera de uma alma enferma

escada sem um degrau
por onde possa escalar
ou descer a solidão extrema
fica consigo no mundo vasto
vive a consumir o pasto
de lembranças e nostalgias
ao passear em seus dias
as marcas de passos gastos.



APOGEU POÉTICO TEMA - SOLIDÃO - SOLIDÃO– JOÃO URAGUE FILHO


Que sempre se está só, porquanto a vida,
Não mais que solidão compartilhada. . .
Trilhamos todos juntos mesma estrada,
Conquanto não se possa repartida!

Nascemos só na vida inusitada,
E só nos damos conta na partida;
Que é preciso levá-la por vivida,
Na carroça do tempo ao pé do nada!

Por sorte nos ligamos de repente,
Quais elos que se juntam na corrente,
Nos damos entre os dedos pela mão;

Mas no final da estrada só nos resta,
O travo amargo, qual se fim de festa
Nos fosse a morte eterna solidão!
João Urague Filho



APOGEU POÉTICO TEMA - SOLIDÃO - FLOR SOLIDÃO– JOANA TIEMANN


Solidão preparou a terra
plantou sementes
À procura de ser flor
e perfumar vidas

Brotou em mim
viçosa e perfumada
linda flor que gera frutos.
E eu a alimentei com estratégia
reguei-a com água salgada
soluçando de dor

Do pranto o encantamento
Da sofreguidão a calma
Da tristeza a alegria
Da palidez a cor

Entendi que a solidão não é ruim
Senão onde encontraria o silêncio que eu tanto preciso para avaliar atitudes?
Com ela eu me sinto bem
A mente voa livre, resgata sentimentos, desvenda mistérios, maximiza minha completude.
Eis que chegará o dia
que essa flor murchará
A apatia ressecará suas pétalas
e o aveludado se transformará em aspereza
Mas até lá guardarei a certeza que a solidão
é a flor do despertar.



APOGEU POÉTICO TEMA - SOLIDÃO - ETERNO ESTANDARTE" – ClER RUWER


Mensagem, na poesia, fotografa a escuridão.
Com caneta de magia, e tinteiro de paixão.
Disponível ao poeta, apenas no coração.
Muito bem utilizado, nas horas de solidão...
Para enfeitar sentimentos, em meio à emoção.

Se quiser falar de amor, ele sempre tem sobrando.
Pois a vida do poeta resume-se, “a estar amando”.
Se for daqueles momentos, em que precisa chorar.
No poeta sempre sobram lágrimas, para emprestar.
Mas para alguém sorrir, gargalha em sorriso brando.

Ser parte da medicina é um fundamento da arte.
Aquela bem da raiz, que a natureza faz parte.
Onde a solidão tem cura, por meio da poesia.
Dose de pura beleza, da vida, no dia-a-dia.
Doando-se ao poeta, qual eterno estandarte.

Quando por algum motivo, sentir falta, de esperança.
O poeta faz a luta, ganhar da dor na balança.
Mas, se estiver perdido, em meio à solidão.
Lembre-se que há o poeta, que sempre, na hora certa.
Fala de amor, desfolha a flor; e encanta o coração.
Cler Ruvver

APOGEU POÉTICO TEMA - SOLIDÃO - SOLIDÃO" – JOSÉ MANUEL CABRITA

Entre quatro paredes, nuas, frias,
Com cheiro a história, a mofo, a humidade,
Há um silêncio imenso, uma saudade,
De tempos idos, risos, alegrias!

Há uma nostalgia, uma vontade,
De pôr um fim aos anos e aos dias,
Alimentando ideias doentias,
Que o desespero atroz a mente invade!

Há sonhos que ficaram p’lo caminho,
Antes de envelhecer, de estar sozinho
E de sobreviver de compaixão…

Farrapo que hoje sou e ninguém quer,
Habito o desalento de viver,
Em total abandono e solidão!...

José Manuel Cabrita Neves

APOGEU POÉTICO TEMA - SOLIDÃO - SOLITÁRIO NA MULTIDÃO" – ANTONIO CARLOS ALMEIDA




Não há quem não viveu este tempo
Contraponto do ponto que classifica solidão

Assim quando ninguém compreende

O que bate forte em coração que sente.

Navega num mar em deserto de águas

Noites sem lua em espuma das mágoas

Se afasta do que não lhe traz

A tão almejada paz.

Do brilho do sol ou a luz da lua,

Com o frescor do vento em calmaria

Nada conclui o que tanto flui

Da solidão aflição que o conduz.

Parte o aflito

Entre tantos que não quantificam

Do que significa querer amanhecer

Sem a solidão que abate um ser.

Antonio C Almeida
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